Uma nova causa

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CAPÍTULO 1

Noah Urrea sempre acreditou que existiam três coisas capazes de acabar com a paz de um homem

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Noah Urrea sempre acreditou que existiam três coisas capazes de acabar com a paz de um homem.

Um processo malfeito.

Um cliente que não sabia ficar calado.

E Josh Beauchamp.

Especialmente Josh Beauchamp.

Naquela manhã, porém, Noah descobriria que existia uma quarta.

Uma linha.

Duas palavras.

E um pequeno símbolo que faria seu mundo inteiro parar.

Eram exatamente seis e quarenta e três da manhã quando Noah abriu os olhos.

O quarto ainda estava mergulhado naquela penumbra confortável que só existia nas primeiras horas do dia. As cortinas pesadas, escolhidas por Josh depois de uma discussão de quase uma hora sobre "estética versus funcionalidade", deixavam passar apenas uma pequena faixa de luz dourada que cortava o chão de madeira clara. O ar-condicionado mantinha o ambiente frio o suficiente para obrigá-los a dormir abraçados debaixo do edredom macio, o mesmo edredom que Noah insistia em dobrar de um jeito específico todas as manhãs e que Josh desfazia com uma facilidade irritante todas as noites.

Noah permaneceu imóvel por alguns segundos, ouvindo o próprio coração bater em um ritmo lento e preguiçoso.

A primeira coisa que percebeu foi o silêncio absoluto do apartamento.

A segunda foi uma sensação estranha no estômago — não exatamente enjoo, mas uma inquietação leve, como se algo tivesse mudado ali dentro e o corpo ainda estivesse tentando se acostumar.

A terceira foi um braço pesado atravessado sobre sua cintura, a mão grande e quente de Josh aberta exatamente sobre a pele nua abaixo da camiseta.

Ele fechou os olhos novamente.

Respirou fundo, sentindo o cheiro familiar do sabonete que Josh usava, misturado com o aroma leve de café que sempre parecia impregnar a pele dele, mesmo depois do banho.

Contou mentalmente até três.

Então segurou o braço e tentou afastá-lo com cuidado.

Nada.

Tentou novamente, dessa vez com um pouco mais de força.

Nada.

Noah: Josh.

Nenhuma resposta. Apenas a respiração profunda e regular contra a nuca dele.

Noah virou um pouco o rosto. Josh continuava dormindo profundamente, completamente alheio ao mundo. O rosto estava parcialmente enterrado no travesseiro, os cabelos escuros bagunçados de um jeito que Noah nunca admitiria achar atraente demais tão cedo da manhã, e a boca entreaberta em um pequeno suspiro.

Jurisprudência do Amor. Stories to obsess over. Discover now