CAPÍTULO ÚNICO

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!¡ O que eu poderia dizer?....Chuuya é um dos personagens nas quais mais sei me expressar. E ele estava calado a muito tempo....

!¡ Como vão vocês meus amores? Tenho que dizer que nunca fui tao feliz em abrir esse app e ver o quanto minhas histórias continuam sendo lidas. E sou muito grata por isso.
Sem muita enrolação, vamos para essa adorável depressão.

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(...)

DE PARCEIROS PARA INIMIGOS — SOUKOKU.


"Mandou me chamar, Mori?"

Havia exceções onde Chuuya realmente se preocupava por ser chamado a sala do chefe em um momento tao tardio da alvorada. Por mais ocupado que o ruivo se encontrasse; seus planos ja incluíam ir para casa e esquecer de seus problemas enquanto bebe um vinho. Passou a tarde pensando em coisas que talvez fizesse seu parceiro relaxar, ja que conhecendo bem Dazai, o mesmo estaria acabado com as notícias sobre Oda. Não tivera tempo de saber como ocorreu a morte, apenas soube de que Dazai estava presente e entao... não admitiria de que tentaria o ajudar com isso.

Por isso mesmo sequer ligou! Nao mostraria de que se importava... ligaria mais tarde, quando já estivesse bebendo e qualquer coisa dita poderia ser colocada como consequência do álcool.

— Chuuya — O mais velho fizera questão de fechar uma das pastas quando o ruivo entrará na sala. O menor sabia o que aquilo significava; Mori estava lidando com as consequências de perder um membro da máfia. Todos os casos, planos, pensamentos, aliados e segredos ocultos nas quais poderia usar para manipulação futuramente ficavam em pastas assim até que não fizesse mais parte daquela "familia".... Chuuya só nao esperava de que alguém como Oda fosse dono de uma pasta tao grande e tao desorganizada como aquela que Mori tinha em mãos.  — Por favor sente-se Chuuya. Temos muito o que conversar.

— Temos?

— Ah temos. Creio que não exista pessoa melhor aqui para assumir um cargo tão importante.

Chuuya franziu o cenho. Assumir o cargo de Odasaku? Poderia se sentir lisonjeado mas com certeza não. Trabalhar sozinho, beber até tarde em bares esperando que alguém venha lhe salvar daquele gosto amargo de fim de garrafa? Atrás de papeladas e mais papeladas sobre a organização? Céus, preferia cometer suicídio junto do parceiro.

— Pedrão, como? — O ruivo cortou mori no primeiro minuto em que o mais velho começará a falar de orgulho e confiança. — Nem a pau eu assumiria o papel do Odasaku, por mais triste que seja perder alguém tão importante para nós. Aquilo esta longe de ser algo que eu queira.

Mori parou por alguns segundos, parecia estar com dificuldade de compreender sobre o que o ruivo estava falando.

— Substituir? Ah nao Chuuya, voce nao estará substituindo o trabalho de Oda, fique tranquilo. É algo um pouco mais...agitado, tenho certeza que sempre quis algo assim.

—  Eu... não entendi. Alguém mais morreu?

— "morrer" não... mas tenho certeza de que não precisa de muito para que consiga isso agora. — Mori resmunga com certo desgosto, como se só de falar sobre lhe viesse um gosto ruim na boca.

Chuuya se viu em silêncio, não entendia, apesar do comentário sobre uma possível morte lhe desse uma estranha angústia.

— Hm?

O chefe virou a pasta e a empurrou na mesa em direção de Chuuya. Diferente do esperado, a pasta não era sobre Odasaku.

Era uma pasta marrom, gravada com letras pretas no centro para dar ênfase sobre quem aquele documento se referia.

"Osamu Dazai"

— Eu.... O Dazai terá que me obedecer agora?! — Por um segundo parecia de que o mundo havia lhe dado infinitas possibilidades de atormentar aquele suicida.

— Não Chuuya. Dazai saiu da máfia do porto.

(...)

Qualquer um que passasse enfrente a casa daquele agente, diria de que não havia melhores notícias para ele aquela noite. A música estava nas alturas, a voz embriagada de alguém as vezes parecia cantarolar algumas melodias. Uma celebração na qual muitos sequer sabiam ainda a razão, ninguém sabia ainda sobre Dazai.

— Aquele maldito — Chuuya sorriu e bebeu mais um gole daquele vinho caro diretamente da garrafa, os modos ja haviam sido esquecidos a muito tempo uma vez de seu chapéu, seus sapatos e luvas estavam esquecidos em qualquer canto daquele cômodo. O ruivo chegava a pensar de que usou sem querer suas habilidades de gravidade em algumas coisas, mas não tinha certeza disso ou se estava apenas bêbado demais para pensar de que estava enxergando com clareza.

— Por que..... por que você fez isso comigo, seu idiota?!

As falas se misturavam junto da melodia francesa que o mafioso colocou para tocar.

"Ele...ele nao tinha esse direito de simplesmente sumir quando quisesse. Sem lhe dar explicações, sem lhe atender ligações ou responder mensagens.... foram 89 ligações em apenas uma noite e mesmo assim, Chuuya tentou novamente e novamente até de que o vinho acabasse."

Ele podia ouvir a fala de Dazai, dando desculpas cortadas e rasas nas quais  mostravam alguem que sequer se importava. Imaginava aqueles olhos bestas brilhando enquanto dizia de que provavelmente nao tivera escolha senão fazer o que fez.

— Ele sempre teve escolha! Diferente de mim, ele sempre teve escolha! —  Chuuya jogou a garrafa ja vazia no chão. O estilhaço dos pedaços se quebrando fazendo com que o ruivo acabasse soltando uma gargalhada. Uma risada forte o suficiente para que após alguns segundos, aquele riso parecesse doloroso.

— Ele....ele sempre teve escolha....

Caso perguntem ao ruivo, o mesmo não sabe exatamente quando adormeceu, ou quando tivera a noção de desligar a música alta, ou quando os cacos de vidro foram recolhidos e jogados no lixo com alguns resquícios de sangue de alguma ferida que afinal não encontrou em si mesmo no dia seguinte.... nem se lembrava de ter pego uma coberta e de ter se acalmado o suficiente para que seu cérebro lhe soasse baixinho, como um sussuro.

"As vezes...é preciso deixar algumas coisas para trás, para que se possa seguir enfrente"

— Mas...

"Se continuar ouvindo minha voz.... fuja, ignore. Pense que é seu cérebro lhe assombrando... fuja de mim... você sempre foi meu melhor inimigo"

Naquela noite o "cérebro" de Chuuya lhe incomodou uma última vez. Os danos daquela madrugada ficaram para que no dia seguinte o ruivo pudesse se arrepender. Garrafas no chao, coisas jogadas, um carro na qual  parece destroçado e.... uma marca de batom sobre a testa do mafioso.

Não importa quanto tempo passasse, ou se ambos um dia se vissem... Chuuya dizia a si mesmo, de que foi seu cérebro na qual lhe disse aquelas coisas na madrugada. Foi ele mesmo quem secou suas lágrimas e lhe abraçou nas angústias.

Pois ele não tinha um parceiro, apenas um melhor inimigo.

De parceiro para inimigo - SoukokuStories to obsess over. Discover now