Prólogo - O Coração Antes da Luz

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Cena I

Carol Danvers não era feita para caber em moldes. Desde os tempos de academia militar, sempre foi indomável, voava mais alto, caía com mais força, mas sempre se levantava. Uma mulher movida por instinto, justiça e, acima de tudo, liberdade.

Steve Rogers percebeu isso no instante em que ela entrou na sala de comando da S.H.I.E.L.D. com o uniforme da Força Aérea e um olhar que poderia perfurar titânio.

Carol: Capitão Rogers, ouvi dizer que você prefere planos bem definidos. Pois aqui vai um: eu faço do meu jeito.

Steve: Então é melhor torcer pra que o seu jeito funcione, Danvers. - A olhou rapidamente.

A primeira missão conjunta quase acabou em desastre, mas também foi ali que nasceu o respeito. Ele, rígido como qualquer soldado.  Ela, um espirito livre. Diferentes em quase tudo. Exceto na vontade de proteger.

Cena II: Tensão e Confiança

Missão após missão, foram se aproximando. Entre provocações e provações, surgiram sorrisos. Em um acampamento improvisado no meio de uma floresta gelada da Europa, presos por uma tempestade de neve, o silêncio entre eles se tornou mais revelador que qualquer palavra.

Steve: Você não sabe parar quieta, não é?. - A olha indignado.

Carol:E você não sabe relaxar, Capitão dos anos 40. - Revirou os olhos.

Steve riu. Pela primeira vez, não com ironia. Mas com admiração.

Carol ergueu os olhos para ele, e naquele momento... havia mais do que faíscas entre eles. Havia calor. Cumplicidade. Algo que poderia virar amor, se o mundo não acabasse primeiro.

Cena III: Beijos entre Batalhas

O hangar ainda fumegava após o ataque. Partes da fuselagem estavam retorcidas, alarmes piscavam em vermelho, e o som do silêncio após o caos parecia ensurdecedor. Os dois caminhavam lado a lado, cobertos de fuligem, respiração pesada, adrenalina ainda pulsando nas veias. Haviam salvado centenas... mais uma vez.Steve se sentou num dos caixotes metálicos, tirando o capacete, deixando o escudo repousando ao seu lado.Carol, por outro lado, estava em pé, as mãos nos quadris, observando os destroços com raiva em seus olhos. Ela olhou para ele. Ele retribuiu o olhar.Ali, entre escombros e sobrevivência, algo mais silencioso, mais vulnerável, pairava entre eles. Algo que nenhuma missão, nenhum protocolo da S.H.I.E.L.D. podia explicar.

Steve: Você sempre enfrenta a morte assim? De peito aberto e sem medo algum? — Steve perguntou, a voz rouca.

Carol caminhou até ele devagar. O olhar firme.

Carol: E você sempre tenta resolver tudo com honra e fórmulas de combate?

Ele sorriu, cansado. 

Steve:É o que me mantém inteiro.

Carol:Sabe o que me mantém inteira, Steve?

Ela parou à frente dele, abaixou-se ligeiramente, segurou sua gola com as mãos ainda sujas e  completou:

Carol: Fazer o que ninguém espera. Só pra constar... eu também sei fazer planos. 

E, sem pedir licença,ou se quer prepara-lo para o ato, o beijou. Mas não foi um beijo impulsivo. Foi cheio de palavras não ditas , de medo, de atração contida, de promessas que ainda não sabiam nomear.

Steve permaneceu imóvel por um instante, como se estivesse tentando absorver tudo. Então, devagar, a mão dele tocou o rosto dela, e ele a puxou de volta, como se estivesse se agarrando ao único pedaço de mundo que ainda fazia sentido. O beijo se aprofundou. Não era apenas desejo, era sobrevivência, era escolha, era alívio.

Além do DeverWhere stories live. Discover now