Alguns dizem que o destino está além do nosso controle, que não escolhemos nosso destino.
Mais eu sei a verdade.
Nosso destino começou no dia que nós conhecemos.
-- Não importa onde Eywa de leve, sempre estarei contigo. / Yui /
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~ Lo'ak ~
A guerra entre os Omatikaya e Mangkwan foi declarada, e o que restará apenas envolta será perdas e revoltas, por famílias que seram perdidas, no meio de uma escolha sem finais felizes, para serem contados na reta final da última rendição por Eywa.
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O ar estava pesado. Não era apenas o cheiro de fumaça, que começava a se espalhar pelas árvores, era algo maior. Algo que fazia o coração bater mais rápido, como se a própria Eywa estivesse, prendendo a respiração. A guerra tinha começado, e não havia volta. Os tambores ecoavam ao longe profundos, ritmados como o próprio pulsar, da floresta, os Omatikaya se preparavam. Corpos pintados, olhares firmes, armas erguidas. Mas por trás, de cada guerreiro havia medo. Eu conseguia ver, porque eu também sentia. -- Lo'ak. ( Neteyam ) A voz de Neteyam surgiu atrás de mim, firme, como sempre. -- Você precisa ficar atento, isso não é como antes. ( Neteyam ) Antes eram conflitos rápidos, nada que durasse. Mas agora, era guerra de verdade. -- Eu sei. ( Lo'ak ) Meu olhar percorreu o horizonte, as sombras entre as árvores, pareciam se mover, ou talvez fosse só minha mente, tentando antecipar o ataque. Os Mangkwan, não eram como nós. Eles não lutavam por equilíbrio. Eles lutavam por domínio. E isso, tornava tudo mais perigoso. Um grito ecoou ao longe. Alto e Cru. O primeiro sinal. -- Eles estão aqui. ( Um na'vi Omatikaya gritou ) E então, o céu pareceu se rasgar. Flechas cortaram o ar, como chuva negra. Algumas atingiram árvores, outras não tiveram, o mesmo destino. O som de corpos caindo, ecoou junto com o caos. -- PROTEGEM O NOSSO CLÃ. ( Jake ) A voz de meu pai ressoou forte, autoritária. E tudo aconteceu rápido demais. Eu puxei meu arco, os dedos tremendo por um segundo, só um segundo. Então disparei. Uma flecha. Duas. Três. Os Mangkwan avançavam, como sombras vivas, seus olhos brilhando com algo que era raiva, e sede de destruição. Um deles veio direto até mim, rápido e silencioso. Quando percebi, já estava perto demais. Desviei por pouco do golpe, sentindo o vento cortar meu rosto. Rolei no chão, levantando com o arco já pronto, mas ele não esperou. Veio de novo, mais forte e mais rápido. Nossas armas se chocaram, arco contra arco, o impacto reverberando pelos, meus braços. -- Você não pertence a esse lugar. ( Na'vi Mangkwan rosno ) Meu coração disparou. Mas algo dentro de mim, respondeu antes da minha mente. -- Eu pertenço onde eu escolho lutar. ( Lo'ak ) Empurrei com força, quebrando o equilíbrio dele. Foi o suficiente. A flecha atravessou. Silêncio. Por um instante, só silêncio. Mas a guerra não para. Nunca para. O que era um sinal claro, de que essa guerra entre os dois clãs, só ia parar até o último na'vi ficar de pé, entre os caídos.