Chuuya.
Era tarde da noite e ele já estava dormindo, no entanto, assim que o primeiro tiro cortou o ar, Chuuya correu para fora da cabine segurando sua espada, mas parece que não foi à tempo. Eles estavam no chão, degolados, com cortes no torso, ou até mesmo sem membros. Que bagunça.
Os corpos espalhados dos Flag's formavam uma verdadeira bagunça.
O caos já estava instalado no navio, ele não teve muito o quê fazer a não ser matar um ou dois piratas inimigos. Agora, salvar seus amigos? Para isso, chegou tarde demais.
A embarcação cheirava à sangue e pólvora, era encoberta por uma névoa tão densa que mais parecia fumaça, foi por ela que Chuuya viu uma silhueta. Não é possível que aquilo seja realmente um homem.
O sorriso de um monstro, um assassino, atingiu o ruivo em cheio.
Ele queria vomitar, mas não tinha forças nem para respirar. Sua garganta se fechava e seu coração, acelerado, errava as batidas. Era uma visão aterrorizante.
Sabia que seria idiota da sua parte, mas não teve mais tempo para lamentar seus amigos, não conseguia olhar para os rostos cadavéricos. Precisava sair dali o quanto antes, assim, forçou uma calma frágil e reparou melhor no navio inimigo, recostado no seu. Nele havia um barquinho para emergências, e essa com certeza era uma.
Chuuya não pensou duas vezes, entrou no navio, aproveitando que seu próprio estava infestado da tripulação asquerosa e seu líder. Ele chegou até o pequeno barco, desamarrou as cordas, ainda tremendo, caiu no mar e remou o mais rápido que pôde.
Remou freneticamente até o amanhecer, até ter a certeza de estar distante de todo aquele inferno, e mesmo com o sol nascendo era difícil para ele acreditar que não estava sendo seguido, que estava longe o suficiente.
Sem dúvidas, se encontrava muito cansado.
Sua mente atrapalhada, seus braços doendo de tanto empenhar força e suas roupas, completamente amarrotadas, também possuíam manchas de sangue.
Olhava através da vastidão do oceano, à procura de um refúgio, a República Pirata de que tanto ouvira falar. Nassau era uma espécie de cidade-estado, governada por dois capitães, ela abrigava os perdidos e os desalojados.
Era esse lugar que Chuuya queria encontrar, era difícil, não possuía mais seu binóculo, mas não foi só o binóculo que ele perdeu. Sem ter para onde ir, esse local era a única opção, não iria voltar à Costa, e não ousaria voltar pelo caminho de onde veio para topar com os malucos que o atacaram.
— Até quando terei que remar? — ele murmurou para si mesmo, uma vez que ninguém poderia escutá-lo, não mais. Por um momento, uma dor de cabeça o alcança juntamente com visões da noite anterior.
Aquele maldito sorriso.
Chuuya fez uma promessa para si mesmo, encontrará quem fez isso e o matará da forma mais dolorosa possível.
Mais algumas horas remando e finalmente a viu no horizonte. Depois de tanta luta, era de se esperar que o homem ficasse alegre, porém estava tão exausto e lamentável que não expressou nenhuma reação, apenas assegurou que o barco se aproximaria da ilha.
Ele amarrou o projeto de barco, o deixando naquela espécie de cais, vários navios muito melhores que o seu barquinho decrépito roubado atracavam nele, formando um conjunto memorável. Um chamou sua atenção, não pela embarcação em si, apesar de que ela era bem magnífica com suas velas negras e toda trabalhada em madeira escura, mas sim por conta do homem parado no topo do mastro maior.
Chuuya teve a impressão que ele iria se jogar dali a qualquer momento. O ruivo se aproximou, intrigado com a situação.
— Ei! Desça já daí! — Ele gritou.
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The Flags Death - Soukoku
FanfictionChuuya não imaginava, nem em seus sonhos mais profundos, que um dia perderia toda sua tripulação, seu navio, seus amigos, e ele sonhou bastante em ser um pirata. Dazai, cansado de sua vida na pirataria, apenas desejava morrer em paz, pulando do mas...
