Em uma sala escura, vemos uma máquina estranha fazendo alguns barulhos, e então uma figura surge de dentro da máquina. Sua silhueta é humanóide, e podemos enxergar seus cabelos de fogo brilhando. Uma mulher de vestido preto caminhou na direção da figura, e falou. [Naka]: - "Seja muito bem-vindo, senhor... Você era o último que faltava para começarmos, por favor me siga..." Naka começou a andar, esperando que o estranho lhe seguisse. A cena corta para uma mesa de jantar gigante, servida com pratos de diversas comidas. Várias silhuetas estão ali, sentados na mesa. Uma fumaça apareceu na sala, e uma silhueta emergiu, um ser com corpo de mulher e cabeça de slime. [Depresvalda]: - "Muito bem-vindos, guerreiros e guerreiras... Vocês devem estar se perguntando pq estão aqui, não é...?" Ela olhou ao redor, para cada silhueta sentada. Depois sorriu e voltou a falar. [Depresvalda]: - "Certo, é bem simples na verdade... O meu senhor reuniu vocês para um torneio, até a morte... Onde o vencedor terá qualquer pessoa de sua escolha revivida..." Ela sorriu, esperando a reação de todos ali sentados. Burburinho começou, as silhuetas inquietas falando, até que uma se pronunciou mais alta que os demais. [???]: - "E se não quisermos participar desse torneio?" Ele falou, rindo arrogantemente. Depresvalda ergueu a palma da mão na direção da figura, e falou. [Depresvalda]: - "Se não quiser participar, será apagado da existência..." Um brilho branco saiu da mão dela, e a figura foi apagada da existência, simples assim, sem resistência ou opção. [Depresvalda]: - "Bem, agora que tiraram suas dúvidas, acho que podemos começar o torneio..." Somos levados para uma arena, cercada de muros altos, onde no topo estão arquibancadas com vários seres bizarros, gritando animados. Naka aparece no centro da arena, atrás dela estão um grande portão, de onde os competidores chegam e uma janela no alto, onde é a sala de espera. Ela animada, começa a falar.
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[Naka]: - "Muito bem pessoal, finalmente vamos começar esse nosso torneio! Primeiramente, queria agradecer ao Senhor Rodrigues por me permitir ser narradora nas lutas, e segundamente, gostaria de lhes explicar às regras do torneio..." Ela apontou para um telão, onde estava escrito: "BLOCO A / BLOCO B / BLOCO C / BLOCO D" [Naka]: - "Temos quatro blocos, com 8 competidores em cada. Em cada bloco, serão feitas quatro lutas, de 1 vs 1. Quem vencer, avança para a próxima luta, onde enfrentará outro competidor. No fim, os vencedores de cada bloco lutarão entre si em um Battle Royal pela vitória. Quem permanecer de pé, por fim ganhará seu direito de reviver alguém." Os monstros nas arquibancadas vibram de empolgação, gritando de como estão animados, e de como Naka é linda. Ela, por sua vez, olha para a entrada na arena, de onde os competidores estão chegando. [Naka]: - "Me deixem apresentá-los aos lutadores do Bloco A! Primeiro chega ele, o defensor das florestas, aquele cuja pegadas condenam caçadores. O seu cabelo de fogo demonstra suas emoções, Curupira!!!" Curupira entra na arena, seus músculos se contraindo de empolgação. Sua pele é esverdeada, olhos de cor âmbar, que brilham junto de seu cabelo de fogo. Em sua mão ele segura seu famoso bastão de combate. [Curupira]: - "Pois bem, então, estou animado para lutar!" Atrás dele, uma figura menor entrou calmamente na arena, mas sua presença era sentível de longe. Naka voltou a falar. [Naka]: - "A próxima competidora é uma senhora quieta, mas terrível. Muitos têm medo dela, e de suas famosas maldições. Entra na arena, Dona Chica, e seu companheiro Gato!!!" Dona Chica caminhou até termos um vislumbre de sua aparência. Roupas velhas mas típicas de senhoras idosas. Porém sua pele era pálida e enrugada, dedos desconfortavelmente longos, e olhos com grandes olheiras abaixo. Ela carregava uma lamparina e ao seu lado um gato preto de olhos dourados ficava sentado em completo silêncio. [Dona Chica]: - "Fufufu... Que gracinha esses jovens empolgados..." Ela disse, com um sorriso torto, que deixou um ar pesado na arena. Curupira encarou o Gato, notando que algo estava errado com ele, e seu instinto gritava para ficar longe. [Curupira]: - (Que estranho... Melhor ficar de olho nesse gato...) Pior do que antes, o ar ficou pesado, um cheiro ruim tomou conta da arena. Naka e Curupira taparam o nariz. Quem estava entrando era o Homem do Saco, seu corpo era totalmente desproporcional, ele era pequeno, mas tinha braços longos, costas tortas e seu capuz cobria seu rosto, deixando apenas vermos um olho brilhando. Ele carregava seu famigerado Saco, era grande, parecia pulsar como se estivesse vivo, e podíamos ouvir alguns choros de crianças vindo de dentro. [Naka]: - "Bem... Agora quem apareceu foi o competidor cuja suas lendas atravessam gerações, com pais dizendo aos seus filhos para tomarem cuidado com ele... Ele é o favorito para vencer o Bloco A... Com vocês, Homem do Saco!!!" O senhor ficou em completo silêncio, mas isso só deixava mais pesado o ambiente. [Homem do Saco]: - "..." A plateia ficou empolgada, gritando de animação. Dona Chica apenas deu um leve sorrisinho, como se conhecesse o Homem do Saco. A arena começou a criar poças de água, e de uma delas saiu a próxima competidora, Iara. Sua pele morena, cabelos pretos e olhos azuis belíssimos deixaram todos de queixo caído. [Iara]: - "Nossa... Todos parecem tão fortes..." Ela fala, suavemente, de repente ela revira os olhos, e sua outra personalidade toma conta, a: Sereia. [Sereia]: - "Hahaha! Quantos para matar..." Curupira se apaixonou ao ver Iara, ficando surpreso com a beleza dela. [Curupira]: - (Minha nossa... Ela... Ela é linda... Mas extremamente mortal... Droga...) Naka interrompeu o burburinho da plateia, para falar. [Naka]: - "A quarta competidora é uma bela mulher, reconhecida por todas as suas excelentes habilidades! Mas por inveja, ela sofreu um destino horrível, que a transformou em um monstro marinho! Com vocês, a Sereia Iara!!!" Iara sendo controlada pela Sereia partiu para cima de Curupira, mas no momento que estava para acertar seu rosto, Iara retomou o controle, parando o ataque. [Iara]: - "M-Me desculpa...!" Ela falou, corando de vergonha e se afastando um pouco. Curupira apenas soltou um suspiro, se acalmando após pensar que seria atacado. [Curupira]: - "Tudo bem... Não foi nada demais..." Um ar frio chegou na arena, fazendo alguns sentirem um arrepio na espinha, quem chegava era um homem marinheiro. [Naka]: - "Chegando agora na arena, temos um dos maiores marinheiros que da história, seus companheiros de navio viraram fantasmas leais, o Barba Ruiva!!!" Ele chegou na Arena, seus passos pesados com as botas encharcadas. Sua barba parecia fogo, e soltava fumaça. Suas roupas estavam desgastadas, sua pele era desgastada por conta do sal e um de seus olhos estava atrás de um tapa olho. [Barba Ruiva]: - "Crianças como vocês não deveriam estar aqui, que grande tristeza..." Ele falou, apontando para Curupira e Iara. Curupira bufou, falando alto. [Curupira]: - "Ei! Cê não manda em mim e nem nela, cara!" Barba Ruiva apenas olhou para ele, depois permaneceu em silêncio pois na arena se escutou um barulho de asas, e quem posou ali era a Matinta Perera. [Matinta Perera]: - "Tantos reunidos... Será um massacre..." Ela falou, seu bico de ave deixando a voz mais bizarra. Seu corpo era magro, seus braços tinham penas e eram mais parecidos com asas. Suas pernas são iguais às de pássaros, ela usa trapos velhos e rasgados, enfeitados com decorações de ossos. Um capuz cobre a maior parte de seu rosto, e seus dedos são mais alongados que o normal. [Naka]: - "Chegando na arena temos a criatura alada mais temida, um ser humano ou um pássaro? Nenhum dos dois... Ela é Matinta Perera!!!" Uma planta vitória-régia apareceu na arena, de onde se transmutou até um menino, que tinha seu corpo andrógeno, plantas lhe cobriam, e seu cabelo era de um escuro muito belo. Seus olhos eram completamente escuros, como a noite. Ele olhou ao redor, e quando viu o Velho do Saco ficou com medo, correndo para ficar atrás de Curupira. [Vitória-Régia] - "Que medo! Aquele senhor é amedrontador, me protege, garoto do cabelo de fogo..." Curupira sorriu, achando engraçado o modo como Vitória-Régia se escondia atrás dele. [Curupira]: - "Relaxa, ele só pega crianças." Vitória-Régia relaxou, saindo de trás de Curupira. [Vitória-Régia]: - "Atá... Menos mal..." Iara olhou para Vitória-Régia e sentiu uma conexão, por causa da ligação de ambos com a água. Já a Sereia queria assassinar completamente Vitória-Régia. [Iara/Sereia]: - (Ele... Ele também controla a água...) - (Vamos matar ele, quero arrancar a cabeça e usar aquelas plantas dele como enfeite... Hahaha...) Naka chamou a atenção de volta para si, falando. [Naka]: - "Quem chegou na arena agora foi o filho do deus da Lua, Jaci, aquele que deu origem à tão famosa planta d'água... Seu rosto andrógeno engana os desavisados... Vitória-Régia!!!" Ela anunciou, e nesse mesmo momento um OVNI surgiu no céu, um feixe de luz caiu na arena, e dali surgiu o último competidor do Bloco A. [Naka]: - "Vejam, o último competidor acabou de chegar... Ele veio de um planeta distante, onde a tecnologia evoluiu além da compreensão... Seu nome ninguém sabe, mas todos o conhecem como... ET de Varginha!!!" O ET observou seu redor com um olhar frio e analítico, podemos ver que ele se parece com um feto desenvolvido, e usa vários aparatos tecnológicos por todo seu corpo. [ET de Varginha]: - "Espero que esse torneio seja uma boa pesquisa..." Naka então gritou, animada. [Naka]: - "Finalmente nosso torneio poderá começar! Eu gostaria de deixar a palavra para nosso senhor... Senhor Rodrigues!!!" Uma luz veio do céu, e um homem de chapéu desceu montado em uma moto formiga, sua aura era puramente divina, como um verdadeiro deus supremo. Ele posou na arena, descendo de sua moto formiga. [Mano Rodrigues]: - "É um prazer conhecê-los... Gostaria de desejar um ótimo torneio... E também... Estarei esperando o vencedor em minha sala para receber o prêmio... Então, que comecem as Lendas do Brasil!" Ele anunciou, iniciando o torneio oficialmente. [Mano Rodrigues]: - "Naka, confio em você para ser a apresentadora..." Ele sumiu logo depois, deixando com que Naka continue o início do torneio. Fim do primeiro capítulo.