Olá, pequenos transitantes da minha mente insalubre. Como estão? 🐰💓
Muitas coisas aconteceram na minha vida esse ano, muitas notícias ruins, tristeza e doenças. ( Muitas doenças da minha parte, deixei a mão da dona sorte levar esse ano não vou mentir.) Mas no fim, aqui estou. Esse pequeno devaneio foi escrito para o projeto Baeksnow, no ciclo de nostalgia, por isso gostaria de agradecer a @Cvenus pela maravilhosa betagem, a @mim mesma pela capa e agora, fiquem com mais um terror psicológico meu.( nem gosto, magina.
Espero que possam tirar algum proveito deste meu xodó.
Boa leitura.
– Por favor senhor, nos ajude a encontrar nosso menino. Não podemos viver assim. O senhor todo poderoso, por favor. — a mulher se engasgou em meio às lágrimas, soluçando e buscando por ar ao mesmo tempo enquanto seu corpo se encontrava estirado no pequeno degrau da portinhola. – Meu Gael, meu único filho... Por que, porque, meu senhor?! Por que tiraste ele de mim?!
A voz chorosa da mulher adentrou pelos tímpanos de Baekhyun como as lâminas de um açougueiro adentram os músculos de um boi. Se remexeu no assento acolchoado do confessionário, sentindo a batina apertada demais em seu pomo de Adão. Desconfortável, colocou dois dedos entre a pele e o tecido, puxando de um lado para o outro, afrouxando o máximo que conseguia, sem tirar nada do lugar. Era sua obrigação amparar a mulher do melhor jeito possível, mas no fim, estava de mãos atadas. Não podia fazer nada além de acolher as aflições da mulher e recitar versículos aleatórios na esperança de diminuir pelo menos um pouco sua angústia, e foi o que fez, tentando ignorar o bolo que se formava em sua garganta a cada soluço desesperado que a mulher soltava. A mulher disparou de dentro da cabine em meio de suas palavras, chorando ainda mais desesperada que momentos atrás. Deixando para trás o diácono completamente desnorteado. Sem saber o que fazer, Baekhyun apenas se permitiu deslizar no banco, enquanto afastava as pontas de seu cabelo avermelhado da testa molhada pelo suor.
– Por que eu estou fazendo isso mesmo?! — soltou sua frustração ao vento, se sentindo mais impotente que nunca. – Essa cidade é maldita.
Estava alojado naquela pequena cidade a pouco menos de um mês, e já havia perdido as contas de quantas vezes se sentiu inútil, de quantas vezes cogitou arrancar seu tapa-olho. Havia ouvido o mesmo pedido de pessoas diferentes, todos clamavam por ajuda, e por mais que estivesse se esforçando, estava de mãos atadas. Sua estadia naquela cidade pacata de interior deveria ser apenas uma parada simples, um cochilo de duas horas antes de voltar a estrada. Seu objetivo era a capital, estava seguindo rastros de um grupo de falsos profetas que passavam de cidade em cidade "curando" os enfermos em troca de bens materiais. Em sua opinião não passavam de homens vis que se aproveitam do desespero. Não que fosse alguém com uma índole impecável, era menos que um homem. Era um órfão, um serviçal marcado e o título que menos se orgulhava, era um dos cães do Vaticano, o do mais baixo rank, designado a caçar falsos profetas e charlatões que fingem agir em nome de Deus, por mais que sentisse que poderia ser bem mais do que isso.
∆
Assim que Baekhyun chegou naquela pequena cidade do interior pode sentir que tinha algo de errado. Por algum motivo o céu era constantemente coberto por cinzas que giravam e rodopiavam no ar até ir de encontro ao solo acinzentado, ao mesmo tempo que um cheiro forte de queimado ardia em suas narinas. Características de cidade com fábricas massivas, no entanto não havia sinais da existência de uma em qualquer lugar por perto, já que a cidade era cercada por uma densa floresta, que apesar de ter a aparência de apodrecida, as grandes árvores ainda permaneciam de pé.
Passou alguns dias tentando investigar nas ruas, mas elas se encontravam quase desertas. Tentou pegar conversas nas lojas, nos bares na rua, no entanto as pessoas pareciam hesitar em conversar, como se temessem até as paredes. O máximo de informação que conseguiu foi uma conversa solta entre dois policiais na mesa de um bar. Pelo que havia entendido, ao todo, a delegacia já contabilizava doze casos de desaparecimento de crianças na cidade, e isso era extremamente preocupante, pelo menos para si. Já que os oficiais faziam chacota das falas desesperadas dos pais.
KAMU SEDANG MEMBACA
Eye for an eye.
Fiksi PenggemarByun Baekhyun não tinha nada além de sua fé e sua batina. Não que fosse alguém com uma índole impecável, se considerava menos que um homem. Era um órfão, um serviçal marcado e o título que menos se orgulhava, era um dos cães do Vaticano, o do mais b...
