Capítulo 24

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Fomos para o carro e começamos a beijar-nos apressadamente, o ritmo da nossa respiração aumentava, ele estava em cima de mim, tinha uma mão no meu cabelo e a outra na minha perna, a subir.

'Sam...'-fiz-lhe sinal para parar-'isto aqui não dá jeito e sinceramente é melhor pararmos'- eu não queria parar, não queria mesmo, mas era melhor. O Sam sempre me tratou bem e foi querido comigo, usa-lo para esquecer o Miguel não era correto.

'Tu queres parar?'-ele estava desconfiado. Ele sabia.

'Sam, é o melhor, não é correto, não estou a ser justa contigo.'

'Ana, eu tenho 19 anos e estou a fazer isto porque quero, tenho noção daquilo em que me estou a meter'

Beijei-o. Ele sabia, e agora com o consentimento dele já me sentia melhor

'Vamos para a minha casa'

'Tens a certeza? Os teus tios não se vão importar?'

'Eles foram passar o fim-de-semana a Setúbal, foram visitar a Mia'

'Ok, vamos'

(...)

Ele estacionou o jipe na garagem, e entramos logo em casa. Assim que ele fechou a porta senti novamente o ar a ficar mais denso. Eu permaneci imóvel. Ele começou a andar vagarosamente mas de maneira sexy em minha direção, abrindo os botões da camisa.

Não percas o controle Ana.

Tirou a camisa, e deixou a cair no chao.

Parou à minha frente e fixou se nos meus lábios.

Colocou as mãos na minha nuca e fez uma linha de beijos desde o meu pescoço até à minha orelha. Olhou me nos olhos, pegou me ao colo e levou me até ao seu quarto.

Era simples, paredes brancas e cortinados azuis escuros, a combinar com a colcha.

Ele pôs me em cima da sua cama.

'Eu já venho'-disse isto e saiu do quarto.

Coloquei me mais à vontade na sua cama, desapertando a camisa e tirando a saia. Ainda bem que tinha trazido lingerie a condizer, não era nada de especial mas era melhor que umas cuecas às bolinhas e um sutien às flores, por exemplo. Era um conjunto simples, branco com uma renda preta.

'Volt...'-ele parou à porta do quarto, e ficou a olhar para mim

Eu estava deitada, com um joelho para cima, com as mãos na barriga a olhar para o teto.

Sentia a minha cabeça a mil mas ao mesmo tempo calma. Calma demais. Talvez por saber que não nos estamos a enganar um ao outro, ambos saibamos o que aquilo era, uma coisa do momento, não íamos perder a nossa amizade por isso e mais importante, ele sabia do Miguel.

Ao perceber que ele estava à porta, meti os cotovelos em cima da cama, para me amparar e fiquei a olhar também para ele, gostava da maneira como o meu cabelo tocava nos meus ombros.

Ele veio na minha direção, pos se aos pés da cama e parou, a olhar para mim.

Abri ligeiramente as pernas e sorri, a provoca lo. Meti me a morder o lábio.

'Estas a fazer isso de proposito?!'

'Eu não era capaz'-disse lhe num tom de ironia.

Ele agarrou me os pés e puxou me para o pé dele, afastou me as pernas e pôs se de joelhos. Começou a dar me beijinhos leves, na parte de dentro da coxa, até ao meu ventre. Fez me arrepiar toda. Arrepios de calor e frio ao mesmo tempo.

Ele começou a descer as minhas cuecas, e com a lingua começou a fazer movimentos circulares e vagarosos, lá. Meteu me um dedo, eu gemi. Conseguia ouvir a gargalhada dele, eles estava a gostar de me provocar.

Introduziu outro dedo e começou a fazer movimentos circulares. Aquilo estava a saber tão bem.

'Sam... por favor'-pedi lhe, gemendo.

'Oh não, não, não.... não assim tão rápido'

Aquilo estava mesmo a satisfaze lo.

Começou a dar me beijos à volta do umbigo enquanto os seus dedos permaneciam dentro de mim.

Foi me dando beijos leves, desde o umbigo até à minha boca, passando pela minha barriga, peito e pescoço.

Ele parou.

Levantou se e começou a tirar as calças.

Eu ia a levantar me. Queria proporcionar lhe o prazer que ele me tinha proporcionado a mim.

'Não'-disse ele percebendo a minha ideia.

Porque não? Senti um frio na minha barriga

'Tens andado sobre muito stress, é a minha vez de te ajudar a relaxar'-disse ele, respondendo à pergunta que estava na minha mente.

Deixei me cair para trás, senti o frio da minha barriga a ser substituído por calor e ansiedade.

Deixei me distrair até que ele voltou a puxar os meus pés, prendendo os atrás das suas costas, deixando me desprotegida, ele tinha acesso ao meu corpo.

Ele penetrou-me e senti uma sensação de prazer e de preenchimento dentro de mim.

(...)

Era 1:50h e eu ainda nao conseguia dormir.

Talvez fosse o calor pensei eu talvez.

Tinhamos as janelas todas abertas, dando acesso à varanda. Adorava o quarto dele, simples e bonito. O Sam dormia ferradamente na cama, estava meio destapado devido ao calor, mesmo só tendo os lençois na cama, estava um calor infernal. Tinha apenas as minhas cuecas e uma tshirt dele vestida, sentia me confortável apesar da estranha sensação de vazio em mim. Devia ser de ser de noite. Por norma à noite sinto sempre isto. Até posso estar em casa mas sinto sempre isto quando vinha à rua.

Fui à cozinha, peguei num copo de água e fui para a varanda do quarto dele. Deitei me no chão e deixei me a ver as estrelas.

I don't plan on losing youWhere stories live. Discover now