Olá, meu nome é Ravena, eu moro em um município do Paraná. Tenho 24 anos, vou mostrar um pouco para vocês da minha rotina. Primeiro, vamos conhecer a minha casa.
Um muro alto com uma cerca de choque, pintado da cor branca. A calçada que dá para a rua é cinza, depois tem um portão de correr, que é utilizado com controle. Na garagem tem um carro preto, quatro portas. Depois tem uma lavanderia coberta com uma pia, um balcão e fogão branco de quatro bocas, além de um cantinho com a casinha da minha cachorra, com seus potes de água e ração.
Depois de passar pela área com uma mesa de madeira e um varal cheio de roupas, chegamos dentro da cozinha. A porta é de madeira. A cozinha tem uma mesa redonda com a toalha florida, uma garrafa de café sobre uma bandeja com uma xícara ao lado, duas cadeiras ao lado, um botijão acompanhado de um fogão de quatro bocas da cor preta.
Ao lado, uma pia acompanhada com o armário da cor de madeira. Ao lado, uma fruteira sem frutas, uma geladeira branca, um armário de madeira com um enorme balcão onde ficava o micro-ondas vermelho, uma chaleira e uma lancheira.
Ao passar por uma porta de vidro, chegamos na sala. Um rack de madeira, uma TV Smart de 43 polegadas, embaixo livros, Xbox One e jogos de futebol em fileira. Em frente à sala havia um tapete grande, ao redor dele dois sofás marrons.
Entrando no meu quarto de escritório, as paredes pintadas de vermelho. Havia uma mesa da cor branca. Na parede havia uma prateleira com fones, miniaturas. Ao lado, uma estante cheia de presentes e lembranças, além de livros ganhos e os primeiros livros publicados, além de artes.
Na mesa tinha um notebook com um monitor, um microfone USB. Voltando para o corredor, entramos no banheiro de mármore. Havia um espelho de abrir, um vaso sanitário, ao lado um esfregão. Do outro lado, um suporte para papel higiênico, depois suporte para toalha.
Ao lado da pia, um suporte para toalha de rosto. Abrindo o box de vidro, entramos debaixo do chuveiro. Na parede de trás havia um suporte para shampoo e condicionador. Na parte de baixo, ficam os sabonetes, a escova e a bucha.
Ao chegar no meu quarto, tudo escuro. Apenas um vulto iluminado era o brilho do meu celular avisando que logo meu despertador ativaria. A cama que eu estava era tão macia, lençol florido, uma coberta rosa estendida sobre meu corpo. O ar soava, meus olhos abriram antes do alarme apitar, ainda esperando minha alma voltar para o corpo.
Levantei-me, calcei meus chinelos e andei até o banheiro.
Meu rosto cheio de marcas, cabelos bagunçados e um leve abrir de boca. Abri o espelho, retirei uma pasta de dentes e minha escova vermelha, escovei e depois voltei para o quarto. Acendi a luz. Meu quarto era simples, com a parede pintada de branco.
O guarda-roupa de madeira com uma penteadeira no meio, com perfumes, desodorantes e um porta-brinco. Na parede tinha uma prateleira com um vaso artificial, um mini dinossauro e um mascote.
Andei até o guarda-roupa, abri minha primeira gaveta, retirei minhas roupas íntimas. Depois abri o guarda-roupa e retirei uma calça jeans escura, uma camiseta branca do cabide. Na última gaveta retirei meu tênis preto com detalhes vermelhos.
Depois retornei ao banheiro, tomei um banho e me vesti. Andei até a cozinha, onde fiz meu café: um omelete de ovo com banana e um café reforçado. Depois de tomar, retornei ao meu quarto, onde dobrei as cobertas e coloquei um coração no meio e um cachorrinho de pelúcia.
Retirei meu celular do carregador e coloquei na bolsa maior da minha mochila, juntamente com meu notebook. Coloquei nas costas e andei até a cozinha. Retirei a chave, abri a porta, minha cachorra nem apareceu. Troquei a água dela e fui conversar com ela, só batia o rabinho dentro da casinha.
Abri o portão e andei até minha moto. Não acelerei, apenas empurrei ela até sair na calçada. Estacionei e fechei o portão de novo, colocando o cadeado. Agora, com a chave na ignição, liguei e saí em direção à escola.
Ao chegar no colégio, já vejo meu grupo.
Pietra: cabelos vermelhos com mechas brancas, olhos verde-claros, pele branca como a neve. Usava uma jaqueta jeans com botão, uma calça preta e um tênis da mesma cor. No pescoço mantinha um colar.
Daniel: cabelo curto azul, olhos castanho-claros e pele morena. Vestia uma camiseta social, uma calça jeans segurada com uma cinta e um sapato social. No pulso havia um relógio.
- Gente, vocês não têm casa não? - digo, já sentado com eles na mesa.
- Café de graça eu não perco - Pietra falou e me estendeu a garrafa de café e um copo. Eu neguei.
Rapidamente, o pátio foi ganhando movimento. As falas daquele grupo se tornaram menores conforme a escola foi se enchendo de gente, crianças sendo trazidas pelos pais.
O sinal bateu e ambos procuraram as salas de cada um. Pietra e Daniel ficaram juntos e eu fiquei em outra sala. Ao chegar na sala, a professora me apresentou e pediu para sentar perto de uma menina bem lá no fundo.
Sentei ao lado dela. Apenas prestei atenção na explicação da professora, até o diretor aparecer para dar as boas-vindas.
Resmunguei baixo:
- Mais um ano caótico nesse hospício.
Senti uma risada ao meu lado e virei, rindo também.
Notei que ela usava um moletom encapuzado rosa. Seu olho, que desviou de mim, era amarelo.
- Seu olho é muito bonito - elogiei, e ela ficou vermelha.
Depois chegou o intervalo.
- E aí, amiga, tem alguns gatinhos na sua sala? - Pietra perguntou. Eu ainda estava focado nos olhos daquela menina.
- Ravena Terra chamando - Daniel disse, estalando os dedos.
- Desculpa, gente. Não reparei se tinha um menino bonito - respondi e voltei o olhar para meus amigos.
- Esqueci de avisar que hoje tem festa na minha casa. Vocês são convidadas de honra - Daniel disse.
- Só irei se tiver vinho - Ravena respondeu, fazendo o mesmo revirar os olhos.
Depois do intervalo, retornamos às nossas salas. Por fim, tivemos apenas duas aulas de matemática.
- Ei, moça, quer carona? - digo assim que levanto da cadeira e guardo meu material.
- É... obrigada, mas tenho medo de andar de moto - ela diz baixo, e eu sorri.
- Ok. Então a gente vai numa festa, você quer ir? - pergunto olhando para ela enquanto pego meu capacete na sala da direção e saio até minha moto.
- Obrigada, mas eu sou mais caseira - ela sorriu, e um carro cinza meio vermelho apareceu ali.
- Tchau, até amanhã - me despeço da garota sem nome.
Depois volto para casa, retiro minha roupa do colégio e coloco para lavar. Tomo um banho e me arrumo para meu trabalho.
