Crônicas de um Invocador: Prólogo

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Volume 1 - Arco 1

Prólogo

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A muito tempo atrás, o mundo era completamente dominado por monstros e demônios. Grandiosos dragões e até mesmo gigantes faziam desse planeta um completo caos. Porém, Deus estava cansado de ver tamanha destruição e resolveu por um fim à isso.

Em meio a um céu escuro e completamente tomado pela espessa fumaça causada pelos incêndios constantes. Uma luz forte irradiou por completo o mundo. Um brilho tão claro que até mesmo cegou vários monstros de uma só vez. Foi naquele momento que as raças primordiais surgiram. Em que o único objetivo deles seria a aniquilação de todo o mal que impedia a vida de prosperar.

Um número significativo de membros de cada raça foi gerado pela luz. Sendo compostos por, humanos, anões, elfos e duendes. Porém ainda havia algumas outras sub-raças incluídas, mas com menor relevância. Cada um possuía um papel crucial nessa enorme equipe, em que cada raça tinha seu próprio líder para comandá-los.

Os humanos eram encarregados da linha de frente e artilharia mágica, pois existiam muitos membros capazes de dominarem magias arcanas e elementais. Sendo muito bons em combate físico em sua grande maioria. Já seu líder era um grande estrategista que tinha como fonte de poder sua esgrima e magias de aprimoramento.

Os anões eram seres parecidos com os humanos, porém, sua baixa estatura era sua marca registrada. Sendo compostos por grandes mestres ferreiros e armeiros. Eram os responsáveis por criarem as armas e armaduras para todas as raças. E no campo de batalha lutavam com suas imensas marretas que chegavam a rachar o chão com tamanha força bruta imbuída nelas.

Os elfos, por sua vez, eram seres quase místicos em sua essência. Em aparência, eram parecidos com humanos mas com sua característica orelha mais esticada e levemente pontuda. Eram seres de beleza estonteante, estatura elevada e de longevidade grandiosa.

Entre eles haviam dois clãs, os high elfos e os elfos negros. Ambos com suas diferenças nítidas em relação à aparência proeminente de sua cor de pele e cabelos. Mas também muito diferentes em relação aos seus próprios domínios de poder.

Os High elfos eram na sua grande maioria um povo que dominava a arquearia e o druidismo. Sendo também muito conectados com a força da natureza e os animais que nela viviam. Já os elfos negros eram mais especializados em lâminas curtas. Sendo proficientes na arte da furtividade e domínio de venenos.

Em geral, a rivalidade entre ambos era notável, mas não a ponto de se criarem rixas negativas entre eles. Eram apenas amantes por conquistas e adoram seus confrontos. Quando unidos os inimigos eram quase que aniquilados por suas estratégias envolventes em seus próprios territórios táticos e maestria em combate coordenado.

Já os duendes eram parecidos com os anões. Eram ainda mais baixos que eles e possuíam uma pele mais esverdeada e orelhas curvadas para baixo. Com poucos traços humanóides mas ainda sim civilizados. Eram um povo muito intelectual e fraco em força física. Mas usavam de seus intelectos para criarem suas próprias e únicas armas.

Usando a engenharia mágica e técnicas avançadas de produção de energia a vapor, eles eram capazes de criar dirigíveis, armaduras gigantes capazes de agir como golens e até mesmo castelos ambulantes. Todos movidos a vapor ou por mana cristalizada. Eram os principais encarregados da mobilidade de tropas a longas distâncias, no combate aéreo e de ataques em larga escala contra inimigos gigantes.

Todos até então conviviam pacificamente entre eles e seus líderes planejavam diariamente ataques e defesas em territórios estratégicos. Lentamente conquistando recursos, áreas de caça e territórios para uso militar ou de refúgio para a população não combatente.

As lutas eram sangrentas e muitas vezes eram torturados enquanto até a morte. Em meio a isso, várias derrotas e algumas vitórias forjaram uma aliança firme que pouco a pouco moldava a esperança de dias melhores. Figuras heróicas surgiram em meio às guerras que eram destacadas pela luz poderosa que irradiavam. Muitos acabavam morrendo a fim de proteger seus entes queridos e outros apenas para dar um futuro melhor aos seus povos. Os motivos eram muitos, mas o objetivo era sempre o mesmo.

Dentre os demônios haviam muitos com tamanha força e manipulação das artes das trevas. Já aos dragões uma resiliência absurda e poder ofensivo massivo. Não haviam inimigos fracos ou mesmo em baixos números. Todos os confrontos eram travados sabendo que os inimigos sempre estariam em vantagem, seja em números ou em poder ofensivo. E com esse pensamento, cada vitória era motivo de festa para todos.

Décadas se passaram e as lutas não paravam. Os demônios eram lentamente enfraquecidos pela luz e castigados pela guerra. Já os grandiosos dragões eram limitados à sua própria biologia. Onde cada dragão abatido era uma grande perda para o inimigo. Já que demoraria quase um século para outro dragão filhote chegar a fase adulta onde poderia lutar com todas as suas forças. E sabendo disso, praticamente todos os filhotes foram mortos antes da maioridade.

Quase meio século se passou e as raças primordiais finalmente haviam criado um sólido e protegido território para terem como base. Sendo até mesmo erguido um grandioso castelo, altamente reforçado por magia e engenharia defensiva de ponta a ponta.

Todavia, ainda era muito cedo para declarar vitória para si mesmos. Já que ainda era necessário inúmeros confrontos diários para que mantivessem protegidos seus territórios tomados.

Enfim após um século de uma guerra interminável, os líderes demônios foram finalmente capturados e mortos posteriormente em uma execução pública. Porém, vendo que as coisas não estavam boas para eles, todos os demônios remanescentes fugiram para um continente isolado do resto do mundo. Onde era cercado por um largo oceano e um clima extremamente hostil. Já os dragões se espalharam em pontos isolados que eram quase inacessíveis para as pessoas.

A luz finalmente saiu vitoriosa e mesmo ainda não totalmente subjugado, o mal foi dado como vencido vendo a situação que estavam. Longos anos de fraturas e abundância de alimentos foram dados como bênçãos por Deus aos seus guerreiros vitoriosos. Uma quantidade inimaginável de pessoas perderam a vida por essa guerra, mas agora finalmente podiam descansar em paz após uma grande era de paz se instaurar.

Cada raça escolheu um continente para reinar e com um aperto de mão firme desejam a todos que continuassem a ser aliados de longa data. Ou pelo menos foi o que inicialmente foi feito. Já que após algumas gerações crescidas em um mundo de paz e prosperidade, esses laços foram se perdendo ou sendo cortados com o tempo. Brigas por território e rixas entre raças foram sendo lentamente criadas até que cada povo criasse suas próprias regras em seus respectivos territórios.

Isso trouxe um pouco de harmonia momentânea para todos se organizarem. Mas confrontos por recursos minerais, armas, armaduras e até mesmo a criação de escravidão tornou tudo uma bagunca. Deixando extremamente ruim a fama de todos entre todos.

Até chegar ao momento atual. O dia em que novos heróis nasceriam e seriam escolhidos a dedo por Deus. Para se prepararem para um novo destino marcado por sangue e trevas. Guiando novamente a humanidade para a luz a muito tempo ofuscada.

Crônicas de um InvocadorStories to obsess over. Discover now