As vezes,tentar me expressar é como abrir um livro pela primeira vez mas aquele livro já é bem antigo,velho,um que definitivamente não seria uma coisa decente,é como se você se auto rebaixasse a nada,bom é essa a forma que eu me sinto:me sentindo como se fosse um fardo,fazendo palhaçada só pra entreter os outros com coração partido,não consegui nem ser uma "Boa Alma". Eu sempre me perguntava se eu era uma boa alma ou até mesmo se eu prestava como gente. Mais no fim, eu sempre era e sempre viverei sendo e carregando um único título: "Alma Caída","Coração da Decadência" e é claro "Alma Professa".
É como se cada voz falasse uma dor única,o quê eu gostaria mesmo é ser uma pessoa melhor e boa para as pessoas e o que eu peço é um mísero pedido de Ajuda.
É como encontrar uma Cerejeira sobre os galhos mortos,podres e contendo frutos murchos e estragados. Me encontro de forma perdida e constantemente abalado e perco totalmente a razão de querer continuar pensando, sobre o luar quero buscar saber uma maneira de melhorar o meu caráter.
Será que realmente uma pessoa que busca por uma esperança por um futuro único,deveria ser perdoado por seus pecados e garantir uma única forma de redenção ao lado do Pai?
Talvez o perdão não venha como um prêmio, nem como uma absolvição imediata, mas como um processo lento, silencioso, quase invisível. Talvez ninguém veja quando uma alma começa a mudar, nem mesmo ela própria. Eu carrego culpas que não sei nomear direito, erros que se misturam com sobrevivência, escolhas que nasceram mais do medo do que da maldade. Ainda assim, o peso existe, e ele não some só porque eu desejo ser melhor.
Há dias em que penso que a redenção não é apagar o que fui, mas aceitar que mesmo a decadência pode ensinar algo. Que até uma alma caída continua sendo alma. Que mesmo rachado, um coração ainda bate - não por mérito, mas por insistência. Eu não quero justificar meus pecados, nem fingir que não doeram em mim e nos outros. O que eu quero é não ser prisioneiro deles para sempre.
Se existir um caminho até o Pai, talvez ele não seja feito de pureza imediata, mas de passos trêmulos, de quedas repetidas e de tentativas sinceras. Talvez Ele não espere que eu chegue limpo, mas verdadeiro. Talvez o arrependimento não seja o choro, nem a vergonha, mas a decisão silenciosa de não querer permanecer o mesmo.
Ainda me sinto como aquela cerejeira: florescendo onde não deveria, tentando gerar beleza em um terreno que já foi apodrecido. Algumas flores caem antes de abrir. Outras resistem ao vento. Não sei quais sobreviverão, mas sei que a raiz ainda busca água, ainda insiste em viver.
E se tudo o que eu puder oferecer for esse desejo frágil de mudança, então que ele seja aceito. Não como prova de bondade, mas como sinal de que, mesmo na queda, eu ainda olho para cima. Mesmo na decadência, eu ainda reconheço a luz. Mesmo sendo Alma Caída, Coração da Decadência, Alma Professa... eu ainda peço para aprender a amar melhor, a ferir menos, a existir com mais verdade.
Talvez isso não me torne uma "boa alma" de imediato.
Mas talvez seja assim que uma começa a nascer.
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Diário De Vida:Alma Pensativa
Não FicçãoUm Livro cujo único propósito é tentar buscar entender o real propósito de uma pessoa cujo seus erros começaram e buscam um jeito de terminar,onde principalmente busca entender conceitos que pensava em minha vida ou até mesmo duvidas filosoficas
