Prólogo.

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Natália.

Esse lugar é muito chato. A diretora provavelmente não gosta de ninguém aqui,e ainda sim tem fama.

Céus.. eu só queria sair daqui.

Ser órfã é horrível,não tenho ninguém. Nem mesmo amigos.

Esse pessoal daqui parece ser meio preconceituosos. Talvez por eu ser ruiva?

Ah,eu acho isso muito bonito em mim. Então talvez não é um motivo para me odiarem.

Mas eu juro que tentei,e nenhum deles se interessaram em conversar comigo. Talvez seja melhor eu ficar sozinha mesmo,já estou acostumada.

Jogo a pedrinha na poça de água e me ajeito no balanço,sentindo o vento balançar meus cabelos ruivos.

- Natália ? - Ouço a voz da Édina e reviro os olhos. Ela é igual uma bruxa,até quando estou quieta ela quer brigar comigo.

- Sim?

- Virá uma pessoa para adotar algum de vocês nesta tarde. Esteja pronta e não me dê trabalho. - Ela diz apenas e sai sem me deixar responder.

Ah.. talvez eu seja um pouco custosa,devo admitir..

Aqui é sem graça,gosto de me divertir e ela tá sempre querendo me por ordens.

Odeio isso.

Para não levar bronca,me arrumo do jeito que dá e vou para a sala de visitas.

Sempre que aparece pais aqui,ninguém nunca me quer,apesar de que a Édina está torcendo por isso,pelo azar dela ninguém se interessou por mim.

Eu não sei nada dos meus pais,fui deixada aqui ainda quando era um bebê.

Já pode perceber que não tenho tanta sorte assim.

Já procurei saber sobre, mas a Édina, não me deu nenhuma informação.

- Você tem crianças incríveis. - Escuto a moça. Reviro os olhos me sentando em alguns dos degraus da escada.

A mulher é bonita,não tem cara de ser muito velha.

Por que uma mulher como ela iria querer crianças como nós? Abandonadas? Ou como eu. Solitária.

- Ela é muito bonita e parece ser legal. Acho que tenho chances. - Uma das meninas diz com um entusiasmos enorme.

- Talvez ela goste mais de mim do que de você,Emily. - a outra diz se achando.

Ah,metidas.

- Se comportem garotas! -Édina briga com elas.

Passaram a tarde toda conversando. A mulher quis conversar com cada uma de nós e quando chegou na minha vez parecia que era um interrogatório.

- Percebo que você é mais tímida,certo?- concordo achando isso um tédio.

Eu sei que ela não vai me querer de qualquer forma.

- Fale com a boca,Natalia. - Édina briga.

- Gosto de ficar na minha. E elas de qualquer forma não tem os mesmos interesses que os meus.

- Tem quantos anos?- A mulher pergunta,parecendo intrigada com algo. Interessante.

- Nove.

- Você é bastante esperta pra sua idade.

- E... Isso é bom?- Pergunto confusa. Mas ela não reponde. abre um sorriso pra mim segurando minhas mãos como se já fossemos íntimas.

- Gostei de você,garota. Posso te oferecer um lar,uma família e tudo que você quiser. Oque acha disso?

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