ོ𝓝𝓮𝓿𝓮

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                ╰──────༺♡༻──────╯• Estou cansada, meus braços doem

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• Estou cansada, meus braços doem...estão machucados da surra de ontem. Assim que cheguei da escola vi Kiara, Iara é Lari vindo em minha direção. Minhas pernas tremeu e meu corpo não reagiu. Não havia motivos o suficiente para elas me bater. Mas eu não reagi...pode me chamar de boba se quiser. Eu me lembro de pouca coisa, elas me bateram tanto que eu só senti um líquido escorrer pelo canto do meu rosto um líquido pegajoso e vermelho. Até que eu apaguei. Desacordei. Quando acordei novamente eu estava em uma maca de hospital, e a Dona Dina, uma das coordenadoras do orfanato estava na porta de braços cruzados parecia com raiva. Eu fiquei confusa na hora não entendi oque estava acontecendo...até que senti uma pressão. Uma faixa cobrindo minha cabeça.

-"Oque aconteceu ".."

Perguntei com a voz falhada. Eu sentia uma leve dor de cabeça.

Dona Dina me encarou, com raiva, e com ignorância respondeu. :

— " você só me dá problemas Agnes. As garotas me disse que você tentou atacá-las com um pedaço de pau, você tem noção do problema que poderia ter me metido garota?

Eu engolia seco e os olhos enchiam de poucas lágrimas. Eu tentei dizer algo porém minha voz falhou e só saiu...

-" Me desculpe...eu...eu..eu prometo que..."

Logo fui interrompida.

-" O médico disse que você terá que ficar de repouso. Parece que deu alguma falha... "

Logo o médico entrou na sala ao lado de Dona Dina e encarou Dina e eu com o olhar preocupado,como se estivesse com pena de mim? Ou dela? Não sei. Vi Dona Dina sair do quarto aonde eu estava e eu fiquei sozinha novamente. Meus olhos estavam embaçados. Minhas mãos tremia e eu sentia uma leve dor na cabeça. Logo então.... Não se passou muito, a minha fama no orfanato era de "Maluca" ou Autista. Não sabia nem oque era isso!!!. Meus dias no orfanato era sempre os mesmos. Eu corria na hora do intervalo para não encontrar com As garotas. E ficava sentada escondida em baixo de uma escada grande de madeira da sala da diretora. Eu comia muito pouco, para não apanhar as vezes não comia. No dormitório eu sempre deitava nas camas de cima, para se caso tentarem mecher comigo não conseguirem. Se passaram 2 anos, eu já estava com 17 anos. Um casal me adotou os nomes eram, Jay e Daniele. Eles pareciam ser legais mas eu não confiei totalmente....fui apresentada pela Tia Camile, a gente chamava ela de "Tia". Ela era a única que cuidava de nós sem desprezo. Mas tinha seus preferidos. Eu era uma delas. Ela me apresentou para o casal, não demorou muito e me escolheram. Me elogiaram pela minha beleza. Eu não acreditava nos elogios,pois sempre ouvi críticas sobre meu corpo, cabelo até meu nariz!!. Mas esse dia foi diferente...pelo menos parecia ser diferente. Entrei dentro do carro deles me sentei atrás do banco de Jay, ele que iria dirigir. Assim que o carro começou a rota da avenida um cheiro de cigarro tomou conta do carro. Jay e Daniele estavam fumando. O cheiro de cocaina e maconha preenchia o espaço. Os vidros fechados e o carro abafado me fazia ficar com falta de ar. Porém eu não ia falar. Eu tinha acabado de sair do orfanato. Não estava disposta a voltar tão rápido. Eu respirava devagar. Minha cabeça voltava a doer como doía no hospital. Porém fiquei em silêncio a viajem inteira.
Assim que chegou na casa de Jay e Daniele estranhei a casa, era uma casa com janelas quebradas, porta enferrujada, chão manchado. A aparência do orfanato era melhor doque aquilo. Porém eu ainda tinha esperança. Eu fiquei na porta esperando por eles. Jay retirou a blusa e Daniele se sentou no sofá enquanto estava com o cigarro entre os dedos.

O PARALELO DE AGNESStories to obsess over. Discover now