A pouca luz que batia nas ruinas iluminava parcialmente pelas frestas e passagens pequenas, lá, um garoto caminhava, como sempre fazia a dois anos, desde que foi adotado por um casal que morava lá, "monstros" eram o que diziam. . . Mas eles eram gentis, amigaveis, todos o aceitaram assim que o viram. . .
O garoto caminhava com as mãos nos bolsos, aproveitando a sensação de calmaria que aquele lugar proporcionava. . .
- Será que a Senhorita Toriel vai ficar preocupada ?
O pensamento fluia, já que o garoto tinha o costume de sumir sem aviso prévio. . . Mesmo assim, ele sabia que quase ninguém iria ficar com uma preocupação escaldante, já que sabiam exatamente por onde ele andava. . .
Ao passar pelas caichoeiras, a brisa gelida do local calmo deixa aquela sensação de acolhimento fluir. . . As flores luminecentes brilhavam em todo o lugar, e na queda d'agua, o efeito era explendido, a coloração roxa das pedras com o brilho rosado claro das flores, parecia fazer a cachoeira brilhar como se tivesse estrelas caindo nela. . .
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Ainda mais vidrado, o garoto caminha até a bifurcação perto do começo das ruinas, local esse onde antigamente, diziam as lendas que muitas crianças cairam do topo da montanha, e desapareçeram no fundo. . . Ao chegar na passagem, algo diferente estava aconteçendo. . . uma enorme sensação de está sendo observado era algo nitido. . . o ar estava normal, o chão, as flores, as rachaduras, tudo estava normal. . .
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Mesmo assim a caminhada continua. . . O garoto passa pela passagem escura, e se deslumbra com um cenário unico. . . toda a gloria daquele lugar era visivel em predios, pilares e construções caidas. . . A prova viva de uma era perdida no tempo. . . As ruinas eram o cenário perfeito para aqueles que se acomodavam com o passado, sem saber como seria o futuro. . .
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O tempo passa naquele lugar parado no tempo. . .
O retorno era tranquilo. . . até de volta a mesma passagem de antes. . . dessa vez, ao sair do corredor, o garoto olha para trás, e percebe algo como dois olhos, brancos e fixos, encarando ele nas sombras. . .
Aquilo nunca esteve ali antes, não era um monstro, não era um ser, era algo a mais. . . A sombra fica parada, não se move, não ataca, apenas olha, observa e se mantem atenta. . .
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O garoto a encara. . .
- Quem é você ? - Ele pergunta. . .
A sombra não responde. . . Ela apenas volta para o escuro corredor. . . e desapareçe novamente. . . A confusão se instaura, sem medo, sem pavor, apenas curiosidade. . . O ar daquilo parecia familiar. . . E o garoto sabia que algo estava para aconteçer. . . Sempre existe algo para acontecer, , ,