Esse foi um jogo ruim, o Barcelona foi humilhado com 6 x 0, o time estava num clima de velório, velório da própria dignidade, enquanto eles estavam esperando os adversários levantarem a taça, a torcida os vaiava sem parar.
Ferran estava tentando segurar a pressão esmagadora em cima dele e do time, seus olhos estavam brilhando segurando as lágrimas, seus olhos fixos nos adversários comemorando, seu peito apertou, o coração acelerado de angústia, tinha sido um jogo difícil, uma temporada difícil, ele estava guardando tudo pra si, sem falar nada prós companheiros, técnico, comissão, médicos... A mulher que ele não sabia como rótular, namorada, ficante, esposa, amiga, conhecida, conversante...
Essa foi uma das temporadas mais difíceis pra ele, ele sentia um peso enorme em seu ombros, uma pontada no peito, um desejo não atendido, ele só queria voltar pra aquela mulher, pedir pra que ela o pegasse no colo, que o colocasse pra dormir, que o olhasse nos olhos, que desse um amparo pro seu coração ferido, ele queria voltar pra casa. Ela era sua casa.
No caminho pro ônibus, as vaias ainda continuavam, ele sentiu o peito apertar mais, a garganta dar um nó, ele queria chorar ali, mas não queria demonstrar que aquilo tava afetando ele, o sentimento de ser descartável era presente ali, nele e em todos.
Ele se acomodou em seu banco, se afundando no próprio moletom, a dor em seu estômago era presente, sua boca estava seca, ele estava dolorido demais, uma temporada inteira sem sua mulher, uma temporada inteira desamparado, sem uma mão pra acalentar seu coração, ele tremeu, ele sentiu seus lábios se pressionarem em uma linha fina, seus dentes rangeram, ele ia chorar, ele precisava colocar pra fora, mas não queria incomodar sua equipe, sua mente mostrava flashes de tudo que aconteceu, da vaia, da pressão da derrota o engolindo.
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Ele chegou em casa, o olhar vazio encarando a mobília, seu corpo estático na porta, até que seus olhos foram direto pra sapatos femininos na sapateira da porta, naquele momento a única ponta de esperança que restava nele, se alastrou, aquecendo o seu coração, a ideia de que ela estava ali fez suas mãos suarem, sua garganta secar, ele largou suas coisas no chão mesmo de qualquer jeito, seus pés o guiando pro quarto.
Abrindo a porta devagar, seu rosto se iluminou, ali estava ela, sentada na poltrona com um óculos caindo pelo nariz, enquanto lia um livro, a sua mulher estava ali, ele entrou no quarto, o que chamou a atenção dela, ele deu um passo pra perto, foi quando seus joelhos falharam e ele caiu ajoelhado no chão, seus olhos começaram a marejar, ali em sua frente, ele começou a chorar, ele estava devastado, sobrecarregado demais, [Nome] largou o livro, indo até ele, seu olhar confiante de antes, foi substituído por um de pena, ver Ferran naquela situação, deixou ela mexida.
[Nome] se levantou e foi na direção dele, se abaixando e segurando o rosto de Ferran, enquanto ele chorava, chorava igual uma criança, sem pensar muito, ela o abraçou, acolhendo ele, sentindo aquele gosto ruim de não ter conseguido proteger ele.
-ta tudo bem... Eu tô aqui com você agora...-a voz dela era suave demais pra todo aquele momento.
Aquilo fez Ferran chorar mais, chorar alto enquanto se agarrava nela, querendo sumir em seus braços, sentir que tinha abrigo, que era amado e não só mais um número.
-me olhe nos olhos... Por favor, me olha nos olhos -ele pediu com a voz embargada em tristeza e sobrecarga.
[Nome] se afastou um pouco e segurou o rosto dele, o olhando nos olhos, sentindo que precisa mostrar pra ele que ele estava em casa, seguro ali com ela, mas tudo que Ferran queria era ouvir a voz dela dizendo pra ele aquelas palavras doces e confortantes, que ela o fizesse dormir, que o abraçasse forte.
Os olhos dela marejaram, ao ver o amor de sua vida assim, destruído, em fargalhos e totalmente entregue, as mãos dela acariciaram o rosto dele, tentando confortar ele diante daquele inferno, ela não iria o punir, não precisava disso, aquele momento era tão doloroso pra ele, ele foi punido publicamente, ele sentia vergonha de ser jogador, de estar naquele clube, de não poder ser o melhor, mesmo doando 200% de si.
-vem... Vamos pra cama... Você precisa descansar -ela disse ajudando ele a levantar, servindo de apoio até ele chegar na cama.
[Nome] ajudou ele se ajeitar ali, deixando a luz baixa, ela se deitou ali com ele, o ajeitando em seu colo, ninando ele, embalando pra que ele descansasse, pra que ele pudesse acordar e saber que não era um peso, que ele era um ser vivo, amado e acolhido.
O tempo foi passado, ele estava com os olhos fechados, o rosto escondido no peito dela, enquanto a mesma cantarolava baixinho, até que [Nome] sentiu ele se mover, parecendo que queria chegar mais perto ainda dela, as mãos dela foram pra cintura dele, o trazendo pra mais perto ainda, sentindo mais do calor e respiração dela.
Até que ela notou, não era que ele queria ficar mais ainda colado com ela, ele tava se esfregando em sua coxa, soltando lufadas de ar enquanto fazia isso, [Nome] não tentou impedir ele, ela sabia que naquele momento ele queria se reconectar, sentir que poderia dar e receber prazer de igual pra igual, ela deixou que ele continuasse até que as mãos finas de [Nome] agarraram com rapidez o membro já acordado de Ferran, o mesmo gemeu alto com aquilo, o toque da mão de sua amada por cima da roupa, fazia ele queimar, como brasa, seu estômago doeu mais uma vez, os olhos dele se abriram, ele achava que ela ia brigar com ele, por se esfregar sem permissão, mas quando ele percebeu que [Nome] estava desamarrando suas calças.
Ela nunca iria impedir ele de se sentir bem, por que mais nada importava do que eles estar reconectado com ela, aberto pra uma visão diferente, pronto pra enfrentar tudo e todos e poder voltar pra ela depois, pois ele era dela, e de mais ninguém, aquele homem era dela, aquele corpo era dele, aquela dor era dela, aquelas lágrimas pertenciam a ela, e tudo fez mais sentido quando Ferran falou...
-por favor, não me deixe agora...-ele soava manhoso, necessitado, ele só queria se sentir especial.
A mão dela abaixou a calça dele com um pouco de dificuldade, agarrando seu membro rígido e começando a estimular enquanto Ferran choramingava.
-eu posso ganhar um beijo?-ele pediu olhando pra ela com aqueles olhos tão esperançosos.
[Nome] sorriu suavemente, logo se curvando pra capturar os lábios dele em um beijo, fazendo Ferran arfar com o contato e com a mão que ainda continuavam estimulando ele sem pausa, fazendo sua barriga gelar, seu corpo se arrepiar, sua mão indo pra cima d mão dela, como se quisesse ter certeza de que ela tava ali, que ela tava estimulando ele enquanto ele a beijava.
Ele sentia seu corpo queimar, uma combustão de dentro pra fora, entregando Ferran a um desejo desesperado, um desejo que só [Nome] poderia saciar, a única que poderia promover o seu ápice, o seu pertencimento, ele era dela, e ele sabia, mas precisava ouvir, ouvir devagar.
Ele se contorceu, ela sabia que ele tava sensível e isso o deixaria muito perto do ápice, ele iria gozar a qualquer momento, sua boa entre aberta soltando gemidos altos enquanto a mão de [Nome] trabalhava fielmente nele, afim de fazer ele se aliviar, de se sentir dela mais um pouco, de lembrar que mesmo que o mundo diga que ele é ruim, ela vai recompensar ele.
As coxas dele se tensionaram, suas costas se arquearam, seu gemido ficou mudo, sua cabeça jogada pra trás, enquanto [Nome] sentia ele jorrando, sujando a mão dela, mas não era como se não fosse essa a intenção desde o começo, de fazer uma bagunça com seu menino bagunceiro.
Depois de algum tempinho, Ferran conseguiu se acalmar, respirando fundo e se mexendo um pouco, ele se apoiou na cama, erguendo o tronco pra encarar ela, a mesma o observava atenta, pronta pra qualquer coisa, pra ajudar ele no que precisasse, ele a olhou nos olhos mais uma vez antes de se deitar na cama, cansado, ele se esgotou totalmente, sentindo aquele alivio que só ela podia lhe dar.
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De manhã, quando ele acordou com o rosto inchado de sono, olhos inchados de chorar e uma satisfação enorme que o preenchia a cada respiração, deitada em seu peito, ali estava [Nome], a mulher de sua vida, a única que conseguia o pegar no colo, o colocar pra dormindo, era como uma corrente que mantinha eles unidos.
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Chain, keep us together || Ferran Torres x Reader
Fanfictiononde tudo que Ferran precisava, era de um colo, um porto seguro, alguém que o fizesse se sentir em casa...
