06:00 AM

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Novamente eu acordei. Novamente aterrorizado, suando frio.
Ela mexia em meus cabelos, sorrindo, esperando que me acalmasse.

— Bom dia, querido! Vamos tomar café? Já está na mesa.

Eu olhei em seus olhos, ainda ofegante, sem sorriso. Apenas comentei sem muita reação.

— Bom dia, Belle...

Ela perguntou com um olhar preocupado:

— Você sonhou de novo com aquilo?

— Não, não foi nada demais.

Quando tentei levantar, ela segurou meu ombro.

— Amor, você está tomando seus remédios da forma correta?

Eu confirmei:

— "Dia sim, dia não". Eu sei.

— Mas Herman...

Ele está lá, sorrindo, como se visse um espetáculo.

— Herman, não parece que está funcionando. Você não está dormindo bem, não está sorrindo mais desde anteontem. Olha, eu não gosto das suas risadas exageradas, mas você ao menos podia sorrir pela Yara, ao menos uma vez!

Enquanto ela falava, eu nem consegui me concentrar na preocupação dela. Ele estava lá, de novo, pela terceira vez.

— Você não ia entender, Cibelle...

— Entender o quê? A Iara PRECISA de um pai amoroso!

Suspirei enquanto tentava ignorá-lo:

— Deixa pra lá... vamo comer, vamo.

Me levantei, pegando a minha camisa no canto da cabeceira e a vestindo.
Comecei a ir em direção à cozinha, quando Cibelle agarrou minha mão.
Eu olhei para ela, ela estava sorrindo.
Ela é tão bela... eu queria poder retribuir...

— Escuta aqui homem: Você ama sua filha certo?

Demorei alguns segundos para responder:

— Sim, amor... eu amo ela. Mas...

— Então você vai lá AGORA acordá-la com um sorrisão! Ouviu, meu bem?

Eu olhei para ela, contendo os sentimentos.

— É aniversário dela, Herman!

Atrás da Cibelle, ele estava ainda mais próximo.
A coroa que usava brilhava. Seu sorriso mais exposto do que nunca.
Eu pisquei e ele sumiu.

— Anda! Dá um sorrisão agora! Por favoor!

Ela implorava carinhosamente.
Eu disse com dificuldade.

— Para vida, por favor...

— Anda querido! Sorri! Eu sei que você quer...

— Não, eu realmente não quero agora. Pode por favor...

Tudo que eu mais queria...

— Se você sorrir, eu vou com vocês na sorveteria...

Eu não podia fazer.

— E mais tarde talvez eu experimente outro sorvete...

E naquele momento, eu fiz.
A mandíbula dela foi aberta ao meio. O sangue espirrou na minha cara.
O quarto desapareceu. O céu havia ficado vermelho. Não havia nada à minha frente.

De repente aquela dor.
Olhei para baixo para confirmar que os pregos feriam meus pés. Eles se estendiam durante vários metros novamente.
Era quase impossível de ver, muito à distância: Uma única tábua de madeira.
O único ponto "seguro".

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