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Fantasma ao Lado

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Gabriel, Brasileiro, 16 anos

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Gabriel, Brasileiro, 16 anos.
Características: Pele parda, olhos castanhos claro, cabelo castanho claro quase loiro, magro, 1.69 de altura.

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Segunda-Feira, 10 de Fevereiro de 2025.

Eu e minha mãe Eliza nos mudamos de Petrópolis - Rio de Janeiro para Seattle - Washington no dia 09 de Fevereiro, nos mudamos pelo novo trabalho da minha mãe.
A casa nova é linda e bem grande, 2 andares, meu novo quarto é espaçoso com uma varanda enorme, virada para a casa ao lado. Meu quarto ja estava quase todo no lugar, ainda haviam algumas caixas pelo chão, mas quase todos os móveis, roupas e enfeites já estavam no lugar.
Peguei no sono as 02:00 AM pois fiquei ate de madrugada arrumando tudo.

*Alarme Toca 06:00 AM*

*Me assusto com o alarme* -Aff estava em um soninho tão bom, quase não descansei da mudança.

Me levanto ainda sonolento e me arrumo. Termino de me arrumar e desço para o primeiro andar. Na metade da escada já consigo sentir o cheirinho do café sendo passado, quando olho para a cozinha vejo minha mãe Eliza, cantarolando enquanto terminava de assar um bolo.

*Me sento na mesa* -Bom dia mãe- Solto enquanto pego café.

*Eliza se assusta* -Que susto menino, bom dia filho. Dormiu bem?- ela pergunta.

-Dormi pouco mãe, estava tão empolgado com a mudança que fiquei ate tarde arrumando meu quarto.

-Estou vendo sua empolgação, você até acordou rápido hoje. Na nossa antiga casa, eu precisava bater na sua porta umas 5x filho. -Ela fala enquanto me entrega um pedaço do bolo que acaba de tirar do forno.

-Hoje é um dia novo mãe, um novo começo, uma nova cidade. Não tem como não ficar empolgado com tudo isso. O bolo está muito bom mãe, como sempre.

-Verdade filho, e que bom que gostou do bolo, mas agora vai terminar de se arrumar e pegar suas coisas, o ônibus da escola vai passar em breve filho.

Termino de comer e saio para terminar de me arrumar. Ao terminar, saio para esperar o ônibus no ponto.

*No ponto de Ônibus*

O clima é bem frio, eu como um bom carioca não estou tão acostumado com o clima tão baixo. Aperto meus braços contra meu corpo, na tentativa de me esquentar.

*Sinto alguém me olhando* Ao olhar pelo canto dos olhos, percebo que ao meu lado havia uma garota, bem estranha, sua pele é tão branca que parecia um fantasma, cabelo loiro bem claro, olhos azuis, usava roupas pretas o que só reforçava minha teoria dela ser um fantasma, o que dava contraste era seu cachecol, um cachecol cor de rosa mas com pequenas caveiras bordadas. Ela me olhava fixamente.

-Você não é daqui né? -Ela pergunta.

-Oque? - me assusto, não esperava que ela falasse comigo.

-Você, Você claramente não é daqui.

-Como sabe disso? -Pergunto ainda mais assustado.

-Você esta encolhido com o frio, se fosse saberia que não está agasalhado o suficiente para o frio que faz aqui...

-Ah, por isso. -Relaxo.

-Claro, por que mais seria?

-Não sei, você estava parada aí, parecendo um fantasma, não sou de acreditar nessas coisas, mas você me assustou.

Ela apenas sorri.

-Meu nome é Mary, e o seu? -Ela me oferece sua mão para apertar.

Com relutância, levo a minha mão até a de Mary, sua pele era fria, o que não ajudava muito, rapidamente solto, com uma tentativa de sorriso amigável em meu rosto.

-Eu me chamo Gabriel.

-Prazer Gabriel, Aliás, acho que ja somos próximos, vou te chamar de Gab. -Ela diz enquanto da leves tapinhas em meus ombros.

-Próximos? -Pergunto.

-Sim, próximos, estamos próximos no ponto de ônibus, sua casa é próxima da minha. Somos próximos.

-Mas acabamos de nos conhecer. -Questiono.

-Olha no seu lugar eu não recusaria, você não parece ter muitos amigos aqui. -Ela sorri.

Me surpreendo com a resposta, mas ainda que audaciosa, não estava errada. Estou a algumas horas aqui, não tive tempo e nem oportunidade de conhecer pessoas. Antes que eu possa pensar em uma resposta, um ônibus amarelo escrito "escola" para no ponto.

-Uau, parece ônibus de filme. -Falo para Mary.

-Para mim parece normal. -Ela ri enquanto entra no ônibus.

Entro logo em seguida...

Entro logo em seguida

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