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O salto da sandália bateu contra o mármore do cassino enquanto Blair Carson atravessava o salão lotado como se não tivesse acabado de roubar informações sigilosas de um criminoso internacional. O vestido preto agarrava em suas pernas a cada passo rápido — elegante demais para uma missão, desconfortável demais para uma fuga. Mas o diretor da agência adorava repetir: "Pessoas perigosas não parecem perigosas." Blair odiava quando ele estava certo.

Senhorita, sua bolsa caiu...

Fica pra você. — Ela respondeu sem olhar para trás.

O segurança surgiu atrás dela segundos depois: grande, careca, terno cinza e definitivamente armado.

Talvez eu tenha um problema. — Blair apertou o pequeno comunicador escondido atrás da orelha.

Estática.

"Qual o tamanho do problema?"

Ela olhou discretamente para trás. Mais dois homens surgiram no salão.

Três seguranças.

"Blair..."

Um disparo atingiu a parede ao lado dela. O mármore explodiu em pedaços. A agente arregalou os olhos.

Fica para depois.

Os convidados começaram a gritar. A música clássica continuava tocando absurdamente alta enquanto milionários desesperados se escondiam atrás das mesas de pôquer. O ar cheirava a uísque caro e medo.

Blair correu.

Os saltos batiam rápido no chão brilhante enquanto desviava de pessoas, garçons e cadeiras derrubadas. Um dos homens tentou agarrar seu braço; ela girou o corpo no último segundo, usando o próprio impulso para puxá-lo contra a mesa de apostas. Fichas voaram pelo ar. Outro segurança surgiu pela direita. Ela arrancou uma bandeja metálica da mão de um garçom assustado e bateu com força no rosto do homem — o som ecoou feio.

Obrigada, querido! — devolveu a bandeja e continuou correndo. O vestido limitava suas pernas, o salto ameaçava quebrar.

O corredor VIP surgiu logo à frente. A agente atravessou a porta dourada e entrou na área restrita do cassino. Era mais silenciosa, mais estreita. Pior para lutar.

Passos vieram atrás dela, rápidos e pesados. Ela respirou fundo e arrancou discretamente uma das presilhas metálicas do cabelo — preso num coque já desmanchado, alguns fios castanhos escapavam sobre o rosto. Seus olhos verdes percorreram o espaço apertado. Os três homens apareceram no corredor.

Acabou.

Melhor: sem plateia, sem civis.

O primeiro avançou. Blair desviou no instante exato, segurando o braço do homem e usando o salto fino para acertar violentamente o joelho dele. O estalo ecoou no corredor. O homem caiu gritando. O segundo tentou segurá-la pela cintura; ela bateu a cabeça contra o nariz dele sem hesitar — sangue escorreu imediatamente. Aproveitou a abertura para cravar a presilha metálica na lateral do pescoço do homem, não fundo o bastante para matar, só o suficiente para fazê-lo soltar a arma.

Ela pegou a pistola no ar. O terceiro segurança sorriu e puxou uma faca.

Sua vez, bonitão.

Ele avançou rápido. Blair disparou duas vezes.

Clique.

Sem munição.

Ah, ótimo.

O homem tentou acertá-la com a faca. Ela bloqueou o braço dele com dificuldade; os músculos tensionaram enquanto o salto escorregava levemente no piso liso. A lâmina passou perto demais do seu rosto. Blair socou o peito dele. Nada. O homem mal se moveu — grande pra caramba.

Missão: Casamento | Pretty SpyStories to obsess over. Discover now