capítulo 1°

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Art puxa Nicolle para fora do quarto escuro e olha para o rosto dela. Seu semblante era de puro terror, como se estivesse observando o próprio inferno.

Seus olhos estavam arregalados, e lágrimas escorriam sem parar por seu rosto. Ela tremia intensamente. Um líquido preto escorria de seus ouvidos e percorria seu corpo, enquanto várias sombras em forma de mãos se moviam sobre sua pele.

Nicolle parecia não ter controle sobre o próprio corpo. Seus olhos permaneciam fixos em algum ponto, sem demonstrar reação alguma.

Então, quebrando o silêncio, ela solta um grito estridente que ecoa por toda a casa.

- FIQUE CALMA, NICOLLE! - grita Art, desesperado.

- TODOS VAMOS MORRER! - ela responde.

Logo depois, Nicolle solta outro grito, dessa vez tão alto que as paredes da casa parecem estremecer.

Após o grito, ela cai no chão, ainda tremendo. Art rapidamente apoia a cabeça dela sobre suas pernas e começa a repetir seu nome várias vezes.

- Nicolle... Nicolle... Nicolle...

Aos poucos, ela perde a consciência.

Ao longe, o som de sirenes começa a se aproximar. 🚨

Viaturas cercam a casa.

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20 de fevereiro de 2019 - 05h35

Art acorda às 5h35 da manhã.

O clima estava frio e aconchegante. Ainda sonolento, ele se levanta da cama e vai direto para o banheiro. Enquanto escova os dentes, encara o próprio reflexo no espelho.

A cena corta.

Alguns minutos depois, Art já está vestido com seu uniforme escolar. Ele desce os degraus da escada e segue até a cozinha, onde sua irmã, Marianny, prepara o café da manhã.

- Dormiu bem? - pergunta Marianny.

- Sim - responde Art.

Marianny coloca o prato com o café da manhã diante do irmão. Art começa a comer rapidamente, pois ainda teria uma longa caminhada até a escola.

Assim que termina, ele se despede da irmã e sai de casa.

Depois de algum tempo caminhando, uma voz conhecida grita ao longe.

- ART!

Ele olha para trás e vê Nicolle caminhando em sua direção.

- Oi, Nicolle.

- Parece que você está me evitando. Ontem você não me esperou e, hoje, se eu não tivesse encontrado você no caminho da escola, teria que ir sozinha de novo! - reclama Nicolle.

- Nada a ver, Nicolle. Por que eu não esperaria você?

- Você está chegando muito atrasado à escola ultimamente. Por isso eu não te esperei mais - responde Art.

- Nós, mulheres, gastamos mais tempo que vocês, homens, para nos arrumarmos - rebate Nicolle.

- Então começa a acordar mais cedo - responde Art, em tom de sarcasmo.

- Ai, seu idiota! Você nunca entenderia! - diz Nicolle, irritada.

Art continua caminhando ao lado dela.

"Desde que nos conhecemos, eu nunca entendi esse seu jeito complicado e cheio de indiretas."

Nicolle é minha "amiga" desde sempre.

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