Eu como um pão de queijo Bebo um café amargo Tomo algum remédio forte Bebo energético Fumo um cigarro ... ... ... Nada ... ... Não sinto nada, nem tristeza, nem raiva, nem alegria. As vezes parece que só sou um coração batendo, um ser ambulante.
Mas tem vezes que eu sinto demais, sinto tanto, que meu coração parece que está rasgando, até penso, se não tem um verme me devorando, comendo pedaço por pedaço do órgão que me faz respirar A garganta aperta, como se tivesse sendo puxado por uma corda, bem firme, ou pouco frouxa...
E mesmo com tudo isso, no final, eu finjo que não é nada a não ser minha própria fraqueza insignificante, igual o que há na minha cabeça, no meu cérebro
Odeio as histórias que passam por ele, mas se alguém perguntar, ficarei horas falando de cada personagem, de cada parte dos acontecimentos, como funciona esse mundo, os humanos, os traumas destes personagens, e no final, chego a conclusão que eu só odeio o fato de não conseguir transferir elas pro papel, pro desenho, pra animação...
Pois no final sempre sinto que sou um fracasso, tudo que eu faço, faço pouco ou faço muito, fica inacabado ou completo. Mesmo completo nunca é o suficiente.
Pois sou preguiçoso, tento na primeira, na segunda, na terceira...e desisto, deixo largado na escrivaninha, pegando poeira
Muitos dizem que eu tenho talento para aquilo, para o outro, mas eu nunca consigo alcançar o máximo, é somo se sempre existisse alguém para eu me comparar, ou pior, ME compararem.
Isso dói, a língua até distorce
Pra no final ser que nem esses escritos digitais...vazio
Sem nexo, sem coração
Só vazio
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