Capítulo 1 - Eu Acredito em James Gordon

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O Comissário James Gordon estava no limite. A força policial estava com problemas em lidar com ocorrências menores, como estacionamento irregular ou furtos. Gordon trabalhava mais de 12 horas por dia. Muitas vezes, durante a noite, precisava sair para patrulhar a cidade com seu parceiro, o detetive Harvey Bullock. Não era algo que ele costumava fazer, mas voltou, já que o Batman havia sumido.

Gotham agora era uma terra controlada pelos maiores inimigos do Homem-Morcego, como o Coringa, Duas-Caras, Pinguim e Máscara Negra. Ainda tinham Carmine Falcone e Sal Maroni em uma briga eterna por territórios menores na cidade.

Dentro do seu escritório, Gordon olhava da janela a noite de Gotham. Não fazia tão frio, era um clima ameno, não chovia e o céu estava estrelado. Várias viaturas saíram da garagem para patrulhar a cidade e ajudar o Asa Noturna e Batgirl em lidar com os crimes.

- Jim, tem um minuto? Temos um relatório chegando da zona leste. É sobre o Sionis. – Bullock bate à porta e entra com uma ficha.

- Sim, sente-se. Vamos ver o que temos. – Jim pega os arquivos e começa a ler.

Roman Sionis, o Máscara Negra, surgiu em Gotham há alguns anos e nunca foi capturado. Apesar de fazer coisas ilegais e promover o crime na cidade, ele nunca foi julgado por seus atos, sempre colocando a culpa em seus gerentes do crime.

- É um problema maior do que estávamos pensando. Sionis controla essa região aqui e as drogas saem em tonéis carregados por caminhões. Ele distribui nos principais pontos da Sheldon Park e no Distrito Industrial. A empresa dele é a fortaleza, não conseguimos entrar. – Comenta Bullock.

- Vamos mobilizar uma força policial antes das indústrias dele, e podemos derrubar o tráfico. Vamos começar com os peixes pequenos. Mande o sargento Merkel cuidar disso. Precisamos de 20 homens lá. Mande duas viaturas e chame a SWAT para dar apoio. Força total pra arrancar o Sionis de lá e botar na Blackgate. – Diz Gordon, que recebe um aceno positivo de Bullock.

Gordon pega o telefone e realiza uma ligação para a detetive Montoya, que estava encarregada de cuidar do caso Maroni. Sal Maroni estava dominando a Velha Gotham e dividindo com Falcone, em uma escalada no crime. Poucos policiais eram corruptos e faziam favores para os dois mafiosos, mas, a maioria, era leal aos ideais de Gotham anticorrupção.

O comissário tinha de lidar com o maior problema de sua carreira até agora: o desaparecimento do Batman. A imprensa o alugava, especialmente Vicki Vale e Jack Ryder, os dois maiores nomes do jornalismo de Gotham. Todos os dois queriam saber onde estava o Batman.

Enquanto Gordon lia uma papelada, algumas viaturas se deslocavam para as Indústrias Sionis, na tentativa de sufocar o tráfico de drogas e armas que Sionis implantava na região leste.

Gazeta de Gotham, 18h02

A redação da Gazeta tinha bastante gente, que acabavam se esbarrando um no outro, mas trabalhando em prol de matérias sobre o Batman, a polícia, o retorno da Batgirl e Sionis dominando grande parte da cidade. Jornal impresso todo dia, site de notícias sendo atualizado, a Gazeta era uma potência.

Vicki Vale, a repórter-chefe do setor de segurança, estava a par do caso do sumiço do Batman, já que estava no local quando aconteceu a explosão nas docas de Carmine Falcone. Ela brigava com Ryder, afirmando que seria a única a dar a exclusiva sobre o paradeiro do Batman.

- Tchau, Vicki. Bom turno da noite. Se precisar, me liga. – O repórter John Banks, carismático, se despede de Vale e sai da sala de redação.

- Beleza, John. Vou trabalhar mais um pouco nesse artigo e vou pegar um táxi pra casa. Bom descanso.

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