Prólogo.

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A cortina do quarto se abriu vagarosamente, como se estivesse dando tempo para a pessoa se adaptar à luz natural que entrava no quarto. A garota de fios castanhos deitada, grunhiu algo e se virou para o lado oposto. Na tentativa de impedir a claridade, se cobriu por inteiro com o cobertor, porém seu desejo foi inútil, pois a luz do sol já havia tomado conta de todo o quarto.

— MÃE! — Resmungou se sentando na cama olhando para a mulher de aparência mais velha, em torno dos seus quarentas anos, que segurava o controle que abria a cortina do quarto.

— Bom dia para você também. Agora levanta, você vai se atrasar para sua aula! — Ordenou, e foi até a filha para plantar um beijo em sua testa.

A garota olhou para o relógio da escrivaninha que marcava 07h00.

— Minha primeira aula é as nove, mãe.

— Ótimo, ainda sobra tempo para você revisar a matéria. — Respondeu a mais velha sorrindo como se a sua sugestão fosse algo divertido.

— Mãe...

— Angelina Stevens! Como você quer ser uma médica excelente sem se esforçar? Medicina requer muito estudo, dedicação e atenção. Agora levanta dessa cama! — Exclamou Lydia Stevens para a filha. — Estarei esperando lá embaixo. — Ao falar, saiu do quarto da garota.

Jayna grunhiu algo e voltou a se deitar.

A castanha odiava quando sua mãe tomava seu tempo para falar o quanto ela tinha que se esforçar para ser uma médica. Odiava ouvir que ela precisava dar tudo de si (mais do que já fazia) e abrir mão de muitas coisas que ela gostava.

No fim, Angelina Stevens odiava ter sua mãe como modelo.

A jovem estava em seu terceiro ano de medicina, algo que ela realmente tinha fascínio e paixão, mas as dúvidas sempre vinham para atormentar seu futuro. Então sua mãe aparecia e espantava todas as dúvidas ao dizer que Jayna, um dia, seria tão boa quanto sua avó e até mesmo sua mãe. Ela se sentia obrigada a passar essa tradição para frente.

A castanha foi tirada de seus pensamentos quando o seu celular começou a vibrar sobre a escrivaninha, logo o pegando e atendendo a ligação.

— Bom dia, Dra. Stevens — Disse em um tom sarcástico a voz do outro lado da linha, Angelina apenas revirou os olhos.

— São sete da manhã, Veronica. O que você quer? — Perguntou sem paciência.

— Céus! Seu humor é sempre maravilhoso pela manhã. Alguém já disse isso? — A garota do outro lado da linha tentou parecer ofendida, mas Jayna sabia que não era o caso. — Hoje você terá minha ilustre campainha no seu carro, passa aqui pra me buscar. Tchau. Amo você — Veronica logo desligou, não dando tempo para a castanha negar seu pedido.

Ela resmungou, estava frustrada e só era o começo daquele dia.




...





— Ginny! Ginny! Aqui, olha pra câmera! Ginny! Ginny! — Pedia um dos vários paparazzis que cercava a jovem atriz.

— Qual o seu próximo projeto? — Outro paparazzi perguntou.

A Natnicha parecia não ouvir os homens ou se importar com os flashes. Só parou de andar quando uma fã pediu por uma foto e logo entrou no local, onde estavam a sua espera, agradecendo por aquele alvoroço sobre ela ter parado.

— Bem na hora. — Disse uma mulher mais alta que a atriz e um pouco mais velha, de olhos expressivos e cabelos grandes que iam até a cintura. — Então, o que achou? — Perguntou.

Written In The Stars - GinJayGeschichten, die süchtig machen. Entdecke jetzt