(Antes de você ler, espero que saiba que isso é apenas uma fanfic, nada é real, e que isso nunca iria acontecer).
☆
"Nós não somos cavalos, somos pessoas. E pessoas..."
Suas ultimas palavras, antes de cair naquele abismo atrás de si.
Parecia ser o final, mas não era.
Ele sentia sentimento de angústia. Sentia que não tinha mais razão de viver, presenciou várias mortes, traumas e a derrota dentro de si. Ele não tinha razão de viver muito menos de lutar.
Em câmera lenta, Gi-hun sentia o vento cortar seu rosto. Sentia os ossos das suas costelas queimando-o, mas nada para ele importava mais... O vazio dentro dele o chamava e o puxava-o pra escuridão.
Seu único pensamento antes de seu corpo estraçalhar no chão era: Eu não quero dizer um adeus, não agora...
Antes que pensasse o chão desapareceu, o corpo cedeu. O ar sumiu dos pulmões, e o estalo do seu corpo ecoava ao ambiente. E então ele caiu.
O estalo do corpo ecoou. Seu corpo encontrou com o fundo da plataforma.
O peso do momento silenciou até os vips, acostumados a brincar com a dor dos outros. Nenhuma palavra foi dita apenas o vazio respondeu, frio como o sistema que os alimenta.
☆
In-ho, que vigiava tudo lá de cima, permaneceu em silêncio. Seus olhos estavam arregalados, e seu coração doía mais do que nunca. Por um instante, parecia que ele poderia parar de respirar a qualquer momento.
Quando chegou ao local do jogo, tirou sua máscara. Encarou Gi-hun, caído no chão.
— Eu te dei a chance de matar esses desgraçados, para você sair daqui junto com a bebê. E mesmo assim... - ele sussurrou, com a voz amarga.
Um dos guardas se aproximou, hesitante.
— Chefe... a guarda costeira está se aproximando. O que fazemos?
Frontman, demorou alguns segundos para responder. Até tomar uma decisão, quase impossível.
— Quero que salvem o jogador 456, e explodam essa merda de ilha. - disse com uma voz áspera.
— Chefe, mas ele está morto...
— Deem um jeito porra! - ele gritou desesperado.
— S-sim senhor...
Em poucos minutos, dois guardas surgiram com uma maca improvisada, colocando o corpo de Gi-hun com cuidado.
Frontman encarou Gi-hun mais uma vez. Engoliu o seco, depois de muitos anos, era a primeira vez que voltava a sentir medo, medo de perder Gi-hun.
Ele se virou, com os olhos meio avermelhados, subindo o elevador. Pegando a pequena vencedora daquele jogo.
Um ser, que nem tinha aberto os olhos, que estava no meio daquilo tudo.
☆
Seis meses tinham se passado, a ilha onde várias mortes tinham acontecido, já não existia mais.
Gi-hun havia conseguido seu objetivo, mesmo sem saber.
E por um milagre, conseguiram salvá-lo, mesmo com todas as dificuldades.
Mas nada foi fácil. Durante esses meses, ele permaneceu em coma.
In-ho esteve ao seu lado o tempo todo, com a pequena criança nos braços.
A bebê não tinha com quem ficar, e querendo ou não, Frontman não era um monstro pra abandoná-la em algum lugar qualquer.
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Empty Memory.
RomanceFrontman não consegue controlar seus sentimentos por Gi-hun e ordena aos guardas que salvem seu amado. Por um milagre, o jogador 456 sobrevive, mas após dois anos em coma, acorda sem memória do passado. Temendo ser rejeitado novamente, In-ho inventa...
