1° cap- my story from the beginning

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  7/02/2000, SP. Ao longe da capital, banhada a burguesia e da enorme dissociação e separação social. Com a corrida dos arredores entre os destroços do ferro velho, as pessoas que estavam desconectadas daquele ambiente não tinham ideia de como funcionava uma floresta de concreto. E a fome. No abismo, dos quilômetros que separavam as áreas abandonadas do estado. Uma enorme nuvem negra de chuva engolia como um sobretudo. Entre montanhas de plantações, agronegócio, e lama. Uma pequena casa de bom porte e originalidade, se localizava naquele fim de mundo. E uma jovem de 17 anos se encontrava na garagem de sua casa improletariada.

                                                              *✮ Yara ✮*

Enquanto tomo meu café, lembro-me que meus pais foram viajar, eu tenho que ir pro trabalho agora de manhã, já está quase tudo pronto, é só pegar a minha mochila.. Vejo Samuel, meu irmão mais novo, descer as escadas com uma cara de sono e de quem não dormiu nada na noite passada por estar jogando videogame barato, pirateado.

_Bom dia -Diz ele com sua voz sonolenta e rouca de cigarro.

_Dia, dormiu?  -Pergunto colocando um pedaço de bolo na boca.

_Não -Diz indo pro banheiro tomar seu banho.

_Anda logo que a gente tem horário.—Ele não fez questão de me responder e eu fui terminar de arrumar minhas coisas. 

         Sinto um frio na barriga, ignoro o mesmo e subo para pegar minha mochila, apesar de velha a casa tinha dois andares e era confortável.

Escuto o Samuel sair do banheiro e me sinto aliviada, ultimamente não tenho sentido uma sensação boa. Pego as coisas e vou descendo a escada quando vejo ele arrumado com as coisas prontas.

_Vai para a escola? — ele pergunta.

_ vou para o trabalho—dou de ombros.

_Ah tá —Diz ele com um sorriso meio fechado.

_O que foi? -pergunto.

_A só, é estranho....não gosto do nosso bairro.

_Relaxa, vamos nos mudar para o centro, semana que vem -Falo tranquila ainda o observando, sentindo que o clima está mais frio.

Paramos no ponto 7:30, estava frio, caindo gotas de chuva, quieto, silêncioso de mais. O ônibus dele chegou, não se despediu, e eu fiquei só, eu estou acostumada a descer para o centro de skate...mas por algum motivo hoje eu decidi esperar o meu ônibus passar.

_Aqui é sempre assim?! -Uma voz grave diz do outro lado do ponto.

_...as vezes -olhos de canto e é um moço.

_Entendi -o mesmo está fumando um charuto.

  Ele tem cabelos castanhos e está usando um sobretudo preto calças pretas e sapatos pretos. Não dá para ver seu rosto, fico na minha.

_Vem sempre aqui? -Ele pergunta.

   Olho meu relógio, vejo que estou absurdamente atrasada, e nada do ônibus passar, assim que eu penso em xingar o motorista que eu conheço por que é a única linha que passa na nossa área e é sempre o mesmo. O ônibus chega fazendo aquele barulho chiado do freio, parando na nossa frente.

_tchau moço —Me despeço, subo as escadas do ônibus e torço Para chegar ao menos a tempo da troca de turno.

Três segundos depois sinto alguém me olhar distante. Ignorei tudo aquilo e aquela sensação estranha de já ter visto aquele moço.

  Quebra de tempo

As horas passaram, trabalhei, fui para a escola, e voltei para casa.
Tem algo estranho, muito estranho, estranho o suficiente para que eu tivesse percebido naquele mesmo momento, mas eu não percebi. Entrei pelo portão da garagem onde o carro dos meus pais já não estava mais ali provavelmente meu irmão irá buscá-lo no aeroporto amanhã. Antes de passar pela porta da sala percebo que ela está entreaberta, mas lembro que meu irmão passou por último e tem mania de deixar destrancada. Entro sem nenhum ressentimento ou dúvida do que seja aquilo.
Assim que passo pela porta e piso na sala jogando minha mochila no sofá sinto minhas vistas escurecerem e no fundo escutei o barulho lento do gatilho sendo puxado, e a bala atravessando meu peito assim eu caí no chão e quem quer que fosse que estava ali para fazer isso já tinha ido embora, me encontro no momento com dor, e minha visão pouco exenrgo um palmo a minha frente , pouco pudera também chamar ajuda, se eu gastar o fim da energia que resta não conseguiria nem me arrastar até a estrada a alguns minutos dali, apenas vou aceitar o meu destino, poucos colegas eu tenho, dos quais eu nem sei se vivos estão, prefiro a morte mesmo...é melhor assim para todos, papai vai ficar meio sem chão e vai querer caçar os filhos da puta que fizeram isso comigo.
Mas não me importa tanto, nunca tive muitos amigos, os que eu tive nem sei onde estão ou se ao menos estão vivos na minha cidade natal, mas não me importa, agora eu estou na minha sala no chão sangrando minha última visão é da minha pintura, onde eu fiz ela com o significado abstrato sobre as ondas da praia é como se "pessoas vêem e vão na nossa vida mas as experiências que ficam nunca foram em vão....bem foi isso que eu pensei naquele momento
Passaram se dias e eu não sentia mais o meu corpo, eu não estava acordada, mas também não estava dormindo, não sinto minha respiração, não sinto meu corpo...pouco menos meus batimentos cardíacos....ah eu morri.

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⏰ Last updated: Aug 23 ⏰

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Encarnei o Rubi do Inferno.Stories to obsess over. Discover now