Corpos que apodrecem. Vozes que sussurram no escuro. Medos que não se calam.
Em Cadáveres Verbais, Denilton Ramires reúne poemas que exploram o lado mais incômodo da existência — da carne que se desfaz ao pensamento que desintegra, da fé trincada ao horror que espreita no cotidiano.
Entre criaturas improváveis, pesadelos compartilhados, mortes mal enterradas e lapsos de insanidade, cada poema é um fragmento de mistério, decomposição e estranheza.
Ora grotesco, ora filosófico, ora debochado, o livro passeia por atmosferas onde o absurdo encontra a tragédia, e o humor negro morde o calcanhar do sagrado.
Aqui, a morte não é fim — é linguagem.
E cada verso é mais um pedaço do corpo poético que se ergue destas páginas.
Bem-vindo ao necrotério das palavras.
Abra com cuidado.
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Cadáveres Verbais
HorrorCadáveres Verbais reúne poemas que atravessam a carne, o medo, o delírio e a decomposição. São vislumbres de morte, passos perdidos em casas abandonadas, criaturas que rastejam no pântano, restos esquecidos em embarcações, vazios na mente, na fé e n...
