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Uma Joia Perigosa

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FERNANDA

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FERNANDA

Os raios de sol invadiram as cortinas da velha casa, o calor que vinha da janela queimou minhas pálpebras, fazendo-me despertar.

Esfreguei as mãos com força no rosto, odeio essa pobreza.

Preciso colocar uma janela melhor nesse muquifo.

— Fernandinha, minha filha... — A voz de minha mãe parecia desesperada, suas mãos pareciam querer quebrar a porta.

— O que foi, mãe? — Revirei os olhos, já me dirigindo à maçaneta.

Seus olhos pareciam me escanear da cabeça aos pés.

— Você está saindo com o Alvarez?

Meus olhos se arregalaram.

Como ela sabia do Alvarez?

Minhas mãos tremeram, desviei o olhar, constrangida.

Cristina conseguiu me ler rapidamente, seus dentes estavam cerrados e seus olhos pareciam brasas.

Meu rosto ficou quente.

O tapa veio seco, ardido, tão quente quanto o olhar que ela lançava sobre mim.

Engoli o choro.

— Ele tem idade para ser seu avô. — Lágrimas escorriam de seus olhos uma atrás da outra. — O que você está se tornando, minha filha?

Engoli o choro, sentindo a cabeça pesar de ódio.

— Você não tem o direito de me bater por isso! — Falei, levando as duas mãos ao rosto vermelho. — Eu fico com quem eu bem entender.

A expressão em seu rosto mudou rapidamente.
Era como se, agora, eu quem tivesse acertado o tapa em sua cara.

Eu sei o que ela pensa.

Que sou uma vadia.

Pensa que sou igual à minha tia Rubi, que ela tanto detestava.

E veja só... seu carma foi ter uma filha pior que a própria irmã.

Mordeu os lábios enquanto olhava para todo o quarto, evitando meu olhar.
Sua expressão era de descrença e tristeza.

Mas não liguei.

Eu sou maior de idade e saio até com o Papa se eu quiser.

A Outra Face de RubiStories to obsess over. Discover now