A noite estava carregada de tensão no ar. O evento político reunia figuras de alto escalão e segurança reforçada. Você, uniformizada, estava posicionada estrategicamente no backstage. Foco, profissionalismo, nada de distrações.
Até que ela entrou.
Joan Ferguson. Ex-governadora. Ex-presidiária. Ex-tudo.
Mas pra você… nunca foi “ex” nada.
Ela era — e ainda era — a mulher que te desestruturava por dentro.
Joan passou por você sem dizer nada. Mas o olhar? Quente, direto, fulminante.
Você sentiu aquele arrepio descer na espinha e parou de respirar por dois segundos.
No camarim, enquanto ela aguardava para subir ao palco, você entrou com o protocolo de segurança.
Mas ela já estava encostada na mesa, de braços cruzados, com um sorrisinho de canto que você conhecia bem.
— Então é isso? Agora você é segurança? Vai me revistar? — a voz baixa, rouca, carregada de intenção.
Você tentou manter a postura.
— É protocolo. Todos precisam ser checados.
Joan arqueou uma sobrancelha e deu um passo à frente.
— Então faça direito. Me revista, fiscal. Mas sem piedade. Ou vai amolecer por estar diante da sua governadora de novo?
Você travou. Ela encurtou a distância, até que seus corpos quase se tocassem.
— Você ainda chama outra mulher de governadora… ou continua sendo só minha? — ela rosnou, a voz agora num sussurro possessivo no seu ouvido.
Sua respiração falhou. A tensão era palpável.
Ela empurrou a porta do camarim, trancando com um clique firme.
— De joelhos. Agora. Não discute. Faz o que eu mandar. Você me deve isso desde a última visita.
— Sim, minha governadora…
Você caiu de joelhos, a boca entreaberta, já sentindo o calor no corpo inteiro, a calcinha encharcada só com o tom de voz dela. Joan desabotoou a calça e segurou seu queixo com firmeza.
— Mata minha saudade direito. Mostra que ainda é minha. Mostra que essa boca foi feita pra obedecer.
Ela puxou seu cabelo para trás, forçando você a encará-la.
— E se ousar gozar antes de eu mandar… vai sair daqui marcada. Entendeu, fiscalzinha atrevida?
— Entendi, minha governadora.
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Você ainda estava de joelhos diante dela, as mãos trêmulas, os olhos fixos naquela mulher que te fazia sentir viva, submissa e completamente dela.
— Boca aberta.
A ordem veio firme, e você obedeceu sem hesitar. Joan segurou seu cabelo com força, forçando sua cabeça levemente para trás, os olhos dela queimando de desejo e autoridade.
— Boa menina… sempre tão pronta pra mim. — ela murmurou, os lábios roçando sua testa.
Ela não encostou nada além da mão. Não ainda.
Joan se abaixou um pouco, segurando seu rosto com as duas mãos e olhando direto dentro dos seus olhos.
— Você sabe por que está aqui de joelhos, não sabe? — ela sussurrou com aquela voz rouca, arrastada, quente como o próprio inferno.
— Sim, minha governadora… porque sou sua.
Ela deu um sorrisinho satisfeito.
— E porque me desafiou ontem quando saiu com aquela saia curta e ficou me provocando no jantar com os senadores. — ela rosnou perto da sua orelha.
— Ficou me olhando por cima do copo, cruzando as pernas daquele jeito, sabendo que ninguém ali podia encostar em você… mas me fazendo querer te arrastar pra debaixo da mesa e comer ali mesmo.
— Você queria me provocar, queria me deixar puta, não é?
