Prólogo

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      ???:

O ar da cidade de Londrina estava sujo e poluído. Meus sentidos eram melhores do que de um humano normal, embora tentasse não parecer muito arrogante sobre isso. Mas nem eu conseguia enxergar melhor do que os outros londrinos em um beco escuro. E até os londrinos andavam com cuidado pelas ruas com medo de algo que eu não soube bem identificar o que era, mas o ar da cidade havia um leve cheiro de sangue, ou era apenas eu que estava com os sentidos ruins. Eu gostava da adrenalina o desafio que aquele cheiro me dava, talvez fosse algum assassinato ou outra coisa mais misteriosa? Londres é uma poça estagnada, e seus criminoso são insignificantes, desprovidos e desinteressantes. Mas isso me divertia, adorava presenciar quando eles faziam merdas ou quando eram pegos pela polícia. Porém onde o crime florescia, também se multiplicavam os detetives, e é aí que eu entro. Ninguém sabe o que sou de verdade e prefiro que continue em segredo por um bom tempo até eu sentir que é o momento certo para contar para alguém. Parei para inspecionar a vitrine de uma casa de penhores, tentando avaliar a rua atrás de si. Embora não conseguisse ver ninguém me seguindo especificamente, havia alguma coisa no ar que me deixava muito tenso, um pressentimento de perigo.

De repente, alguém gritou ali perto. Foi um grito de mulher, genuinamente apavorado, interrompido no meio por uma tosse engasgada. Me virei abruptamente, tentando espiar por dentro da espiral da neblina. Dois homens e uma mulher estavam encolhidos no fundo de uma passagem particularmente úmida. A mulher estava com as mãos presas atrás das costas por um agressor, enquanto o outro preparava para bater de novo.

De repente, alguém gritou ali perto. Foi um grito de mulher, genuinamente apavorado, interrompido no meio por uma tosse engasgada. Me virei abruptamente, tentando espiar por dentro da espiral da neblina. Dois homens e uma mulher estavam encolhidos no fundo de uma passagem particularmente úmida. A mulher estava com as mãos presas atrás das costas por um agressor, enquanto o outro preparava para bater de novo.

Solte-a. Disse calmamente. Eu era capaz de encarar dois idiotas com facilidade, não eram um perigo significativo. Mas isso me atrasaria.

Sai fora. Rosnou um dos homens, desviando sua atenção da mulher para me encarar. --Isso não é da sua conta, e essa não é sua parte da cidade.

É da minha conta se eu quiser que seja. Avancei pelo beco em direção ao beco, avaliando-o automaticamente, como os mestres de armas de seu pai o tinham treinado para fazer. Os homens eram musculosos nos ombros, corpulentos, mas ambos já mostravam sinais de decadência e belas panças. Podia enfrentá-los, assim como havia feito com os outros de seu tipo alguns dias atrás. 

O homem que estava livre avançou em minha direção, os punhos erguidos em uma tosca postura de boxeador. Ele era mais ágil do que eu esperava conseguindo acertar um soco em meu nariz. Blefou e tentou me acertar novamente com a esquerda, direto no meu maxilar, que desviei facilmente, batendo com a mão de lado nos rins do homem, dei um chute na parte de trás de seu joelho para desequilibrá-lo e joguei a cabeça dele contra a parede. O homem desabou.  



COMO O PRÓLOGO ESTÁ MUITO CURTO PROVAVELMENTE EU IREI ALONGAR UM POUCO!!!

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