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1* mafioso

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Jason Mulligan nunca foi um garoto comum. Aos 15 anos, ele já carregava o peso de um mundo que o havia quebrado precocemente. Três anos antes, sua vida desmoronou numa noite chuvosa, sob relâmpagos que pareciam rasgar o céu como punição divina.

Seu pai devia dinheiro a um mafioso local - um verme chamado Vito Russo. Quando Vito foi cobrar, as coisas saíram do controle. Tiros ecoaram na casa dos Mulligan. Jason, escondido no armário, ouviu tudo: os gritos da mãe, o pai implorando, e então o silêncio mortal. Furioso, ele saiu do esconderijo e confrontou Vito na rua. A luta foi brutal - socos, chutes, sangue misturado à chuva torrencial. Jason, cego pela raiva, pegou uma pedra da calçada e esmagou o crânio do mafioso com um golpe seco. O som do osso rachando ecoou mais alto que os trovões.

Correu para casa, mas era tarde. Seus pais jaziam no chão da sala, baleados. Jason caiu de joelhos, as mãos tremendo. Naquela noite, sob a tempestade, ele fez uma promessa silenciosa: todo criminoso, todo bandido, todo mafioso que cruzasse seu caminho pagaria com a vida. Ele se tornaria o castigo que a justiça falhava em entregar.

Três anos se passaram. Jason, agora com 18 anos, vivia sozinho numa casa modesta, sustentado por um trabalho meio-período e uma herança mínima. Na escola, era o solitário de sempre - alto, musculoso, com olhos frios que afastavam qualquer aproximação. Sofria bullying ocasional dos valentões, mas nunca reagia. Não valia a pena sujar as mãos com lixo pequeno.

Num dia comum, durante a aula de literatura, ele notou uma garota tímida sentada atrás dele. Ela lia um livro em silêncio, os cabelos castanhos caindo sobre o rosto, evitando olhares. Jason não ligou. Após o sinal, saiu para o pátio, mas ouviu gritos abafados atrás do prédio da escola.

Era ela. Três valentões a encurralavam, rindo enquanto tentavam abusar dela - mãos invasivas, ameaças sussurradas. A garota chorava, pedindo para pararem.

Jason sentiu o sangue ferver. Ao lado, numa obra abandonada, viu uma marreta enferrujada. Pegou-a sem hesitar e chamou atenção: "Ei, vermes."

Os três viraram-se, rindo. "Olha o herói solitário." Avançaram para cima dele.

Não durou muito. Jason girou a marreta como uma extensão do braço. O primeiro levou na cabeça - crânio afundado, sangue jorrando. O segundo tentou correr; a marreta acertou suas costas, quebrando a coluna com um estalo grotesco. O terceiro implorou, mas Jason esmagou seu joelho, depois o rosto, até virar uma massa irreconhecível.

A garota, paralisada de terror, olhava para ele. "Vai embora. Agora. E nunca mais volte aqui perto desses tipos", ordenou Jason, voz fria. Ela correu, sem olhar para trás.

Em casa, Jason limpou o sangue das mãos e deitou para descansar. O telefone tocou. Uma voz grave, sádica: "Jason Mulligan? Aqui é Nicolas. Você matou meu filho hoje. Acha que vai ficar assim?"

Nicolas era o chefe da máfia da cidade - um homem cruel, manipulador, egocêntrico, que se deleitava com o sofrimento alheio. "Você mexeu com a pessoa errada, garoto. Agora, sete chefes de máfias diferentes vão atrás de você. Incluindo eu. Se quiser sobreviver, terá que nos caçar primeiro. Boa sorte."

Jason desligou sem responder. Dormiu com a faca debaixo do travesseiro.

No dia seguinte, escola como sempre. No recreio, comendo sozinho, alguém se aproximou por trás. Um golpe na nuca - tudo escureceu.

Acordou vendado, amarrado numa cadeira fria. Vozes ao redor, falando em tom baixo. Alguém tirou a venda. Jason piscou, vendo homens de terno, tatuagens yakuza visíveis.

"Você sabe quem somos?", perguntou o líder.

"Não. Me digam vocês."

"Somos da Hisako Shinji, a máfia japonesa. Você cometeu um erro fatal ao matar aqueles garotos. Um deles tinha conexões."

Começaram as surras. Socos no rosto, chutes nas costelas. Jason cuspiu sangue, mas não gritou. Horas se passaram - pelo menos três - até o corpo doer a cada respiração.

Então, um dos homens se aproximou, rindo. "Olha pra você, órfão patético. Seus pais devem estar orgulhosos lá no inferno, vendo o filhinho virar um assassino de merda. Aposto que eles morreram implorando, como você vai implorar agora."

Algo quebrou dentro de Jason. Com um movimento rápido, chutou as bolas do homem com força brutal. O sujeito dobrou-se de dor. Jason usou o momento para se soltar das cordas frouxas, pegou sua faca escondida na bota e cravou no pescoço do humilhador. Sangue arterial espirrou.

Escondeu-se nas sombras, pegou armas caídas - pistolas, uma katana. Avançou pelos corredores como uma sombra mortal. Cada guarda que aparecia morria de forma grotesca: gargantas cortadas, tiros na cabeça, membros decepados. Sangue pintava as paredes.

Chegou a uma sala luxuosa. Atrás da mesa, um homem idoso de cabelo branco e óculos, fumando um charuto. Arthur - o primeiro chefe.

"Por que está aqui, garoto?", perguntou Arthur, calmo.

"Você sabe por quê. Nicolas mandou vocês."

Arthur riu. "Você é um problema para esta cidade, Mulligan. Precisa ser parado."

Ele se levantou, atacando com uma faca oculta. A luta foi intensa - socos trocados, cortes profundos nos dois. Jason sangrava do braço, Arthur do rosto. Jason dominou, espancando-o contra a mesa.

Arthur tentou fugir pela porta. Jason agarrou-o pelo cabelo branco, puxou para trás e disparou um tiro na nuca. O corpo caiu inerte.

Jason largou a arma no chão, limpou o sangue do rosto e saiu em silêncio. Seis ainda restavam. A caçada mal havia começado.

shadow of justice Stories to obsess over. Discover now