O relógio não existe.
Só o som seco das peças tocando o tabuleiro.
O Batman observa.
O Coringa... sorri.
Coringa:
Você tá demorando demais... é só um peão.
Batman:
Não é "só" nada.
Coringa (inclina a cabeça):
Ah... claro. Pra você, todos importam. Até os descartáveis.
(O Coringa empurra o peão... direto para a morte.)
Batman (olhar endurece):
Você entregou.
Coringa:
Entreguei?
Ou eu só tirei você do roteiro que você decorou?
(O Batman move cuidadosamente um cavalo, protegendo duas peças ao mesmo tempo.)
Coringa (batendo palmas devagar):
Lindo. Elegante. Previsível.
Batman:
Eficiente.
Coringa:
Entediante.
(O Coringa pega a rainha... e a coloca no meio do tabuleiro, completamente exposta.)
Batman:
Isso é irracional.
Coringa (sorriso alargando):
Isso é liberdade.
Batman:
Você está perdendo.
Coringa:
Eu nunca estive jogando pra ganhar.
(O Batman hesita pela primeira vez.)
Batman:
Então qual é o seu objetivo?
Coringa (se inclina sobre o tabuleiro):
Fazer você pensar que tem um.
(O Batman captura a rainha. Silêncio.)
Batman:
Acabou.
Coringa (olhos brilhando):
Não... agora começou.
(O Coringa começa a mover peças sem lógica aparente — uma torre se sacrifica, um bispo entra numa linha morta.)
O tabuleiro começa a parecer... errado.
Batman:
Você está destruindo suas próprias chances.
Coringa:
Não.
Eu tô destruindo as suas certezas.
Batman:
Sem estrutura, não existe jogo.
Coringa (ri baixo):
EXATO.
(O Batman para. Pela primeira vez... ele não calcula.)
Coringa (sussurrando):
Você precisa que isso faça sentido...
Porque se não fizer...
(pausa)
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O Jogo das Sombras
HumorEm um espaço isolado de Gotham, longe da violência das ruas, Batman enfrenta seus maiores inimigos... não em combate físico, mas em partidas de xadrez. Cada jogo revela algo muito mais profundo do que estratégia - expõe a essência de cada mente que...
