Sabe aquele momento em que sabemos que estamos fudidos?
Então é assim que eu me encontro, nesse exato momento.
Deitada, no chão do estábulo, sujo com feno, terra e muito coco de cavalo, até eu ver Ele, Vicente era o cowboy que tinha aqui no aras do meu avô. 20 e poucos anos, bonito, moreno, olhos verdes, altura do tamanho de uma geladeira Eletrolux duas portas Frost Free. Ele era lindo, e ele sabia, usava e abusava da beleza com as novas alunas que vinham aprender equitação.
Vicente: tá fazendo o que aí no chão sujo, encrenca? - encrenca era um apelido que eu tinha por sempre arrumar barraco. - vai ficar fedendo depois.
- e o que você tem haver? Por acaso vai lavar minhas roupas, é isso?
Vicente: não senhorita encrenca. Mas você vai estar fedendo, e você tem aulas para dar hoje. - disse ele com aquele sorriso convencido, eu revirei meus olhos e sentei.
- por que você não vai no meu lugar? É seu trabalho ser instrutor também.
* Falei sarcástica enquanto me levantava e batia a poeira da bunda.*
Vicente: sim, mas hoje eu não vou ser instrutor.
- só por que são garotos é? Não vai dar aula porque não são mulheres?
Vicente: talvez. - disse e me puxou pra si pela cintura. - mas você anda muito sapeca por aí, e você vai dar essa aula.
- não, vai você.
Vicente: você vai e ponto final. -falou e me virou pra saída deu um tapa na minha bunda e foi cuidar dos cavalos
- imbecil. - falei e fui dar a aula pros alunos novos durante o restante do dia
