Os corredores da universidade estavam sempre cheios, mas quando Neo e Mark se cruzavam, o mundo parecia parar. Eram olhares carregados de história, de mágoa, de tudo o que ficou inacabado entre eles.
Amigos de infância, quase irmãos, confidentes... até o momento em que o sentimento virou algo mais. E com ele vieram o medo, os desencontros, o orgulho. Já faziam dois anos desde que pararam de se falar, mas a tensão entre eles nunca desapareceu.
Neo caminhava pelos corredores, prestes a ir embora, quando avistou First e Khao conversando ao lado de uma das colunas. Eles estavam próximos demais, First de mãos entrelaçadas às de Khao, os olhares cúmplices que só quem estava junto há tempo entendia. Neo sorriu de canto — era impossível não notar o quanto os dois transbordavam sintonia.
Ele tentou passar despercebido, mas foi tarde demais.
— Neo, espera aí — First chamou, erguendo a mão, o tom amigável, mas os olhos atentos ao clima no ar.
Neo respirou fundo e se aproximou devagar. Foi impossível não notar Mark ali, parado ao lado de Khao, os braços cruzados, o olhar pesado, o maxilar travado.
O coração de Neo acelerou, as lembranças invadindo de uma vez. Ele tentou manter a postura, mas a tensão era palpável.
— Faz tempo que não te vejo por aqui — First comentou, ainda de dedos entrelaçados com os de Khao, a outra mão no bolso, relaxado. — Tá evitando a gente ou é só coincidência?
— Coincidência — Neo mentiu, o olhar caindo discretamente para Mark, que desviou os olhos de imediato.
First trocou um olhar rápido com Khao, como quem já sabia o que estava acontecendo ali.
Assim que Neo se afastou, Khao soltou a mão de First e puxou Mark pelo braço, o olhar firme.
— Você vai continuar fugindo? — Khao sussurrou, a expressão séria. — Tá na cara que vocês dois ainda sentem. Vai ficar se torturando ou vai atrás dele?
First apoiou o ombro na parede, cruzando os braços, observando Mark com um meio sorriso carregado de ironia.
— Você faz questão de complicar, hein? — First disse, balançando a cabeça. — Se eu tivesse enrolado o Khao assim, ele já tinha me deixado plantado faz tempo.
— Eu deixaria mesmo — Khao confirmou, dando um soquinho leve no peito de First, mas o sorriso carinhoso entre eles denunciava o quanto estavam bem juntos.
Mark mordeu o lábio, desviando o olhar. A verdade doía, e o orgulho já não parecia tão útil assim.
— Vai atrás dele — First completou, a voz mais baixa, agora sem ironia. — Não fica esperando perder o que sente pra se arrepender.
Khao assentiu, cruzando os braços também.
— Faz alguma coisa, Mark. Ou a gente vai ter que assistir vocês dois se destruindo todo dia.
Mark suspirou, a respiração pesada, mas sabia que não podia mais fugir.
Mais tarde, Neo seguia para casa com passos rápidos, tentando ignorar o peso no peito. Mas, ao virar a esquina, ouviu passos apressados atrás de si. Quando se virou, deu de cara com Mark, ofegante, os olhos indecisos, mas a expressão decidida.
— Me deixa te levar em casa — Mark disse, a voz baixa, sincera. — A gente precisa conversar... direito.
O caminho até o apartamento foi silencioso, mas o clima era pesado, cheio de coisas não ditas. Assim que a porta se fechou, Mark não hesitou. O empurrou suavemente contra a parede e, sem pedir permissão, colou os lábios nos de Neo, o desejo explodindo sem mais barreiras.
O beijo foi urgente, frustrado, carregado de saudade e tudo o que foi sufocado nos últimos dois anos. As roupas foram se perdendo pelo caminho entre beijos intensos e carícias que deixavam Neo sem fôlego.
— Você tem ideia do quanto eu senti sua falta? — Mark murmurou, os lábios quentes descendo pelo pescoço, espalhando beijos e mordidas que faziam Neo arquear o corpo, sentindo o calor se espalhar.
— Você me deixou — Neo respondeu entre gemidos baixos, as mãos agarrando os cabelos de Mark, como se tivesse medo que ele sumisse outra vez.
Mark o deitou na cama devagar, os olhos fixos nos dele, como se estivesse decorando cada detalhe. As mãos de Mark passeavam pela pele, traçando caminhos, despertando arrepios. Os beijos eram lentos, profundos, os toques firmes, intensos. O cheiro, a textura, o calor — tudo nele parecia perfeito demais para ser esquecido.
Mark explorava o corpo de Neo com devoção, os dedos deslizando pelas coxas, pela cintura, os lábios marcando a pele com beijos e pequenas mordidas. A cada toque, Neo se desfazia um pouco mais, gemendo contra a boca de Mark, o coração disparado, o peito apertado.
— Eu fiquei noites sonhando com você assim — Mark confessou, a voz falhando entre os movimentos, as mãos firmes segurando a cintura de Neo, os corpos se encaixando com uma naturalidade cruel.
Neo o puxou para um beijo urgente, os quadris se encontrando num ritmo quente, desesperado. As respirações se misturavam, os olhos marejados, os sentimentos transbordando com cada movimento.
— Por que você me deixou? — Neo perguntou entre suspiros, o olhar dolorido.
— Eu... eu era um covarde — Mark sussurrou contra a pele do outro. — Eu fugi porque tive medo do que sentia. Mas a verdade é que... eu sempre te amei.
O ápice veio forte, avassalador, os dois se desfazendo juntos, colados, como se o tempo e a distância finalmente se quebrassem ali, no calor daquele momento.
Depois, ainda abraçados, as respirações voltando ao ritmo, Mark acariciou o rosto de Neo com cuidado, como se fosse algo precioso demais para ser perdido de novo.
— Eu te amo — Mark disse, os olhos marejados, sem medo, sem fugir. — Desde sempre. E me odeio por ter demorado tanto pra admitir.
Neo sentiu as lágrimas rolarem, mas sorriu, os dedos deslizando pelo rosto de Mark com carinho.
— Eu também te amo, idiota. Sempre amei. E odiei te amar esse tempo todo sem poder te ter.
Os olhos se encontraram, e ali, entre o calor dos corpos e a verdade finalmente dita, sabiam que não tinha mais volta. Estavam prontos para recomeçar, longe dos olhares da faculdade, apenas eles e a verdade.
Fim.
📢 História totalmente fictícia. Sem ligação com a vida real dos artistas ou qualquer pessoa mencionada. Só imaginação e surto de fã.
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Entre Olhares e Silêncios - NeoMark OneShot
FanfictionAmigos de infância, quase irmãos, confidentes... até o momento em que o sentimento virou algo mais. E com ele vieram o medo, os desencontros, o orgulho. Já faziam dois anos desde que pararam de se falar, mas a tensão entre eles nunca desapareceu. ⚠️...
