Violeta caminhava sozinha por uma região destruída do espaço quando as estrelas começaram a desaparecer.
Entre planetas quebrados e asteroides distantes, uma figura enorme surgiu. A criatura tinha cinco metros de altura, o corpo completamente preto e linhas brilhantes atravessando a pele. Essas marcas pareciam carregar sofrimento, raiva e desespero.
Era uma Entidade.
Ela não conhecia Violeta, nem possuía qualquer ligação com o Rei Lobo. Apenas escolheu atacá-la porque percebeu que ela era jovem e estava sozinha.
Entidade: Você não deveria estar aqui.
Violeta tentou escapar, mas a criatura avançou. Ela desviou do primeiro golpe, porém a força do ataque destruiu vários asteroides ao redor. A Entidade continuou avançando, acreditando que Violeta desistiria depois de alguns segundos.
Então, uma sombra surgiu no campo de batalha.
Verena apareceu no ar e acertou uma voadora no rosto da Entidade, lançando-a contra um planeta distante.
Verena não tinha sangue. Quando era atingida, seu corpo se desfazia em escuridão, como fumaça viva, antes de voltar à forma original.
Verena: Ela não está sozinha.
A Entidade se levantou lentamente.
Entidade: Você acha que pode me impedir?
Verena: Não acho. Eu sei.
A batalha começou. A Entidade era brutal e poderosa, mas Verena não lutava apenas para vencer. Ela lutava para mostrar a Violeta que ninguém tinha o direito de diminuí-la por ser jovem, garota ou aparentemente mais frágil.
Entidade: Você é uma mulher tentando enfrentar algo muito maior que você. Deveria se ajoelhar.
Verena se recompôs depois de ser atravessada por um golpe. Seu corpo voltou a se formar a partir da própria escuridão.
Verena: Ser mulher não me torna menor. E ser homem não torna você superior.
A Entidade atacou novamente. Verena foi arremessada contra uma lua e se desfez em uma nuvem negra ao atravessar os destroços cósmicos. Por alguns segundos, parecia que tinha desaparecido.
Violeta correu para o lugar onde ela havia caído.
Violeta: Verena!
A escuridão começou a se reunir. Primeiro surgiu uma mão, depois os braços, o rosto e o restante do corpo. Verena se levantou sem sangue, coberta por sombras instáveis.
Violeta: Fica atrás de mim?
Verena olhou para ela.
Verena: Não. Fica ao meu lado.
As duas avançaram juntas. Violeta usou sua energia para proteger os planetas próximos, enquanto Verena enfrentava diretamente a Entidade. A criatura percebeu que seu erro tinha sido acreditar que poderia isolá-las e fazê-las sentir medo.
Ela queria que Violeta pensasse que era fraca.
Queria que Verena acreditasse que precisava ser salva.
Mas as duas provaram o contrário.
Verena segurou o braço da Entidade e a lançou para longe. Seu corpo se expandiu como uma tempestade escura, cobrindo parte do espaço.
Verena: Nenhum homem, nenhum monstro e nenhum deus tem o direito de rebaixar uma mulher para se sentir poderoso.
Violeta ficou ao lado dela.
Violeta: E ninguém precisa enfrentar a dor sozinha.
As linhas do corpo da Entidade começaram a falhar. Ela ainda era forte, mas seu poder dependia do medo e da humilhação das pessoas. Ao ver Verena e Violeta protegendo uma à outra, a Entidade perdeu parte da força.
Antes de desaparecer no vazio, ela ouviu Verena dizer:
Verena: Você não venceu porque era mais forte. Você só atacava quem achava que não teria coragem de responder.
A Entidade desapareceu entre as estrelas, mas não foi destruída. Em algum lugar distante, suas linhas ainda brilhavam na escuridão.
Verena colocou a mão sombria sobre o ombro de Violeta.
Verena: Lembre-se: ser forte não significa nunca precisar de ajuda. Significa saber que você merece respeito, proteção e liberdade.
Violeta sorriu.
Violeta: E se alguém tentar me rebaixar?
Verena olhou para o espaço destruído. Seus olhos brilharam dentro da escuridão.
Verena: Aí ele vai descobrir que garotas também sabem lutar.
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Duas Vozes Contra o Medo
General FictionQuando uma entidade maligna tenta atacar Violeta, Verena surge para protegê-la. Juntas, elas enfrentarão o medo e provarão que nenhuma garota precisa lutar sozinha.
