Entre olhares intensos e toques possessivos, os Hashira revelam um lado que ninguém jamais conheceu. Amor, obsessão e desejo se entrelaçam em encontros carregados de tensão, perigo e sedução. Segredos, controle e intensidade marcam cada momento, e q...
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Tamioka observava SN de longe, sempre a seguindo com os olhos. A cada gesto, sorriso, gentileza, nada passava diante dele. Era como se sua atenção tivesse sido arrancada do mundo e acorrentada unicamente a ela — e isso o incomodava. Ele, que sempre manteve distância de todos, que sempre preferia o silêncio ao contato humano, agora se via preso a cada detalhe dela: o modo como os dedos deslizavam pelo tecido da roupa, como o olhar às vezes se perdia na escuridão da floresta, como se carregasse segredos que ninguém mais enxergava.
Ele sabia que não deveria, não podia se permitir essa fraqueza. Mas havia algo em SN que era como a água corrente: suave na superfície, mas forte o suficiente para arrastar quem ousasse se aproximar. No fundo, Tamioka não conseguia decidir se queria protegê-la... ou possuí-la.
Giyuu estava encostado nas sombras de uma árvore, observando SN enquanto conversava com outro homem. Ele não fazia barulho, não se aproximava, apenas observava. Mas a cada gesto de SN em direção ao estranho, seu peito apertava, uma mistura de raiva contida e desejo silencioso. O homem sorria, tentando provocar risadas dela, e Giyuu sentiu um calor perigoso subir pelo corpo. Ele não disse nada, não se moveu, mas o olhar era o suficiente para que qualquer um sentisse a presença de uma ameaça silenciosa.
SN riu de algo que o homem disse, e, por um instante, Giyuu teve vontade de cruzar o espaço entre eles em um passo firme, de agarrá-la e puxá-la para si como se dissesse: “Ela é minha.”
Mas ele não fez. Não ainda. Em vez disso, apenas respirou fundo, mantendo a postura calma, quase impassível, enquanto a sensação de ciúmes corria por suas veias como fogo escaldante. Mesmo à distância, ele a reclamava silenciosamente, intensamente, como se apenas ele tivesse o direito de ver o sorriso dela.
Ao anoitecer, ele a seguia naquela noite sem lua. Cada passo dela ecoava em sua mente como um sussurro insistente. O vento carregava o cheiro dela, uma mistura de terra molhada e algo indefinidamente... dela.
Quando ela parou para observar uma árvore caída, Giyuu se aproximou sem que percebesse. Não havia pressa em seus movimentos, mas cada passo era calculado, cada som abafado pela respiração controlada.
— Está tudo bem? — ele perguntou, a voz baixa, quase um roçar nas sombras.
SN se virou, surpresa, mas não recuou. Algo em seu olhar a fazia sentir que fugir não era uma opção. Giyuu permaneceu próximo o suficiente para que ela pudesse sentir a respiração dele, mas distante o bastante para que não a tocasse... ainda.
Ele queria tocá-la. Queria que cada gesto seu fosse reivindicado, que cada momento dela fosse roubado por ele. Mas havia paciência nele, uma calma perigosa que tornava a possessão inevitável. Ele apenas esperaria o momento certo. No silêncio da floresta, enquanto a escuridão os envolvia, Giyuu fez uma promessa silenciosa para si mesmo: ninguém mais a tocaria.