"Mesmo entre duas Estações, eu ainda escolherei aquela que me leva até você"
Aurora é uma jovem escritora e dramaturga em florescimento, nascida em uma pequena e serena cidade no interior da Suíça. Motivada pelo seu sonho juvenil de transformar sua...
Oops! This image does not follow our content guidelines. To continue publishing, please remove it or upload a different image.
O relógio pendurado na parede, localizado ao lado de um grande armário de madeira visivelmente desgastado pelo tempo, marcava, com seus ponteiros, as oito em ponto da manhã.
Aurora, sentada em uma cadeira de madeira no centro do quarto, batia levemente a ponta de seus dedos sobre a mesa , enquanto seus olhos percorriam por todo o cômodo. Ora, encarava a parede daquele quarto escuro; ora, repousava seus olhares sobre o quadro que estava pendurado na parede, evitando encarar a tela em branco do computador.
Ela acreditava que, em determinado momento, teria uma virada de chave em sua mente e começaria a escrever, como num passe de mágica, mas como esse milagre não acorrera, só lhe restava esperar.
Sua feição estava completamente tomada pelo desânimo e cansaço.
O que eu poderia escrever? - murmurou Aurora, enquanto suas pálpebras se encontravam lentamente.
Toc, toc , toc.
Três batidas suaves ecoaram pela porta.
Aurora despertou de seu breve descanso com as batidas na porta e , com seus olhos, voltou sua atenção para a entrada.
Aurora..?Eu posso entrar?--- perguntou kairo do lado de fora. Ela soltou um longo suspiro antes de responder:
--- A porta esta destrancada.
Kairo girou levemente a maçaneta e , ao pisar com seus pés no chão daquele cômodo, encontrou, com seus olhos, o rosto de Aurora naquele estado deplorável e perguntou:
---- Por que essa cara tão triste maninha?
Kairo lançou a pergunta no colo de Aurora enquanto se aproximava.
---- Você parece uma estudante de ensino médio estudando para uma prova de exatas.
Ele envolvia sua mão pelo ombro da garota, a envolvendo em um abraço aconchegado.
---- Você está receosa por causa da sua história? Aurora inclinou sua cabeça para baixo, com o olhar triste, mas com um sutil sorriso nos seus lábios. ---- As inscrições se encerram daqui a uma semana. Ela fechou o computador
---- E, bem...eu nem comecei a escrever nada ainda.
Kairo caminhava até as janelas, abrindo as curtinas que bloqueavam a entrada da luz solar, permitindo que a claridade desse vida ao ambiente, fazendo com que a luminosidade tomasse lugar do que antes era só escuridão e a substituísse por uma nova possibilidade de começar o dia.
---- Eu tenho uma ótima ideia de conto.
Aurora bloqueava sua visão com o braço, visivelmente encomodada com tamanha exposição ao sol.
--- Qual é a sua ideia? --- Aurora o perguntou.
Kairo cruzou os braços enquanto observava o cantar dos pássaros nas árvores do jardim.
--- Escreva sobre um romance improvável, entre uma jovem garota poetisa e uma máquina sucateada.
Aurora revirava os olhos
-- E qual seria a maquina à qual você se refere? -- Ela estigou a pergunta, sabendo qual seria a resposta do irmão -- Poderia ser, de preferência um computador?
Ele esticou seu braço na esperança de conseguir alcançar uma pequena flor rosada da árvore. --- Melhor do que esperar que suas ideias caiam milagrosamente do céu.
Com a flor nas mãos, virou o rosto para trás.
---- Quase como se fosse uma resposta divina de anjos.
Aurora se levantou da cadeira e se juntou a kairo na janela para contemplar a vista.
--- Me dar sermão não vai fazer com que um raio cai na minha cabeça e me dê boas ideias.
Aurora, vendo que kairo ainda estava segurando a flor completamente destraido, num ato sem vergonha, essa discarada rouba a flor das mãos de seu irmão e joga a coitada pela janela, como se a pobre vítima fosse a responsavel pelo seu bloqueio criativo.
--- Você arremesou a flor tal qual homem casado arremessa o celular quando a mulher descobre algum indicio de traição.
--- Ninguém liga para uma flor idiota
----E outra foi de conversa fiada em conversa fiada que o relógio já bateu oito e meia.
Kairo suspira
--- Você tem razão --- Ele apoia a mão sobre a cabeça de Aurora enquanto se afasta lentamente até a porta --- Nossa mãe já deve ter acordado e está preparando o café. É melhor você aparecer, ou eu irei secar a jarra de café
-- Ele sai em disparada logo em seguida.
---- Você não seria capaz de tamanha tirania.
Nota do criador : Se sua experiência foi ruim a culpa não é minha e sim sua que não sabe aproveitar uma obra de qualidade claramente duvidosa 🤌 .
E de um certo alguém que me precionou quase um mês inteiro pra eu postar a obra e eu digo e repito eu nn trampo sobre pressão PORRRAAAA!!!