Sangue na neve.

7 0 0
                                        

⚠️ AVISOS!

Aviso de Conteúdo.

Esta é uma obra de ficção. É importante ressaltar que os eventos, personalidades e comportamentos aqui descritos são puramente imaginários e não possuem qualquer intenção de ridicularizar, difamar ou prejudicar a imagem dos artistas citados.

A doença mencionada nesta narrativa é fictícia. Ela foi inteiramente criada por mim para fins de enredo, não possuindo base médica real ou relação com condições existentes.

Aviso de Gatilhos.

 Esta história aborda temas densos e sensíveis, incluindo depressão, ideação suicida, cenas de violência e sangue. Se você possui sensibilidade a esses tópicos ou não se sente bem no momento, recomendamos priorizar seu bem-estar e não prosseguir com a leitura.

Lembre-se: Isso é apenas uma ficção. 

Boa leitura!

⊹ ࣪ ˖❄

O vento batia forte pelas bochechas de Haknyeon, o moreno caminhava entre as ruas frias de Seul enquanto neve caia do céu. Queria ter ficado em casa, embolado no seu cobertor quentinho assistindo um seriado na tv, mas a fome falou mais alto o fazendo sair mesmo não querendo. 

Enquanto caminhava pelo mercado, uma sensação estranha percorreu seu corpo, sentia como se fosse medo, sentia que ele não deveria ter saído de casa aquela tarde. E realmente, ele nunca deveria ter saído, assim que começou a andar pela calçada com as sacolas na mão um carro desgovernado veio em sua direção, ele não teve tempo para pensar, seu reflexo só fez com que ele colocasse as mãos em sua cabeça. Após isso Haknyeon não viu mais nada, apenas ouvia burburinhos das pessoas ao seu redor, perguntando se ele estava bem, falando para ele acordar, se alguém já tinha acionado a ambulância, e ali naquele momento ele apagou não vendo ou ouvindo mais nada ao seu redor.

⊹ ࣪ ˖❄ 

Os raios de sol adentravam a janela grande de vidro do quarto do hospital, poderia ser um jeito maravilhoso de acordar após um coma, mas a noticia que veio da boca do médico alto, com os cabelos grisalhos e rugas, destruiu completamente qualquer resquício de felicidade que tinha em seu corpo. Mal havia acordado, visto o ambiente onde estava, o que aconteceu, quanto tempo havia se passado, o médico apenas examinou Haknyeon e assim que terminou ele já reparou que sua mãe chorava baixo ao seu lado, sentada em uma daquelas poltronas horríveis de hospital. O acidente fez com que uma ressonância fosse feita, e com isso eles descobriram algo no cérebro de Haknyeon. Não era um tumor, um câncer ou até mesmo que descobriram que seu cérebro era menor do que deveria. Naquele momento, com o barulho do choro de sua mãe, o bip da maquina de batimentos cardíacos, o som das pessoas nas ruas , ele desejou que fosse qualquer outra coisa. 

Era uma doença chamada ARP, ou cientificamente dizendo Amnésia Retrógrada Progressiva, uma doença rara neurológica rara e fatal onde o cérebro começa a "apagar" a vida do paciente em ordem cronológica. Diferente do Alzheimer comum, ela começa deletando as memórias mais antigas (infância) e avança gradualmente até o presente. Ela surge quando se tem idade avançada, mas um baque forte na cabeça pode fazer com que ela se espalhe e comece a agir antes da hora. 

Era isso que Haknyeon tinha, e para ele naquele momento sua vida havia acabado.

- Infelizmente por ser uma doença extremamente rara, não há cura e muito menos um tratamento adequado que ajude a fazer esse processo de esquecimento ter menos impacto, quando chegar no estagio final seu cérebro não conseguirá mais manter seu corpo vivo. Você terá todo cuidado paliativo e terá que fazer uso de algumas medicações para as dores de cabeça, dores no corpo e outros efeitos colaterais que podem vir a acontecer. Ela geralmente se releva em pessoas muito mais velhas, muitos acham que é só Alzheimer mas ela é um pouco diferente. - O médico dizia enquanto ajeitava rabiscava algo em uma papel em sua mão.

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Feb 13 ⏰

Adicione esta história à sua Biblioteca e seja notificado quando novos capítulos chegarem!

Enquanto Eu Ainda Sei Seu Nome.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora