Capítulo 1 - O legado.

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Capítulo 1 – O legado.

Elliot olhou para o alvo a sua frente, seus dedos seguravam o gatilho com força, seus olhos se estreitaram em seu campo de visão tudo dependia de acerta o centro daquela placa com destreza, ele era um Bridgerton jamais poderia errar, a pontaria de um Bridgerton era certeira.

Colin se aproximou ajustando o braço do filho.

— Relaxe, Elliot. Estique bem o braço, mantenha as mãos firmes, pé direito na frente. Esqueça o que está ao redor, apenas foque no alvo.

A voz do pai ecoava em sua cabeça, misturando-se a sua insegurança, apesar de já ter feito aquele treinamento ao lado do pai tantas vezes, não era tão simples para ele.

Por mais que Colin não fosse um pai que cobrava de seus filhos, Elliot se preocupava muito em mostrar para ele que podia ser bom. Ele não sabia se queria provar isso a si mesmo ou ao pai.

Colin percebeu que o filho estava distraído em seus próprios pensamentos, Elliot disparou, acertando a base que segurava o papelão, errando o alvo. Ele encolheu os ombros pela frustração, largando a própria arma em cima da mesa do campo de tiro.

— Não precisa se cobrar tanto, Elliot. — Colin apertou firme o seu ombro para tranquilizá-lo.

— Eu não posso ser um bom substituto para o senhor desse jeito, pai. Se eu não consigo se quer acerta a porra de um alvo de papelão, serei inútil nas missões.

— Não a ninguém melhor que você para dar continuidade ao legado das nossas famílias, meu amor. — ele abraçou o filho pelos ombros. — Eu sabia disso desde o primeiro momento em que sua mãe o colocou nos meus braços, eu fiz tudo para salvar você e sua mãe daquele inferno e faria mil vezes de novo.

Elliot relaxou o corpo, suspirando profundamente.

— Eu não sou como Charles ou o primo Edmund, até o primo Oliver tem mais desenvoltura em campo e olha que ele vive submerso em plantas e livros como o tio Phillip.

Colin olhou firmemente para o filho, a voz grave.

— Você não precisa se comparar a nenhum deles, você sabe bem disso.

Elliot se afastou do pai, recolhendo sua arma e guardando a munição.

— Será mesmo que se o senhor não tivesse tido outro filho homem, o senhor não pensaria de outra forma. Já que todos dizem que não sou seu filho.

Colin enrijeceu o corpo, o rosto se tornando duro. Por mais que odiasse ser grosseiro com os filhos, ele precisava ser firme, não tolerava esse tipo de acusação, isso implicava uma mágoa que ele sabia que Penelope carregou durante muito tempo.

— Nunca mais diga um absurdo desses, Elliot. Jamais deixarei que duvide da fidelidade da sua mãe. — a voz grave dele cortou o vento como lâmina.

Elliot virou o rosto sério, os traços tão semelhantes aos do pai.

— Desculpe, eu não quis...

Colin suavizou a voz.

— Eu sei que você só está cansado. Se desejar de um tempo afastado do trabalho, basta apenas fazê-lo. Mas, jamais insulte sua mãe desse jeito de novo, sabe muito bem que eu não tolero desrespeito com ela.

— Eu sei, pai. Eu realmente não quis dizer algo assim.

Elliot guardou sua arma nos cós da calça, ajustando por baixo do paletó.

— É só que ninguém me leva a sério justamente porque o senhor e a mamãe, são super protetores.

— Estamos apenas garantindo que você e sua irmã estejam amparados, Elliot, para o dia em que não estejamos mais aqui para cuidar de vocês.

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