Outra manhã.
Outro cadáver.
Nesse ritmo não vai demora para chegar a minha vez.
Um mês se passou. Um mês que pareceu uma eternidade. Eu esperava por tudo torturas, ameaças, até mesmo a morte, mas pela minha surpresa, não me deram nada além de um aposento vazio. Não era uma masmorra, mas era uma prisão, a minha prisão.
As correntes ficam cada vez mais apertadas. Elas deram algumas feridas nos meus pulsos, algumas recentes, outra marcadas para sempre.
Elas só são retiradas quando eu vou para o banheiro, mas até mesmo para tomar um banho eu sou observada por soldadas.
Durante esses trinta dias a minha rotina tem sido apertada. Eu acordo, rejeito a camida, as vezes pego um dos livros da história do império e rasgo as páginas todas as vezes em que meu sobre nome é mencionado. Esse círculo se repete até a hora em que eu me estresso e jogo tudo que vejo pelos ares.
Nessa manhã eu sinto o alívio de ter meus pulsos livres, mas senti o peso do significado disso. Eu iria sair. Isso deveria soa em um sentindo totalmente alegre, até porque eu finalmente iria sair dessa tortura silenciosa, mas dias atrás eu descobri a razão desse passeio.
Execução.
Infelizmente não a minha.
Eles me vestem com vestidos volumosos e com mangas compridas para cobrir as marcas nos meus pulsos. Vermelho escuro era a cor de hoje. A cor que me representava. Que representava o meu reino e agora, não representa nada além do sangue que está sendo derramado.
Sinto a luz do sol bate em meu rosto. Fecho os olhos estranhando a luz natural, mas não me deram tempo de me acostuma. As três guerreiras que acompanham minha rotina me empurram para fora sem delicadeza.
Mesmo depois de um mês, tempo o suficiente para desistir, eu não perdi a esperança. Sem correntes, mesmo com o corpo fraco pela má alimentação, eu tentei escapar, eu juro que tentei. Minhas pernas não conseguiram percorrer nem metade do corredor, logo meus braços foram envolvidos por mãos fortes e firmes, tão firmes quanto aquelas correntes.
Eu olhava aos arredores, para os criados, soldados, qualquer um que passei na esperança de que alguém me afastasse de tudo isso, mas todos seguiam seus caminhos como se eu fosse um assunto desprevisivel.
Depois de perde o resto de força que tinha, eu apenas deixo que elas me arratasem.
Um reino que antes tinha pelo menos uma bonita cidade, agora era decorado com corpos e sangue.
O imperador logo depois do último ataque mandou fazerem uma praça que seria utilizada exclusivamente para execuções em público.
Fui jogada em mais uma das cabines que davam vista exclusiva para a praça.
Ela não era a mesma que eu gritava e era ignorada, essa era diferente. Era mais luxuosa e..perto.
__ Bom dia, Querida.
Eu me arrasto até o limite em que as soldadas não me impediam.
O som de sua voz saiu doce, mas eu conseguia sentir a sua presença pesada.
Eu não respondi. Estava assustada demais para isso. Meu pai não se incomodou com isso, ele estava encostado na janela com os olhos focados na praça. Mesmo assustada com sua aparição desvio meu olhar para o julgamento.
Ainda não tinha começado, mas todos pareciam ansioso. Eu tinha uma vontade enorme de arrancar meus olhos para não ter que presenciar tudo aquilo. Era mais um julgamento, mais uma morte, mais um nome queimado por minha causa.
Ainda afastada da figura paterna, eu me levanto com dificuldade e permaneço em uma distância adequada da janela, talvez se eu fica muito tempo perto dela me atinja uma vontade avassaladora de pular e isso talvez as três guardas não impedem de acontecer.
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A Prisão Da Coroa.
FantasyA Prisão Da Coroa. 3 volume. Século XI - 1453. Depois de ser capturada por seu pai Diana precisa se acostumar com a nova vida no império. Onde a luz e a escuridão andam lado a lado. onde a obrigação fica acima da necessidade. Mas ela se recusar a...
