" 𝐎 𝖽𝗂𝖺 𝗊𝗎𝖾 𝗍𝗎𝖽𝗈 𝗆𝗎𝖽𝗈𝗎.

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Depois de mais um dia inteiro de brigas na Hollywood Arts, Jade e Beck acabam indo parar na casa da Tori. Todos os amigos estavam lá, reunidos em volta de um jogo que claramente não incluía os dois.

O clima já estava pesado antes mesmo da porta se abrir.
Beck bate, e Tori atende com um sorriso tenso. Antes que ela diga qualquer coisa, ele se vira para Jade, passando a mão pelos cabelos, visivelmente estressado.

— Viu? — diz. — Estão todos aqui. Eu te disse.

— Ai, pessoal… desculpa não ter convidado vocês — Tori começa, hesitante. — É que...

— Vai — Beck a interrompe, impaciente. — Fala pra ela o motivo.

Jade ergue o queixo, cruzando os braços.

— É. Fala, Tori.
O tom era de ameaça.

— Porque… — Tori engole em seco. — A gente tava planejando uma festa surpresa pra você!

Antes que a desculpa pudesse se sustentar, André suspira e decide acabar com aquilo.

— Tá legal. A verdade é que não convidamos vocês porque vocês brigam o tempo todo. — André logo diz, como se tivesse lendo o pensamento de todos ali. — Isso deixa todo mundo desconfortável.

O silêncio confirma.

Beck solta uma risada sem humor.
— Viu? Nem nossos amigos querem a gente por perto.

Jade fecha ainda mais a expressão.

— A Tori não é minha amiga, o Robbie eu só tolero, ninguém gosta da Trina e a Cat é praticamente de estimação.

— Olha — Beck respira fundo. — Eu não quero ter uma namorada com quem eu brigo o tempo todo.

— Ah. — Jade inclina a cabeça. — Então você quer terminar comigo?

— Não! — ele responde rápido demais. — Não é isso.

Ela bufa, claramente irritada.

— Vem, Beck. Me leva pra comer.
Jade se vira e vai em direção à porta.

— Jade, a gente ainda não acabou — ele insiste.

Ela para, a mão na maçaneta.

— Eu vou sair por essa porta e contar até dez. Se você não sair antes de eu terminar… acabou. — Ela abre a porta. — Pra sempre.

Jade sai e fecha atrás de si.

— Um… dois… três… quatro…

Beck suspira, caminha devagar até a porta, mas antes que consiga alcançá-la, Trina se joga em cima dele.

— Eu nunca brigaria com você, Beck! — grita, se agarrando a ele.— Me ame!

O caos se instala. André, Robbie e Tori tentam puxá-la enquanto Beck luta para se soltar.

— Cinco… seis… sete… oito…

Finalmente, conseguem tirar Trina de cima dele. Beck corre até a porta, segura a maçaneta… e hesita.

Por um segundo, se pergunta se continuar naquele relacionamento era mesmo a melhor escolha.

— Nove… dez.

Silêncio.

Do lado de fora, Jade espera. Quando percebe que ele não abriu a porta, sua mão toca a maçaneta — mas ela a afasta antes de girá-la.

Ela suspira, o peito apertado.
Sem dizer nada, caminha até o carro, entra e dirige até casa, ignorando as lágrimas que começam a cair.

𝐕isão da Jade

Eu realmente não achei que ele fosse me deixar ir.

Eu sei que a gente briga. Muito. Mas ele me dá motivos pra ser ciumenta. É insuportável namorar alguém que é xavecado o tempo todo por garotas da nossa idade — e até mulheres mais velhas — e não faz nada pra impedir.
Eu nunca choro. Mas agora tô dirigindo chorando por esse idiota.
Não é como se eu fosse o único problema desse relacionamento. Mas todo mundo só vê a “namorada maluca”, extremamente ciumenta e possessiva, com o namorado santinho.
E quer saber? Eu nem odeio ser vista como maluca.

Eu odeio ser vista como errada.

𝐕isão do Beck

Então é isso. Eu e a Jade terminamos.
Eu não sei se era exatamente o que eu queria, mas tava ficando sufocante. Brigas, discussões, o tempo todo.
Eu me sinto mal pelo que aconteceu. Pelo término também.
Mas eu vou superar.
Eu acho.

Cat, Tori, André, Robbie e Trina encaram Beck em silêncio, sentindo o peso no ar.

— Vamos jogar cartas — Beck diz, tentando mudar de assunto.
Ele se senta à mesa. Trina senta ao lado dele.

Mas, mesmo com as cartas nas mãos, sua mente não sai da imagem de Jade indo embora sem olhar pra trás.

Até a próxima música . Stories to obsess over. Discover now