-Eu sussurrava uma oração em minha mente, controlava minha do meu coração pra ele não ouvir e me encontrar.
Não era difícil para mim e nem uma novidade, manter a calma em situações que as pessoas geralmente considerariam como "Críticas"
Eu morava em uma cidade que tinham poucas pessoas, pouca vizinhança, no interior escondido aonde chamariam de "meio do mato".
Eu tinha um balanço de pneu que ficava em um galpão onde meu genitor guardava o trator, ele ficava pendurado no telhado nos batentes de madeira, era preso por uma corrente de ferro que hoje inclusive deve estar enferrujada.
Oque? Achou que era mesmo em uma árvore enorme e saudável em um quintal enorme com uma grama verde, com flores que parecem sempre recém plantadas? Hahaha desculpa te tirar da tradicional visão imaginada dos esteriótipos de filmes americanos. Nós tínhamos lama, sempre estava sujo ou molhado, ao menos tínhamos bichos como galinhas e porcos e um único cavalo que não, não se chamava alazão ou Pegasus na verdade ele não tinha nome, era só cavalo mesmo. Eu me lembro de me esconder atrás dele quando brincava com meu tio Cleiton, nós brincávamos de esconde-esconde, era divertido até eu ter que ajudar ele com a condição rara que ele dizia que tinha ele era tão convincente, falava com tanta certeza e até chorava de "dor"
Quando eu via o volume na sua calça crescendo depois que ele me encontrava e fazia cócegas eu sabia que teria que ajudar Cleiton enquanto ele sussurrava
-Cleiton: Calma vai ser rápido.
E eu acreditava, se eu respirar fundo, se eu manter a calma, eu sussurrava que eu conseguiria, que eu era forte, se eu sussurrar...
Era só engolir, pronto consegui, ajudei Cleiton e no final ele me agradecia sussurrando um "obrigada" enquanto me dizia:
Cleiton: "Não conta pra sua mãe em, se não, não brincaremos mais de esconde-esconde"
E do que adiantaria eu contar?
