fim

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Crocodile estava sozinho, nesse mundo de trevas cheia de desilusões, foi sem aviso que seu mundo foi quebrado. Como ele deveria saber que  isso iria acontecer.

Como deveria saber que sua vida é fadada à desgraça e cheio de rachaduras, desde sua infância a vida não foi generosa nascendo em uma casa cheia de violência e ódio. Seus irmãos o tratavam como um qualquer que gerou traumas desde a infância, teve que fugir da casa para viver na rua para sobreviver, conheceu e viu coisas que uma criança não podia ver.

E foi aí que Crocodile conheceu o anjo que o salvaria do caminho terrível, Marie, foi o porto de segurança que precisava, viveu por tempos com a mulher que o criou como seu filho e te deu suporte, mas nada é para sempre. Mas ele não foi o único que teve uma vida fadada a desgraça ele tinha alguém agora ao seu lado que carrega a dor de ser traído deixado para trás e com rachaduras.

O pincel corria pela tela manchada de cores dando vida a uma figura que venho sendo retratada uma atrás da outra. Crocodile está em um loop pintando a mesma figura, que carregava sua história.

— Hey Rosinante — Crocodile olhou para seu amigo sentado na poltrona com um cigarro entre os dedos cobertos pela luvas de couro, Rosinante. — Me passe o azul. — Crocodile pediu esperando que o homem mais jovem lhe entregasse, apesar da pequena demora aguardou pacientemente, Rosinante assentiu e fez o que foi designado, entregando-lhe a tinta azul.

Crocodile deu um rápido sorriso para ele antes de aplicar cuidadosamente a tinta dando a cor que faltava, Rosinante levantou e se manteve ao lado do moreno que gostou de ser observado pelo outro homem, apesar de sentir um certo receio em ter alguém olhando seu trabalho gostava quando o homem ao seu lado fazia, terminou de aplicar a tinta e deixou o pincel descansar sobre o pote de tinta, mais uma vez havia feito um belo retrato de sua mãe, que havia perdido há vários anos atrás.

Ele havia decidido pintá-la usando um lindo vestido branco, cortado logo acima dos tornozelos os cabelos caíam sobre os ombros e os olhos eram de um belo violeta o presente que lhe foi que podem fazer qualquer um se apaixonar, foi com aqueles olhos gentis e belos que o acolheu depois de tanta dor.

Quando criança, Crocodile apenas olhava para eles o tempo todo, para grava-la em sua mente, pois sentia que um dia nao os teriam sobre si, e estava certo pois o mundo resolveu acabar com sua felicidade e levar a joia rara para longe pra sempre.

Ele suspirou e enxugou as pequenas lágrimas que se formavam nos cantos dos olhos amarelos. Rosinante esfregou suas costas dando conforto ao seu amigo sabia o quão importante era aquela mulher.

— Você deve sentir falta dela, não sente? — ele perguntou. Crocodile assentiu.

— Todos os maldito dias — então ele olhou para Rosinante, sorrindo e com lágrimas nos olhos. — Mas pelo menos eu ainda tenho você. — Rosinante riu baixinho e beijou a testa de seu melhor amigo

— É claro que sim, prometi que sempre estaria aqui.

Crocodile afirmou com a cabeça logo se levantou e inspecionou sua pintura pela última vez, pegou o quadro e o levou até a sacada erguendo o quadro e jogando sacada abaixo onde tinha o mar, o quadro afundou sobre os seus olhos no oceano onde é seu lugar. — E o certo a se fazer.—  limpando as lágrimas se afastou da sacada voltando para dentro e sendo acolhido nos braços do amigo.

Ele se sentia sozinho mesmo sabendo que tinha Rosinante ao seu lado.

— Este é o melhor feito em meses. — Rosinante assentiu.

— Sim, é o melhor dentre todos.

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Fim

pinturaTahanan ng mga kuwento. Tumuklas ngayon