corre,coelhinha

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A casa estava silenciosa demais.
Felix passou os dedos pelos cabelos loiros e desgrenhados, o corpo curvilíneo jogado de lado no sofá da sala. A regata branca colava nos seios pequenos e sensíveis de tanto calor, e o short minúsculo mal cobria a parte mais inchada entre suas pernas. A buceta latejava um pouco. Estava estranhamente sensível aquela noite.

Estava sozinho.

O filme de terror na TV era só desculpa. Gostava da sensação de suspense. Gostava do frio na espinha, do arrepio no corpo. E parte dele... gostava de se sentir vulnerável.

O celular vibrou. Número privado.

— Que porra...?

Atendeu sem pensar.
— Alô?

Nada. Só uma respiração. Lenta, grave, quase... ofegante. Felix sentou no sofá, os mamilos endurecendo de leve com o ar gelado.

— Quem é?

Silêncio. E então:

— Qual o seu filme de terror favorito, coelhinha...?

A voz era rouca, arrastada, suja.
Felix congelou.

— Quê...? — respondeu, tentando rir. — Isso é trote?

— Responde, Felix... — a voz sussurrou. — Quero saber o que te faz gemer de medo. Ou de tesão.

Um arrepio subiu pela espinha.
Felix se levantou, olhando pela janela. As cortinas balançavam levemente.

— Você é louco.

— Louco por você. — A risada que veio depois era baixa, doentia. — Tá tão linda assim, de regata colada e short apertado...
— Com essa bocetinha quente entre as pernas... Já tá molhadinha, não tá, vadia?

Felix mordeu o lábio. O corpo todo formigava.

— Como você sabe o que eu tô vestindo?

— Porque eu tô olhando. — a voz ficou ainda mais perto. — Você é minha, coelhinha. Cada curva sua, cada tremedeira, cada arrepio... Eu vou caçar tudo. Hoje.

— Seu psicopata... — Felix fechou a cortina com força. — Eu vou chamar a polícia.

— Não vai. — A voz riu, rouca, brincalhona. — Sabe por quê? Porque você tá molhada demais pra conseguir pensar. Sua calcinha já tá colando na bucetinha, né?

Felix arfou. Olhou em volta, o peito subindo e descendo.

— Você tá doente...

— E você é uma vadiazinha excitada. — O som de um beijo no fone. — Quer saber o que vai acontecer se eu te encontrar?

— Cala a boca.

— Eu vou te encostar na parede, com a faca no seu pescoço... e meter até você gozar chorando. Vai me pedir pra parar e implorar pra eu não parar ao mesmo tempo. Aposta?

Felix desligou. A buceta pulsava, quente, latejando. Um líquido quente escorria entre as coxas.

O telefone tocou de novo.

— VAI SE FODER!

— Só se for com você de quatro, gritando o meu nome, coelhinha.
— Vai tentar pegar a arminha da cozinha agora, né? Corre. Eu quero ver você correr.

Ele correu. Cada passo fazia os peitos balançarem dentro da regata, os mamilos tão duros que doíam. Chegou até a cozinha, abriu a gaveta — a arma estava lá. Mãos trêmulas. Segurou com força.

— Eu não tô brincando, caralho.

— Nem eu. — A voz riu. — Vai tentar me matar com isso? Você devia era abrir essas pernas e me implorar, sua boceta tá pingando em cima do chão da cozinha.

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⏰ Last updated: Dec 08, 2025 ⏰

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