Era mais um dia, ou melhor, uma noite no castelo dos Mullet. Uma noite fria e melancólica, a lua minguante, que dava para ver perfeitamente da janela central, iluminava o ambiente. O vinho tinto na taça e o disco tocando uma música tema criavam uma atmosfera sombria. Tudo ia como de costume. Sara Mullet, a dona do castelo, deu um gole em seu vinho, que desceu suavemente pela sua garganta.
Depois de um certo tempo, Sara se levantou. Um vinho não era suficiente para relaxá-la. Precisava pegar seu cigarro, que ficava na primeira gaveta do móvel à direita de sua cama. Subiu os lances de escada para chegar ao quarto, entrou e foi direto abrindo a gaveta quando ouviu um barulho. Era um rangido de madeira áspero e prolongado. Rapidamente, Sara fechou a gaveta que acabara de abrir e pegou sua faca embaixo do travesseiro.
Ficou em posição de ataque com a faca quando viu um vulto passando rápido demais, uma sombra preta que aparentava flechas brancos. Sara piscou, uma piscada mais lenta que o habitual, tentando ainda entender o que acontecia. A piscada não demorou nem um segundo completo, mas foi o suficiente. Ela abriu os olhos lentamente.
Sara abriu os olhos por completo e levou um susto quando viu uma mulher à sua frente. A mulher era alta, qualquer um que não soubesse de sua altura diria que tinha por volta de 1,85 metros. A pele era tão pálida quanto o brilho da lua, tão branca como as paredes da realeza. Seus olhos eram vermelhos, pela iluminação aparentava ser vermelho sangue, mas na luz do sol poderia virar vermelho vibrante que facilmente cegaria qualquer um que olhasse muito. Cabelos pretos medianos que escorriam pelo seu ombro, mas não passavam do peito, eram tão negros quanto o próprio escuro da noite, lisos como um rio e incrivelmente brilhantes.
Sua roupa era chique, usava um robe opaco cor vinho e com plumas brancas na extremidade inferior. Nas mãos, usava luvas brancas de linho leve que deixavam a pele um pouco à mostra por ser um tanto translúcido. Nos pés, não dava para enxergar muito, estavam cobertos pelo robe.
Depois de olhar bastante a mulher, diz: -Saia do meu castelo- diz como uma ordem, uma voz quase que possessiva, uma voz familiar mas desconhecida ao mesmo tempo. -Seu castelo?- Sara diz indignada, ainda com medo, mas nunca mostrava suas fraquezas. Segurou mais forte a faca em sua mão e suou frio quando sentiu a voz da mulher invadir seus ouvidos. -Castelo dos Welfen a 100 anos- a mulher diz olhando no fundo dos olhos de Sara. Sara era morena, tinha cabelo castanho claro que destacam sua pele. Mas o mais marcante nela são seus olhos, ela tem uma íris negra, quase tão negra quanto o abismo. -Castelo dos Mullet a 50 anos. Castelo comprado a meio século, é meu- Mullet tentou discutir, sabia que 50 era menos que 100, mas não podia perder uma discussão.
A mulher se aproximou. -Mullet?- a mulher sorriu de lado ironicamente- Não ouço esse nome a séculos.- a mulher conversa incrédula mas também curiosa quanto ao rumo da conversa. -Nunca ouvi dizer dos Welfen. Sobrenome alemão, estamos na França, sabia?- Sara tenta debochar de Welfen, uma tentativa falha. -Mullet, um nomezinho de quinta categoria. Sempre invejaram os Welfen, sempre querendo o que era nosso... Desde quando ainda tinha 112 anos- a mulher pálida diz baixo mas ainda audível. -112?- diz Sara assustada. Os rumores sobre vampiros se tornaram reais a pouco tempo quando viram um na calada da noite. O fim dele foi tenso; morto pela luz do sol em plena praça pública. E o que aconteceria agora? Só a noite dirá.
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A dona do meu castelo
Science Fictionuma jovem de 30 anos morando num castelo que é de sua familia a 50 anos, vivendo nessa mansão desde então. Sua familia, a familia dos mullet é a mais renomada e rica da frança, esses titulos que continuam a decadas, até séculos. Um vampira, a mais...
