We've updated our Content Guidelines.
Review the latest guidelines to keep sharing stories safely.

A Garota de Olhos Verdes

57 5 0
                                        

-------------------

Oops! This image does not follow our content guidelines. To continue publishing, please remove it or upload a different image.

-------------------

Meu coração batia acelerado contra meu peito enquanto ajustava o vestido preto que havia comprado especialmente para essa noite.

Dezoito anos. Finalmente dezoito anos de idade.

Não era muito para comemorar se considerasse tudo que havia passado nos últimos dois anos - sendo abandonada pelos meus pais aos dezesseis, forçada a deixar a escola, trabalhando em uma confeitaria miserável para pagar aluguel de um apartamento minúsculo em um bairro ainda pior.

Mas para mim, era tudo. Era liberdade. Era a prova de que eu havia sobrevivido.

Os cabelos ruivos caíam em ondas compridas pelas minhas costas, e passei os dedos por eles, certificando-me de que estavam perfeitos.

Minha pele clara contrastava com o tom do vestido, e quando levantei o olhar para o espelho, aqueles olhos verdes que herdara de uma mãe que nem se despediu adequadamente de mim me encararam de volta.

Aqueles olhos eram minha melhor característica - ou pelo menos era o que as poucas pessoas que conheciam me diziam.

- Clara! Vamos logo! - A voz de Beatriz ecoou do corredor.

Ela e Sofia eram minhas únicas amigas, as únicas pessoas que não me julgavam por ser uma moça simples, de pais desaparecidos, trabalhando como confeiteira aos dezoito anos.

Quando entrei na sala onde elas esperavam, ambas me olharam com os olhos brilhando.

- Meu Deus, você está linda! - Sofia exclamou, pulando do sofá. Ela tinha cabelos loiros e sempre tão alegre. - Aquele vestido foi a melhor escolha!

- Os homens vão enlouquecer atrás de você esta noite - disse Beatriz, com um sorriso picante. - Mas escuta, Clara, a gente precisa falar uma coisa séria antes de a gente ir.

Meu sorriso diminuiu um pouco. Beatriz tinha esse tom que usava quando queria me alertar sobre algo importante.

- O quê? - perguntei, sentando-me entre elas no sofá gasto.

- A boate para a qual vamos... tem alguns homens lá. Homens muito, muito perigosos - começou Sofia, seus olhos perdendo um pouco daquele brilho alegre. - Três deles especialmente. Todos os três são donos de negócios... digamos, questionáveis.

- Seus nomes são Richard Constantine, Arthur Marques e... - Beatriz pausou, e eu pude ver como ela hesitava. - E Viktor Korsakov.

- Korsakov? - perguntei. Nunca tinha ouvido falar.

- Ele é diferente dos outros dois - Sofia continuou, baixando a voz como se Viktor pudesse ouvi-la através das paredes do meu humilde apartamento.

- As mulheres que... que ficam com ele... elas desaparecem. Não falo de acabar relacionamento. Falo de desaparecer, Clara. Aparecem mortas no dia seguinte.

A Prisão Que Ele Chama De AmorStories to obsess over. Discover now