Tudo começou em dois mil e um, quando nascia uma linda menina loira de pele clara e, de olhos azuis Chamada Aurora. 💙
Minha cidade natal é Sydney (Austrália).
Ao longo dos anos eu fui crescendo e percebendo que a minha vida era formada pela arte mas meus pais queriam me fazer gostar de música, instrumentos e coisas assim, mas eles não contavam que o meu coração era chamado pela arte, quadros, tintas, fotografias, museus e coisas remetidas a isso.
Mas, mesmo com tudo aquilo ao meu redor, havia uma coisa que sempre conseguia prender a minha atenção.
Eu gostava de observar.
Observava as pessoas andando pelas ruas, os prédios, o céu mudando de cor no fim da tarde e até mesmo as pequenas coisas que quase ninguém percebia. Eu podia passar vários minutos olhando para uma fotografia ou para uma pintura e imaginando tudo o que havia por trás dela.
Quando eu tinha seis anos, aconteceu algo que, naquela época, parecia completamente normal.
Meus pais tinham comprado alguns materiais para que eu começasse a aprender música. Havia um pequeno teclado na sala, algumas folhas de exercícios e até um caderno cheio de anotações.
Eu tentei.
Juro que tentei.
Mas enquanto meus pais esperavam que eu me encantasse com as notas musicais, meus olhos estavam presos em outra coisa.
Uma caixa de lápis de cor que estava sobre a mesa.
Peguei um deles e comecei a desenhar em uma folha qualquer. Primeiro fiz algumas linhas sem sentido. Depois, uma casa. Em seguida, algumas árvores, o céu e uma menina parada no meio de tudo aquilo.
Quando terminei, fiquei olhando para o desenho por alguns segundos.
Era simples. Muito simples.
Mas, pela primeira vez, eu tinha a sensação de que havia colocado uma parte de mim naquela folha.
Minha mãe apareceu atrás de mim e ficou em silêncio.
— Foi você que fez isso, Aurora?
Balancei a cabeça.
— Gostou?
Ela sorriu.
— Eu adorei.
Naquele momento, eu não sabia explicar por quê, mas senti uma coisa diferente dentro de mim.
Talvez fosse felicidade.
Talvez fosse orgulho.
Ou talvez fosse simplesmente a sensação de ter encontrado algo que realmente parecia meu.
A partir daquele dia, comecei a desenhar cada vez mais.
Desenhava antes de dormir, depois da escola, nos finais de semana e até quando deveria estar prestando atenção em outras coisas.
Meus cadernos começaram a ficar cheios de desenhos.
Flores.
Pessoas.
Paisagens.
Olhos.
Casas que eu inventava.
Lugares onde nunca tinha estado.
E, de alguma maneira, quanto mais eu desenhava, mais parecia que estava descobrindo quem eu era.
Eu ainda era apenas uma criança.
Não fazia ideia do que queria ser quando crescesse.
Não sabia onde estaria aos quinze, aos dezoito ou aos vinte anos.
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O FUTURO DA MINHA VIDA
General FictionAurora sempre soube que era diferente. Enquanto seu pai sonhava em vê-la seguindo seus passos na música, ela encontrava na arte uma forma de expressar tudo aquilo que não conseguia dizer. Entre sonhos escondidos, descobertas, amizades, amores, confl...
