NARRADOR
Mais uma noite normal no bar. Música alta misturando-se com as conversas, as luzes coloridas iluminavam o ambiente, dando ao lugar um ar de festa que parecia não ter fim.
Atrás do balcão, Laura preparava drink atrás do outro com agilidade. Lorraine permanecia do seu lado, organizando as garrafas e ajudando a atender a multidão. No palco Victoria chamava atenção dos clientes no pole dance. Amanda comandava a cabine do DJ, alterando as músicas e sempre deixando a pista cheia. Enquanto isso, Helenice circulava entre as mesas levando bebidas.
Ali eram apenas pessoas normais, mais ninguém imaginava quem elas realmente eram: chefes do crime
LAURA STARKOV
Atrás do balcão, eu parecia uma máquina uma garrafa na mão direita, uma coqueteleira na não esquerda e um sorriso treinado para convencer qualquer um a pedir só mais um drink.
– Dois Sex on the Beach, um gin tônica e três explosão de Prikito – gritou um garçom
– Já vai! – respondi, sem olhar
Em poucos minutos, os pedidos estavam prontos.
– Como tu consegue fazer isso tão rápido? – perguntou Lorraiane, enquanto organizava as garrafas. – Anos de experiência e por que eu gosto de ver gente bêbada pagando caro.
Lorraiane riu.
Ela conferia o estoque, limpava copos, anotava pedidos e ainda encontrava tempo pra falar da vida do povo.
No palco, Victoria roubava todos os olhares.
Cada movimento no pole dance arrancava aplausos e assobios.
Um cliente levantou uma placa improvisada, escrita:
CASA COMIGO
Victoria olhou.
Sorriu.
Pegou a placa.
Rasgou no meio.
Aplaudiu mais a ainda.
– Ela acabou de destruir meu coração! – Pelo menos não destruiu tua carteira ainda. – respondeu o amigo.
Observei rindo.
Enquanto Victoria destruía corações no palco, Amanda fazia o mesmo com os tímpanos de quem chegava perto da cabine do DJ.
– Amanda baixa um pouco isso! – gritou Helenice, passando por ela com a bandeja cheia de copos.
– O quê?!
– EU DISSE PRA BAIXAR!
– NÃO TÔ OUVINDO!
Helenice apenas revirou os olhos e continuou andando.
Na pista, a situação estava completamente fora de controle. Gente dançando, gente gritando, gente que claramente já tinha se esquecido como andar em linha reta.
Até que um homem apareceu esbarrou em Helenice,
quase derrubando a bandeja.
– Ei cuidado! – reclamou ela
– Foi mal, gata. Quer dançar comigo?
Helenice olhou para ele dos pés à cabeça.
– Não.
– Tem certeza?
– Absoluta.
– Nem se eu pagar uma bebida?
– Principalmente se tu pagar uma bebida.
O homem saiu cabisbaixo. – Essa mulher é fria – reclamou o amigo dele. Helenice ouviu. – Fria não. Ocupada.
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As raparigas de Beverly Hills
FanfictionAs Raparigas de Beverly Hills são as donas de um cabaré, mas, na verdade, são mafiosas do Nordeste. A organização é composta por Pimentinha, Fogosa, Lari dos ovão, Galegoza, Pirikrente, pussytay, prikito mafiosa e pela chefona Shoshotona. Elas coman...
