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ONE SHOT

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O corredor do Colégio de Artes de Seul estava barulhento, lotado de alunos guardando materiais antes do início das aulas. Sunoo tentava apenas passar despercebido, segurando seus livros contra o peito. Ele odiava as terças-feiras de manhã, principalmente porque a primeira aula era de química, a matéria que compartilhava com Park Sunghoon.
E, como se o destino gostasse de testar sua paciência, uma silhueta alta e esguia barrou sua passagem. Sunghoon estava encostado nos armários, cercado por dois colegas do time de patinação no gelo. Ele ostentava aquela jaqueta de time que parecia inflar ainda mais o seu ego.
- Olha só quem resolveu aparecer - Sunghoon zombou, esticando o pé casualmente no meio do corredor.
Sunoo tentou desviar, mas o movimento foi rápido demais. O pé de Sunghoon prendeu no seu tornozelo, fazendo com que o menor perdesse o equilíbrio. O baque dos livros de Sunoo ecoou pelo corredor quando eles se espalharam pelo chão de granito. Algumas folhas de anotações deslizaram para longe.
- Opa, foi mal. Você é tão miúdo que eu nem te vi aí embaixo, Kim - debochou Sunghoon, arrancando risadas dos amigos. Ele chutou levemente um dos cadernos de Sunoo para o lado antes de se afastar. - Limpa a bagunça, vai. Sempre atrapalhando o caminho.
Sunoo engoliu em seco, sentindo as bochechas arderem de humilhação. Ele se ajoelhou e começou a juntar as folhas, respirando fundo para não deixar as lágrimas de frustração caírem. Ele odiava como Sunghoon parecia ter como meta de vida infernizá-lo. O pior de tudo? Sunoo guardava um segredo trancado a sete chaves: aquela implicância agressiva mexia com ele de uma forma que não deveria.
Minutos depois, Sunoo entrou na sala de química e sentou-se na última fileira, esperando sumir dali. Sunghoon entrou logo em seguida, sentando-se na frente com a postura desleixada de sempre.
O professor bateu duas vezes com o pincel na lousa, exigindo silêncio.
- Bom dia, turma. Por favor, prestem atenção. Hoje darei início ao projeto bimestral de reações orgânicas. Será um trabalho prático, em laboratório e em relatório escrito. E antes que comecem a se organizar, já vou avisando: eu mesmo montei as duplas para garantir o equilíbrio das notas.
Um murmúrio de reclamação tomou conta da sala. Sunghoon continuou girando a caneta nos dedos, entediado, crente de que pegaria algum de seus amigos populares.
O professor começou a ditar os nomes.
- ... Sim Jaeyun e Park Jongseong. Nishimura Riki e Yang Jungwon... E, por fim, Park Sunghoon e Kim Sunoo.
A caneta de Sunghoon caiu da sua mão, batendo na mesa.
- O quê?! - Sunghoon levantou da cadeira de imediato. O móvel arrastou no piso com um barulho estridente que fez todos olharem para ele. - Professor, o senhor só pode estar brincando. Não posso fazer com outra pessoa? Qualquer outra pessoa? Eu faço sozinho se precisar!
- Sentado, Park. Minha decisão está tomada e não vou abrir exceções - o professor respondeu, sem desviar os olhos de sua planilha. - Cooperem ou fiquem sem a nota de laboratório.
Sunghoon afundou na cadeira, soltando um palavrão baixo entre dentes. Ele virou o pescoço devagar, lançando um olhar mortal em direção à última fileira. Sunoo apenas sustentou o olhar por dois segundos antes de encolher os ombros e desviar a atenção para a janela, sentindo o estômago dar nós.
O dia passou arrastado. Quando o sinal da última aula finalmente tocou, o céu de Seul já havia mudado drasticamente. Nuvens pretas e carregadas cobriam o sol, e a iluminação pública parecia ter sido acesa mais cedo.
Assim que os alunos colocaram os pés fora do portão principal, o mundo desabou em uma tempestade violenta. O vento forte soprava de lado, quebrando guarda-chuvas e impedindo qualquer um de dar dois passos sem se ensopar por completo.
Sunghoon estava parado debaixo do pequeno toldo da entrada da escola, os braços cruzados e batendo o pé direito com força no chão. Ele estava congelando. Suas roupas de frio estavam na mochila, mas de nada adiantariam ali fora. Ele encarava a tela do celular com raiva: os aplicativos de transporte mostravam tarifas dinâmicas absurdas, e nenhum motorista aceitava a corrida devido aos pontos de alagamento. O ônibus que ele costumava pegar estava cancelado por tempo indeterminado. Ele morava do outro lado da cidade e estava completamente ilhado.
Sunoo abriu seu guarda-chuva preto e resistente, preparando-se para a caminhada. Quando passou perto do toldo, viu a situação de seu rival. Sunghoon parecia um gato molhado e irritado, os fios escuros de cabelo grudando na testa, os lábios levemente trêmulos pelo vento frio.
Sunoo hesitou. Seu cérebro dizia para ele continuar andando e deixar o valentão sofrer as consequências. Mas seu coração não conseguiu. Suspirando profundamente, ele mudou a rota e caminhou até Sunghoon.
- Minha casa fica a duas quadras daqui - disse Sunoo, com a voz mansa, quase sumindo sob o barulho alto dos trovões. - Se você quiser... pode esperar a chuva passar lá. É bem mais perto do que tentar ir para o outro lado da cidade com esse tempo.
Sunghoon olhou para Sunoo, surpreso pela audácia da oferta. Depois, olhou para a cortina de água que caía do céu e engoliu o orgulho.
- Tanto faz. É melhor do que morrer congelado aqui - resmungou Sunghoon, dando um passo à frente e entrando debaixo do guarda-chuva de Sunoo.
O espaço era apertado. Para que os dois não se molhassem, Sunghoon teve que passar o braço por trás dos ombros de Sunoo, colando os corpos. O caminho foi feito em um silêncio tenso, quebrado apenas pelo som dos sapatos pisando nas poças d'água e pela respiração pesada de Sunghoon perto do ouvido de Sunoo.
Ao entrarem no apartamento, o choque térmico foi imediato. O ambiente era quente, silencioso e acolhedor.
- Meus pais estão viajando a trabalho, voltam só no fim de semana - explicou Sunoo, guardando o guarda-chuva no suporte. Ele olhou para Sunghoon, que estava visivelmente desconfortável. - Pode usar o banheiro do corredor para se trocar. Vou pegar umas roupas limpas para você.
Sunoo foi até o próprio quarto e voltou com uma toalha macia e uma muda de roupas.
- São largas, devem servir em você.
Sunghoon pegou as peças, murmurando um agradecimento quase inaudível antes de se trancar no banheiro. Quando a água quente do chuveiro começou a correr, Sunoo finalmente conseguiu respirar direito. Ele foi para o próprio quarto, trocou o uniforme molhado por um short curto de moletom e uma camisa leve, e começou a secar os cabelos com uma toalha menor enquanto esperava na sala.
Minutos depois, a porta do banheiro se abriu. Sunghoon saiu vestindo um moletom oversized cinza que pertencia a Sunoo. A peça ficava justa nos ombros largos do patinador, mas o comprimento ia até o meio de suas coxas. O tecido exalava o perfume doce de baunilha que era a marca registrada de Sunoo.
A tensão no espaço fechado da sala tornou-se palpável, quase elétrica. Sunghoon aproximou-se devagar, sentando-se no sofá cinza, a poucos centímetros de onde Sunoo estava. Ele encarou os próprios dedos por um tempo antes de quebrar o silêncio.
- Por que você me chamou para cá? - a voz de Sunghoon saiu mais grave do que o normal, preenchendo o ambiente. - Eu sou um completo babaca com você na escola. Eu te derrubei hoje mais cedo. Por que ser legal comigo?
Sunoo parou de esfregar a toalha no cabelo. Ele abaixou as mãos, deixando os fios loiros e bagunçados caírem sobre os olhos. Ele virou o rosto, encarando Sunghoon fixamente.
- Porque eu sei que você só faz aquilo para chamar atenção - Sunoo disparou, sem medo. - E porque eu cansei de fingir.
- Fingir o quê? - Sunghoon estreitou os olhos, dando um passo mental para trás, mas seu corpo continuava inclinado na direção do outro.
- Fingir que eu não sinto nada quando você chega perto. Fingir que eu não fico querendo que você me toque de verdade, em vez de só me empurrar pelos cantos.
As palavras sinceras e cruas de Sunoo pegaram Sunghoon totalmente desprevenido. O mais velho encarou os lábios avermelhados de Sunoo, a respiração do menor falhando de leve. O calor do ambiente subitamente subiu pelas bochechas de Sunghoon. A pose de bad boy desmoronou em um segundo, dando lugar a um desejo selvagem que ele vinha reprimindo há meses por trás de piadas idiotas.
Sem dizer mais uma palavra, Sunghoon reduziu a distância restante. Ele segurou o maxilar de Sunoo com firmeza, os dedos frios contrastando com a pele quente do menor, e o puxou para um beijo urgente.
O choque inicial de Sunoo durou apenas o tempo de um suspiro. Logo em seguida, ele se entregou por completo, abrindo a boca e permitindo que a língua de Sunghoon dominasse o espaço. Ele envolveu os braços ao redor do pescoço do patinador, puxando-o para mais perto. O beijo era faminto, uma colisão de rivalidade contida e tesão acumulado. Sunghoon subiu por cima de Sunoo no sofá, prendendo o corpo menor contra o estofado. Suas mãos grandes escorregaram por baixo da camisa leve de Sunoo, os dedos calejados da patinação arranhando a pele macia da cintura, fazendo o menor arfar contra sua boca.
- Pro... quarto - Sunoo conseguiu dizer entre os beijos, puxando a gola do moletom cinza de Sunghoon. - A cama é melhor.
Eles praticamente tropeçaram pelo corredor curto até o quarto de Sunoo. A cama de casal com lençóis escuros parecia um convite. As roupas foram descartadas rapidamente, espalhando-se pelo chão de madeira. O som da tempestade violenta e dos trovões batendo contra a janela de vidro da sacada criava uma trilha sonora abafada para os gemidos que começavam a ecoar pelo cômodo.
Sunghoon estava insaciável. Ele distribuía beijos e mordidas pelo pescoço, clavícula e peito de Sunoo, deixando marcas vermelhas e arroxeadas que deixariam claro para qualquer um, no dia seguinte, a quem aquele corpo pertencia. Sunoo arqueava as costas, as mãos cravadas nos ombros largos de Sunghoon, completamente entregue ao ritmo que o outro impunha.
Sem dar tempo para Sunoo se recuperar, Sunghoon o segurou pelos quadris e o virou de bruços na cama de uma vez.
Sunoo apoiou os cotovelos nos lençóis, o corpo trêmulo pela expectativa e pelo calor que subia por suas pernas. Quando Sunghoon se posicionou e entrou de uma só vez, Sunoo soltou um gemido alto, agudo, curvando as costas e fraquejando os braços. O impacto foi tão forte que ele quase afundou o rosto no travesseiro, tentando buscar ar.
Sentindo o aperto absurdo e a vulnerabilidade deliciosa do garoto que ele costumava irritar no corredor, o ritmo de Sunghoon tornou-se ainda mais agressivo, possessivo e bruto. Sunoo, sobrecarregado pela intensidade do prazer e da dor mista, tentou ceder o corpo para baixo, esticando os braços na cama para tentar aliviar a profundidade dos impactos.
Ao perceber o movimento de fuga, Sunghoon travou as mãos grandes na cintura de Sunoo, os dedos afundando na pele com força, e o puxou para cima de volta com um puxão firme e autoritário.
- Empina direito, porra - Sunghoon ditou bem perto do ouvido de Sunoo, a voz extremamente rouca, pesada e carregada de malícia, enquanto batia com força os quadris contra os dele.
Sunoo soltou um suspiro sibilante, um som quase doloroso de tanto desejo. Ele cravou as unhas com força no lençol da cama e empinou o quadril exatamente como o maior havia ordenado, oferecendo-se por inteiro. Ele entregou o controle total de seu corpo ao ritmo avassalador de Sunghoon.
O quarto foi completamente tomado pelo som dos estalos de pele com pele, respirações arfantes, lençóis bagunçados e juras sussurradas que nenhum dos dois teria coragem de repetir sob a luz do sol ou nos corredores do colégio no dia seguinte.

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Eh uma oneshot mas se quiserem posso trazer um fic mais longa dessa one shot

Beijos.

onde a chuva nos levou | SunsunCerita yang buat anda obses. Terokai sekarang