Bad Bunny on
Eu estava sentado na cadeira em frente à mesa no escritório do Javier, meu empresário, ouvindo ele falar sobre datas de turnê, quando a porta abriu sem bater.
- Papi, você trouxe…? - a voz parou no meio da frase.
Eu me virej por reflexo para ver quem era. E demorei meio segundo a mais do que deveria para reconhecer.
Mas era apenas a s/n.
Claro que era. Sempre era. A filha de Javier estava ali desde sempre, entrando e saindo de salas de reunião com a mesma naturalidade de quem cresceu entre planilhas e bastidores.
Ela ficou parada perto da porta, como se tivesse percebido que interrompia, segurando o celular com as duas mãos. O mesmo gesto de anos atrás. Com a timidez de sempre.
Olhei pra ela com atenção real pela primeira vez em muito tempo.
Talvez pela luz diferente do escritório, talvez pela roupa, talvez por algo mais difícil de nomear .mas a garota que eu me lembrava como pequena e discreta já não era pequena.o jeito continuava quieto, educado, mas algo havia mudado.
Logo percebi que isso não tinha nenhuma importância.
- Perdón - ela disse, olhando primeiro para o pai, depois só um segundo para mim - Eu só queria pedir a chave do carro.
A voz também não era igual.
Mas continuava baixa. Controlada.
- tá na minha jaqueta - o pai respondeu, apontando para a cadeira proxima - Pega e fecha quando sair, ¿sí?
- Sí.
Ela atravessou o escritório. Passou perto o suficiente para que eu percebesse o seu perfume doce.
Esse perfume me remetia algumas memorias de quando eramos bem mais novos e dividimos o mesmo lugar por muito tempo.
Ela pegou a chave, voltou para a porta e, antes de sair, olhou de novo na nossa direção
O olhar passou rapidamente por mim, educado, como quem cumprimenta alguém conhecido mas distante.
- tchau.
- Tchau - o pai respondeu.
A porta fechou.
O silêncio que ficou durou só dois segundos e percebo que eu estava olha do para a porta onde a garota timha saido.
- O que você estava dizendo? - pergunto voltando a atenção a mesa
Javier retomou a conversa como se nada tivesse acontecido, listando compromissos e possibilidades de datas. Tudo automático. Tudo normal.
Só que, em algum ponto da reunião, percebi uma coisa estranha:
não conseguia me lembrar quando tinha sido a última vez que realmente tinha prestado atenção nela.
Ela sempre esteve ali. Anos. Crescendo em volta de todos, nas bordas das conversas, nos corredores, nos bastidores. Eu me lembrava dela adolescente, sentada com fones, desenhando em um caderno. Lembrava dela mais nova ainda, escondendo-se atrás da cadeira do pai quando havia muita gente. Lembrava de pensar nela como “la hija de Javier” sem precisar de definição.
A reunião terminou meia hora depois. Saí do prédio com a cabeça ainda presa em datas e números, quando meu celular vibrou com mensagens do grupo.
Los muchacos
Vamos sair hoje?
Tem um lugar novo.
Reggaeton a noite toda.
Respondo apenas com um sim.
Entro em meu carro ainda tentando ter ideias para alguns clipes. Seria bom ir para uma balada distrair a cabeca. De preferênciauma balada onde eu não conhecia ninguém. Tem vezes que eu me canso de ser o Bad Bunny e preciso ser so o Benito novamente.
Eu ja havia me distraído com a musica na radio quando o sinal parou e enquanto eu esperava abrir a imagem da s/n voltou na minha cabeça.
Posso dizer que ela é muito bonita lógico, mas jamais faria meu tipo. É timida e inocente demais para isso.
O sinal abriu. E eu acelero.
É até bobeira pensar em uma coisa dessas.
Continua...
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Se vuelve loca - Bad Bunny imagine
FanfictionEra só uma saída depois de um dia longo de reuniões, mais uma noite onde ele podia se misturas com a multidão sem ser o Bad Bunny, ele era só o Benito, com os amigos, bebida e reggeaton alto. Foi quando seus olhos pararam em uma garota que chamava...
