A Chegada em Neon City

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22h45 — Uma rodovia cortada por néon e silêncio.

O ronco grave do motor rasgava a noite como uma ameaça viva. Aiden Navarro mantinha as mãos firmes no volante, o olhar escondido sob o boné preto e a barba por fazer denunciando dias sem descanso. O carro — um Nissan Skyline R34 azul com detalhes pretos foscos — rugia enquanto cruzava a entrada de Neon City, onde as luzes não dormem e os pecados são abastecidos com gasolina premium.

No rádio, uma batida eletrônica vibrava como o coração da cidade. Aiden desligou. Ele preferia o som do motor — era mais honesto.

As placas enferrujadas anunciavam:
“Bem-vindo a Neon City – velocidade, silêncio e perigo.”

Ele sorriu. Já conhecia aquele lugar... e também sabia que, aqui, ninguém era perdoado.

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Neon City era dividida em zonas. Ao norte, ficava o setor industrial: armazéns abandonados, pistas largas e pouca polícia. Ao sul, o centro nervoso — bares clandestinos, rachas ilegais, oficinas escondidas. E no oeste, o coração das corridas: The Strip — uma longa avenida iluminada por néon, onde os carros se enfrentavam e os nomes se tornavam lendas.

Aiden sabia para onde ir.
Tinha recebido uma mensagem anônima há três noites:

> "Se quiser respostas, venha para Neon City. Hoje à meia-noite. The Strip."

Ele não confiava em promessas. Mas confiava na sua máquina... e na vontade de resolver o que ficou pendente.

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00h00 – The Strip.

A rua pulsava. Gente de todos os estilos — dreads, piercings, saltos, jaquetas de couro, salto alto e tênis de drift — se aglomerava em torno de uma pista improvisada. Os carros enfileirados brilhavam como jóias ilegais: Mitsubishi Eclipse roxo, Supra dourado, Camaro preto com faíscas azuis no escapamento.

No centro, ela.

Layla Cruz.

Aiden a reconheceu na hora. Mesma postura firme, olhar afiado, cabelo preso em um coque bagunçado e uma chave inglesa pendurada no jeans justo. A mulher que ele conheceu anos atrás... e deixou para trás.

Ela não sorriu ao vê-lo.
Mas também não virou o rosto.

— Olha só quem saiu da toca — disse ela, com a voz carregada de ironia e saudade mal disfarçada. — Veio perder pra mim de novo?

Aiden inclinou o corpo pra frente, abriu um leve sorriso e respondeu:

— Só vim cobrar uma dívida. E talvez… recomeçar o que a gente nunca terminou.

Layla se aproximou até encostar no capô do Skyline. O cheiro de óleo, perfume doce e fumaça se misturava no ar quente da madrugada.

— Se quiser resposta, vai ter que correr. Aqui, a verdade só chega a 300 km/h.

E então, ao fundo, uma moto acelerou, os pneus cantaram, e uma voz nos alto-falantes improvisados gritou:

— Corrida de sangue! Uma vaga no Top 10 da cidade em jogo! Quem tem coragem, entra agora!

O público vibrou. Um Camaro preto acelerou. Uma BMW M3 cinza metálico apareceu do nada. E Aiden ligou seu carro, encarando Layla de lado.

A cidade havia falado.
Era hora de correr... ou ser esquecido.

Neon Run fantasmas do asfalto Cerita yang bikin terobses. Temukan sekarang