📖 Capítulo 1 — O Começo do Fim
CORRA!!
Foi a última coisa que ouvi antes de tudo mudar. Eu estava em casa quando o mundo desabou.
Os noticiários falavam de um vírus se espalhando rápido demais. Diziam para ficarmos em casa, pediam calma... mas como manter a calma quando pessoas estavam devorando umas às outras?
Havia rumores sobre Atlanta. Comentavam que lá existia um centro de controle de doenças, que era seguro. Minha família e eu queríamos partir, mas não houve tempo. O caos chegou depressa demais — e foi então que vi minha vida explodir em pedaços.
Enquanto nos preparávamos para ir embora, quase tudo estava pronto. Foi nesse momento que ouvimos nosso vizinho bater desesperado na porta, pedindo ajuda. Ele gritava como se o mundo fosse acabar.
Eu implorei para minha mãe não abrir, mas foi em vão. Quando ela girou a maçaneta, encontramos nosso vizinho coberto de sangue, principalmente no pescoço.
Minha mãe, enfermeira aposentada, não conseguia negar ajuda a ninguém. Meu pai, no desespero, carregou nosso amigo para dentro. Mas algo me corroía por dentro: se o que os noticiários diziam era verdade, se você fosse mordido ou arranhado... acabaria igual àquelas criaturas enlouquecidas.
O tempo parecia correr mais rápido. Minha mãe limpava o ferimento quando percebeu — era uma mordida. Com medo da reação do meu pai, ela não disse nada. Apenas deixou nosso vizinho descansar.
Foi então que vivi uma das cenas que nunca sairão da minha memória.
Minha mãe estava ajoelhada ao lado dele, chorando, dizendo que estava frio e não respirava mais. Por alguns segundos, o silêncio tomou conta da casa. Até que, de repente, o corpo dele agarrou o braço dela.
Tudo parou. Eu estava sentado no último degrau da escada, paralisado, assistindo enquanto o que antes era nosso vizinho rasgava o pescoço da minha mãe. O cheiro metálico do sangue se espalhou pelo ar.
Meu pai lutava para tirá-lo de cima dela, mas já era tarde — ela estava sem vida.
Ele gritava para que eu corresse, mas eu não conseguia. Até que, no meio da luta, meu pai também foi mordido. Seus olhos encontraram os meus, cheios de dor e desespero.
— Corra! Corre! — ele gritou.
E eu... covarde... corri. Abri a porta e fugi como se não existisse amanhã.
Meu nome — bom, não sei se isso ainda importa — é Amélia Campos. Tenho 19 anos.
E agora... eu vou ter que viver por todas as pessoas que amo.
nao sejan leitores fantasmas por favor
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Ate o Ultimo amanha
FanfictionAmélia Campos, 19 anos, levava uma vida estável. Não era rica, mas tinha tudo o que precisava: segurança, conforto e a inocência de quem nunca conheceu as sombras do mundo. Até que, de repente, o caos tomou conta da Terra e tudo o que conhecia desmo...
